Chorei muito.
Incrédula.
Como é que podia sentir um misto de emoções tão grande?
Como é que é possível estar simultaneamente e genuinamente feliz por outros e tão triste por não me poder rever no mesmo cenário?
Falei nisso e simultaneamente fechei-me em copas.
Não fingi que estava tudo bem, mas continuei a andar para a frente.
Primeiro a Ema começou a acordar (sentiu?).
Depois veio o meu corpo a dar de si.
Às vezes o corpo obriga-nos a parar.
O meu obriga-me a reconhecer que não, não está tudo bem.
Mas a alma recusa-se a desistir. A chorar demais, se houver demais.
Corpo, a vida explica-se a ela própria e daqui a uns meses ou anos vou olhar para isto ainda de coração pequenino.
Mas estará cheio.