Ontem, celebrámos a nossa concubinagem oficial e, pela primeira vez, até correu bem.
Não foi como há dois anos em que não gostámos do Estado Líquido - porque ninguém se lembrou de perguntar o que queríamos beber depois das caipirinhas, e por causa das pitas histéricas que se descalçaram ao nosso lado, com os sapatos ao lado dos meus joelhos.
Também não foi como no ano passado, em que a caipirinha de frutos silvestres me deu uma volta tal que fiquei mal-disposta e caí redonda na cama.
Desta vez, andámos uma hora na marginal às voltas, à procura do Parque Palmela, mas só reparámos no pôr-do-sol lindíssimo que nos seguia pelo mar.
Depois, chegámos e a Regina Spektor ainda não tinha começado a tocar. Mesmo que tivesse, não haveria grande diferença, porque nada víamos, só ouvíamos, lá nesses confins do jardim. Mas eu só reparei no teu abraço e no bonito que pode ser o som do vento nas árvores.
E terminámos a petiscar na Petiscaria Ideal, onde já tínhamos prometido ir há tanto tempo.
Quero continuar, muitos e muitos anos, com a feliz concubinagem. E celebrá-la.
Mesmo que se torne oficial.
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