Ontem à noite, depois de mais um dia cheio, estacionámos o carro longe, e fomos andando, como gostamos tanto, pelas ruas da Lapa até casa...
Cheirava a flores, no silêncio da noite que nós rompíamos com a conversa, de mãos dadas.
Ontem vi o pôr-do-sol na voz do Camané e as lágrimas correram, como correm sempre, porque há coisas que são tão bonitas, que emudeço e me liberto assim, como as andorinhas que voavam por cima. Ao teu lado.
Ontem à tarde, deitei-me em ti e na relva, com o vento nas árvores da Estrela.
" Meu amor dá-me os teus lábios, dá-me os lábios desse rio
Que nasceu na minha sede, mas o sonho continua
E a minha boca até quando ao separar-se da tua
Vai repetindo e lembrando"
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