Sempre disse que nunca seria medíocre.
Que me orgulhava de a minha vida ser um constante de altos e baixos, porque me parece que só assim se pode chamar vida àquilo que vai passando por nós.
Sou suficientemente consciente para achar que o "alto" ou a plena felicidade em constante é uma impossibilidade (o paraíso deve ser uma seca), e suficientemente exigente para achar que uma vida "ao mais ou menos" não me chega. Quero um gráfico aos picos para cima e para baixo.
Mas às vezes custa chegar aos momentos mais baixos.
Quando o acumular das pequenas coisas chega ao limite, expludo em lágrimas, e às vezes gostava que não fosse assim.
Os amigos que se separam, o inevitável pensar no sítio onde me coloco, alguém da família que se afasta e nós incrédulos, as contas, os problemas, o stress do trabalho do P., um dos amigos completamente de rastos, os outro mais feliz do que há muito tempo.
Quando o professor de inglês me perguntou "Where do you see yourself in 5 or 10 years from now?" acabei por ser sincera. Não inventei a treta que se responde nas entrevistas, "honestly, I have absolutely no idea. Actually, I'm trying to figure it out, at the moment". E fiquei a pensar nisto.
Foi ontem, hoje já estou mais arrumadinha.
Até porque agora a curva é a subir, não é?
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