Saber que daqui a uma semana vou voltar a passar por tantos sítios que fazem parte das minhas memórias de infância - como já re-passei lá várias vezes - sabe bem, mas também é nostálgico.
De repente, lembrei-me das minhas férias com a M. e a família dela, eu gordinha ela bailarina, no meio da Vendée. Nas viagens de várias longas horas (Nice - La Rochelle - Vendée - Paris), aprendi mais argot do que o que sei em português.
E tudo graças ao Renaud e ao Éric, pai da M., que se divertia a ensinar-me a escrever as novas palavras em SMS à minha mãe. A Flo, mãe da M., reprovava.
Dava qualquer coisa como isto:
"Ho, ma vielle. On fais la flotte et on part dans la barraque avec la baignolle déguas...", o que traduzido daria qualquer coisa como: "Tudo fixe, velhota? A gente saímos da praia e estamos a caminho da barraca, na charranca que tá uma bela merda".
Memórias boas.
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