10 anos.
Há dias em que me parece que há minutos
fechei o computador e me deste um beijo. Finalmente. [Sempre fui impaciente.
Tive de aprender a esperar. Ainda tenho de aprender a esperar]
Há dias em que me parece que foi há
décadas [uma] que fomos juntos a Itália, que passei a ponte pela primeira vez a
pé e conheci a tua mãe.
10 anos.
Não sei onde foram parar, exceto que
estão bem aqui, em tudo. Nas nossas gargalhadas, nas nossas danças a qualquer
hora na sala, na nossa casa que vamos vender, no futuro que deixámos de querer
suspender, na Ema que se tornou parte de nós e até nas crises, no atirar feio
de meias por motivos estúpidos, porque precisávamos (também) de conhecer os
nossos limites.
10 anos.
Viajámos para sítios que não
conhecíamos, conhecemos os nossos corpos quase de cor. Crescemos os dois.
Crescemos os três. Crescemos os quatro [um dia].
Não é muito. Não é pouco.
É tudo e o futuro. Infinité.
Já não sei adormecer sem ti.
Hallelujah.
Já não sei viver sem ti.
Hallelujah.
10 anos.
