Sou talvez uma pessoa de humores, ou não.
Hoje, quando a gata mais nova teimou em nos trocar as voltas e novamente subir ao telhado, zanguei-me.
Depois de meia-hora a tentar que ela voltasse, olhava desesperadamente para o relógio, exasperada, até que decidi que o destino é que devia decidir. Ela que fique, vai voltar, pode é sempre voltar com surpresas, suja, e alguns bufos da gata mais velha que não lhe conhece o cheiro.
As minhas gatas têm muito de mim. Chego a casa e encontro-as, sempre, sôfregas por um bocadinho de atenção que nem sempre dou. Uma que se esconde no sofá e vai aparecendo lentamente, a outra que já está à porta muito antes da chave tocar na fechadura.
Uma que não toca no limiar da janela, porque prefere sempre ficar recatadamente no quentinho dos seus cantos (e que medo de sair!), a outra que se estende, se puder (e pode) ao sol da varanda e que anseia todos os dias poder (e não pode) dar uns passinhos lá fora, onde quer que seja, nos telhados ou tão só nas escadas do prédio.
Amanhã vou ser mais assim, hoje sou mais gata meiga escondida debaixo do sofá.
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