quinta-feira, 31 de março de 2011

La Primavera

Estou a sentir-me eu novamente.
Este trimestre negro termina hoje e a Primavera chegou.

No Sábado fomos 11, um T. que apareceu de surpresa senão seríamos 10, para um novo jantar à luz das velas que coincide sempre com o prelúdio da Primavera.
Estamos todos a voltar ao normal. E às vezes o normal é muito bom.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Until

Quando o Primeiro-Ministro, mesmo que formalmente a isso não seja obrigado, sai quando um importante debate parlamentar ainda nem começou, tenho vergonha.

Quando um debate parlamentar se esgota numa simples campanha pré-eleitoral, assumida por todos, tenho vergonha.

Quando tudo aparenta que as instituições políticas estão mortas de sentido, porque já tudo não passa de um bando de corvos em luta pelo pedaço putrefacto da República, tenho vergonha.

E ainda assim, é Primavera, há espaço para renascer.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Jim Cain

Cheguei ao trabalho tristonha.
Dormi muito mal e quando acordei soube que Grappa morreu. Há pessoas mesmo más.
Mas há animais assim que nos lembram da espontaneidade das coisas.

E por isso, calhou mesmo na hora certa chegar ao trabalho e ver a linda música que a MJ e o T. me dedicaram.
E o email do C. que fez 30 ontem e adorou o dia. E que lindo Domingo que tivemos!

A cereja no topo do bolo foi a saltada, à hora de almoço, ao supermercado biológico aqui ao lado e que já tinha adiado tantas vezes. Foram os legumes com ar de legumes, as couves, a abóbora, as avelãs e os ovos...

Às vezes, bastam estas coisas simples, para dizer Adeus.
Adeus, Grappa.




Nós vamos continuar por aqui a saltar!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Luiza

Para o H. que é meu pai, para o T. e para a MJ.



Foi assim que ele cantou. Cheio de sotaque, mas tão, tão bem.
Há momentos que vale a pena aproveitar, assim tão sugadinhos numa só canção ou música.
Há momentos em que nos sentimos a renascer um bocadinho por dentro.

Não tem de haver medos de telefonemas, simplesmente tem de haver vida.
Obrigada por terem estado ontem, lá, connosco.

Como um raio de sol nos cabelos da Luiza do Jobim e do Kurt Elling.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Big girls don't cry (Personal)

Ando meia deprimida.
Sei que é normal - não é todos os dias que se perde uma avó, se espera pelos resultados de mais uma biópsia e se descobre que há pessoas com muito muito azar, mesmo que sejam boas, como o R. que felizmente está a ficar melhor.

Tenho andado tristonha e desanimada e quero lutar contra isto, mas neste momento quase que é melhor ficar assim.
Era tudo tão mais fácil há uns quantos anos atrás.
Em que não tinha medo de perder ninguém, porque nem sabia o que isso era, nem medo de me perder a mim...

Isto vai tudo melhorar, sei que sim.
Mas agora, só agora, fico assim, está bem?

quinta-feira, 10 de março de 2011

Dog days are over

É preciso acreditar que nem sempre quando nos ligam é com más notícias.
Ainda olho para o telefone com medo, quando toca, mas estou a reaprender a atender com um sorriso.

Os dias de cão acabaram.
E não sei a quem tenho de dizer isto - se ao Fado se ao Senhor de lá de cima - mas, isto é um aviso e um decreto em simultâneo.
Os dias de cão acabaram. "Ouvistes"?

quarta-feira, 9 de março de 2011

No hay igual



Honestamente não acho que homens e mulheres tenham de ser iguais.
Eu, pelo menos, não quero ser igual.

Provavelmente, nunca quererei ser política - e se quisesse, sê-lo-ia.
Provavelmente, nunca quererei ser "mulher das obras", mas se quisesse sê-lo-ia.

E no entanto, não posso ignorar que ainda há muitas barreiras...
Sempre tive homens-chefes e acho que podem ter capacidades de gestão de pessoas superiores à das mulheres.
Mas é impressionante olhar para os cargos de chefia e ver uma maioria tão gigante de homens. E quero chegar lá um dia.

Por isso, concordo, "until the answer is yes, we must never stop asking".

segunda-feira, 7 de março de 2011

Farewell II

" Já tenho aqui a concertina arrumada, não queres pôr já no carro?
Ah, está bem, só depois quando estiveres a ir embora.
Não, não quero ficar cá com ela.

Sabes, eu comprei a concertina quando me casei com a tua avó para animar as noites.
Agora, já não faz sentido... E depois, o teu pai sabe, quando toco mais de 15 minutos agora doi-me aqui no peito do lado esquerdo.
Leva-a lá que agora já não vale a pena tê-la aqui..."

quarta-feira, 2 de março de 2011

Natalie

Era velhinho e andava pelas ruas de Évora, de telefonia na mão. Dali saía um Natalie do Julio Iglesias que ressoava nas arcadas.
Estaria viúvo? Abandonado, triste, saudoso ?
Podia ser um estado de alma, podia ser um rito diário, ou simplesmente uma leve loucura que passou por aí.

terça-feira, 1 de março de 2011

Marry you

Às vezes, nas piores alturas, o que é preciso é um passinho de dança.... e ontem quando chegaste dançámos. Lá porque tudo corre mal, o direito de dançar continua cá. E é inalienável.

Mesmo o que eu precisava, e tu alinhaste, mesmo sem gostar do Glee.
Hey, baby, I think I wanna marry you. Sempre.
Just say, I do. :-)