segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Out of Africa

Por vezes, gosto de acreditar que sou personagem de romance no cinema, e vou correndo fora pela erva fresca do amanhecer de encontro ao amor da minha vida... Um verdadeiro cliché de ir às lágrimas...
Pode dizer-se que o fiz uma vez, com muita gente a assistir e nesse dia, sim, fui personagem de romance no cinema. Ou não seremos sempre todos os dias?

Quantas vezes não me emocionei secreta ou não secretamente a pensar que tenho algo que é único, que às vezes não mereço e que me devo agarrar a isso com toda a força que tenho e que vier?

Gosto de pensar quando vejo um filme que "aquele podia ser eu". Sem aspirar a pretensiosismos, mas porque me quero despreocupar com as rotinas e os dia-a-dias, para dar lugar ao que realmente importa, e importa sempre.

Devo ser irritante para a maioria das pessoas, mas sou assim. E se um dia der sinais de arrependimento, lembrem-me que é isto que eu quero e que o contrário sim, seria ser infeliz.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Paciência

Às vezes, basta mesmo e tão só um bocadinho de paciência.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Happy

Let's dance,
Let's smile,
Let's love,
Let's jump forever.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Complicated

Hoje estou a acertar em cheio nas pessoas que fazem de tudo uma tempestade num copo de água.
Irra, haja paciência!

(imagem daqui)

Mrs. Cold

Hoje de manhã tomei uma decisão da qual muito me orgulho: pus uns collants por debaixo das calças.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

El Lobito Bueno

Mandaste-me este poema do Fereira Gullar há pouco tempo. E hoje, que fazes 61 anos, não consigo parar de pensar na sorte que tenho, porque é tão bom gostar tanto, assim, de alguém. Que és tu.


"Gatinho, meu amigo,
fazes  ideia do que seja uma estrela?

Dizem que todo este nosso imenso planeta
coberto de oceanos e montanhas
é menos que um grão de poeira
se comparado a uma delas

Estrelas são explosões nucleares em cadeia
numa sucessão que dura biliões de anos

O mesmo que a eternidade

Não obstante, Gatinho, confesso
que pouco me importa
quanto dura uma estrela

Importa-me quanto duras tu,
querido amigo,
e esses teus olhos azul-safira
com que me fitas"

Ferreira Gullar.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Coelho ao Poleiro

Eu não digo?...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Dança da Solidão

Estou envergonhada por viver numa suposta democracia onde, antes das eleições presidenciais, já toda a gente sabe quem vai ganhar. E não é pelos melhores motivos.
Não, não é porque alguém se destaca. É exactamente pelo contrário.Ninguém se destaca (além do pobre Tiririca José Manuel Coelho).
Ninguém é melhor. Não há alternativa.

E não, não vou votar Cavaco.
A que Estado chegámos quando tudo leva a concluir que se passássemos à frente desta eleição ninguém reparava?...
Ok, menos tempo para a Assembleia se poder dissolver... E depois?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

I cried for you



Não quero mudar de cara.
Estou cá.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Fame

Este dia vai ficar conhecido pelo dia em que apareci na televisão. Não se esqueçam.
Bibá Júlia!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Faz Parte (o retorno das audácias)

Domingo
Quando chega domingo,
faço tenção de todas as coisas mais belas
que um homem pode fazer na vida.

Há quem vá para o pé das águas
deitar-se na areia e não pensar…
E há os que vão par ao campo
cheios de grandes sentimentos bucólicos
porque leram, de véspera, no boletim do jornal:
«Bom tempo para amanhã»…
Mas uma maioria sai para as ruas pedindo,
pois nesse dia
aqueles que passeiam com a mulher e os filhos
são mais generosos.
Um rapaz que era pintor
não disse nada a ninguém
e escolheu o domingo para se matar.

Ainda hoje a família e os amigos
andam pensando por que seria.
Só não relacionam que se matou num domingo!...
Mariazinha Santos
(aquela que um dia se quis entregar,
que era o que a família desejava,
para que o seu futuro ficasse resolvido),
Mariazinha Santos
quando chega domingo,
vai com uma amiga para o cinema.
Deixa que lhe apalpem as coxas
e abafa os suspiros mordendo um lencinho que sua mãe lhe bordou,
quando ela era ainda muito menina…
Para eu contar isto
é que conheço todas as horas que fazem um dia de domingo!
À hora negra das noites frias e longas
sei duma hora numa escada
onde uma velha põe sua neta
e vem sorrir aos homens que passam!
E a costureirinha mais honesta que eu namorei
vendeu a virgindade num domingo
- porque é o dia em que estão fechadas as casas de penhores!

Há mais amargura nisto
que em toda a História das Guerras.
Partindo deste princípio,
que os economistas desconhecem ou fingem desconhecer,
eu podia destruir esta civilização capitalista, que inventou o domingo.
E esta era uma das coisas mais belas
que um homem podia fazer na vida!
Então,
todas as raparigas amariam no tempo próprio
e tudo seria natural
sem mendigos nas ruas nem casa de penhores…

Penso isto, e vou a grandes passadas…
E um domingo parei numa praça
e pus-me a gritar o que sentia,
mas todos acharam estranhos os meus modos
e estranha a minha voz…
Mariazinha Santos foi para o cinema
e outras menearam as ancas
- ao sol
como num ritual consagrado a um deus! –
até chegar o homem bem-amado entre todos
com uma nota de cem na mão estendia…

Venha a miséria maior que todas
secar o último restolho de moral que em mim resta:
e eu fique rude como o deserto
e agreste como o recorte das altas serras:
venha a ânsia do peito para os braços!
E vou a grandes passadas
como um louco maior que a sua loucura…
O rapaz que era pintor
aconchegou-se sobre a linha férrea
para que a morte o desfigurasse
e o seu corpo anónimo fosse uma bandeira trágica
de revolta contra o mundo.
Mas como o rosto lhe estava intacto
vai a família ao necrotério e ficou aterrada!

Conheci-o numa noite de bebedeira
e acho tudo aquilo natural.
A costureirinha que eu namorei
deixava-se ir para as ruas escuras
sem nenhum receio.
Uma vez que chovia
até entrámos numa escada.
Somente sequer um beijo trocámos…
E isto porque no momento próprio
olhava para mim com um propósito tão sereno
que eu, que dela só desejava o corpo bem feito,
me punha a observar o outro aspecto do seu rosto,
que era aquela serenidade
de pessoa que tem a vida cheia e inteira.
No entanto, ela nunca pôs obstáculo
que nesse instante as minhas mãos segurassem as suas.
Hoje encontramo-nos aí pelos cafés…
(ela está sempre com sujeitos decentes)
e quando nos fitamos nos olhos,
bem lá no fundo dos olhos,
eu que sou homem nascido
para fazer as coisas mais heróicas da vida
viro a cabeça para o lado e digo:
- rapaz, traz-me um café…
O meu amigo, que era pintor,
contou-me numa noite de bebedeira:
- Olha,
quando chega domingo,
não há nada melhor que ir para o futebol…
E como os olhos se me enevoassem de água,
continuou com uma voz
que deve ser igual à que se ouve nos sonhos:
- …no entanto, conheço um homem
que ia para a beira do rio
e passava um dia inteirinho de domingo
segurando uma cana donde caía um fio para a água…
…um dia pescou um peixe,
e nunca mais lá voltou…
…O pior é pensar:
que hei-de fazer hoje, que toda a gente anda alegre
comos e fosse uma festa?... –
O rapaz que era pintor sabia uma ciência rara,
tão rara e certa e maravilhosa
que deslumbrado se matou.

Pago o café e saio a grandes passadas.
Hoje e depois e todos os dias que vierem,
amo a vida mais e mais
que aqueles que sabem que vão morrer amanhã!
Mariazinha Santos,
que vá par ao cinema morder o lencinho que sua mãe lhe bordou…
E os senhores serenos, acompanhados da mulher e dos filhos,
que parem ao sol
e joguem um tostão na mão dos pedintes…
E a menina das horas longas e frias
continue pela mão de sua avó…
E tu, que só andas com cavalheiros decentes,
ó costureirinha honesta que eu namorei um dia,
fita-me bem no fundo dos olhos,
fita-me bem no fundo dos olhos!

Então,
virá a miséria maior que todas
secar o último restolho de moral que em mim resta;
e eu ficarei rude como o deserto
e agreste como o recorte das altas serras:
e virá a ânsia do peito para os braços!...

Domingo que vem,
eu vou fazer as coisas mais belas
que um homem pode fazer na vida!



Manuel da Fonseca

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Kitty Kat

Para que nunca mais me digam que a M. é gorda!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

The last Station suite

"Why should it be easy? I am the work of your life, you are the work of mine. That's what love is!"
Sofya Tolstaya

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

I love you more than words can say


Quando eram 26 e logo 27.
Agora que são ...e um, e quando forem ...enta e quatro, ...enta e cinco e ...enta e seis.

Meu amor,
I love you more than words can say.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Brand new day

Brand New day, brand new year..
Por isso, para já, fica o meu amigo Miguel Torga, que escreve melhor do que  eu alguma vez saberei escrever. A fotografia é minha.



Recomeça.... 
Se puderes 
Sem angústia 
E sem pressa. 
E os passos que deres, 
Nesse caminho duro 
Do futuro 
Dá-os em liberdade. 
Enquanto não alcances 
Não descanses. 
De nenhum fruto queiras só metade. 

E, nunca saciado, 
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar. 
Sempre a sonhar e vendo 
O logro da aventura. 
És homem, não te esqueças! 
Só é tua a loucura 
Onde, com lucidez, te reconheças...