segunda-feira, 18 de maio de 2015

See you again

Quero ter tempo para te fazer o jantar. Acender duas ou três velas (e apagar a luz de que não gosto). Ficarmos os dois, a beber um bom copo de vinho.
Às vezes sinto-me tão cansada que procuro explicação. Chego a pensar que devo estar grávida.

Quero sentir bem o teu abraço, estarmos os dois bem.
Quero não me irritar com (quase) tudo.
Quero não ter de me deitar às 22h para não asnear.
Um asno, tenho-o sido muitas vezes.
Tem de mudar. Tenho de mudar.

domingo, 3 de maio de 2015

Puxa. Quero ser uma mãe como ela.

Neste dia da mãe, sou mais filha que mãe. Ou as duas coisas talvez.

Houve um tempo em que quase me esqueci que era um privilégio ser uma pequena imagem dela.
Não há mulher mais vibrante e mais alegre - todos os dias (mesmo se só numa pequena parte do dia, juro, ela tem um sorriso todos os dias).
E quando é preciso, ela sabe dizer as palavras certas. E acerta quase quase sempre.

Um dia, há não muito tempo jantei com ela. A sós, como há muito não acontecia.
No meio de múltiplas cumplicidades dei comigo a pensar "Puxa. Quero ser uma mãe como ela".

Depois basta vê-la com a Ema.
Terna que sem saber me enternece e mais ainda porque sem dar conta cuidando da sua neta lhe sai um "ó filha" que me derrete por dentro.
O meu coração enche-se de orgulho.

Neste dia da mãe, ainda sou mais filha do que mãe. Ou as duas coisas talvez.