terça-feira, 20 de maio de 2014

Your Song (versão Ellie Golding)

Quando dizem que um bebé ocupa muito tempo e que não há tempo para mais nada não é bem verdade.
A verdade é que passamos o tempo de outra forma, regulamos as horas, mas nem as vemos, e no fim do dia estamos genuinamente cansados, de um cansaço extraordinário e indescritível.
Há dias difíceis, há dias em que parece que não entendemos nada. Será talvez sono, insegurança, tudo junto desta responsabilidade avassaladora, costumo repeti-lo muitas vezes. Mas depois passa.

Ela acorda todos os dias às 8 e adoramos.
Sorri, gargalha, leva as mãos à boca.
Gestos simples e mágicos que nos enchem de boa disposição.

Quando soube que estava grávida pedi poucas coisas: que fosse saudável, inteligente e muito bem disposta.
Tive sorte, também veio calminha para facilitar a vida a quem se imagina facilmente com uma família maior do que três.

Não é mentira quando dizem que o que se sente pelos filhos é melhor e maior todos os dias.
Mas só depois da Ema nascer é que, com conhecimento de causa, posso acreditar nisso.
Já gostava muito da minha filha quando ela nasceu, antes mesmo de nascer, mas agora... cresce todos os dias, talvez porque ela também já me diz que gosta muito de mim.

Já gostava muito da nossa filha, peço desculpa.
Nossa, sem possessivos possessivos brutos... nossa.
Podia usar todos os clichés, dizer que parece um milagre, dizer que é uma mistura dos dois, dizer todas essas verdades mas era foleiro e piroso, talvez.
Em vez disso, digo que sempre amei o P.. Mas agora amo mais.
E mais ainda de cada vez que vejo os dois juntos cúmplices, como serão sempre, a sorrir dos olhos e da boca.

O que há mais nesta casa por estes dias é muito simples.
É Amor.