Escolhi o Ennio Morricone para contar a história de uma peixinha.
"Era uma vez uma peixinha pequenina que mal podia ficar fora de água. E já quase quase quase a expirar, descobriu que só faltavam 2 dias para voltar a poder ser peixinha."
Mas depois este Once Upon a Time lembrou-me que, um dia, a peixinha estava no meio das ruas de Siena.
Tinha acabado de chegar e suspirava pelo peixinho da altura que tinha deixado na terra natal.
Estava muito frio e começou a nevar.
E no frio, na neve, nas ruas de Siena, de repente, começou a ouvir-se o Once Upon a Time in the West, tocado numa espécie de xilofone alto e em violino.
Dizem que os peixes têm a memória curta, mas a peixinha lembra-se que, naquele instante, nadou pelo ar e sentiu-se em casa. E ela que não tem mãos abriu-as e deixou os floquinhos de neve derreterem logo ali.
A peixinha está com saudades da água, mas um dia também gostava de voltar a Siena.
Mesmo que não haja neve nem Once Upon a Time in the West.
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