Em analogia à impossibilidade de riqueza, mas da necessidade de aproveitar bem a vida com o que se tem.
Resultado de uma "reflexão" por email, entre amigos:
Assumo como exemplo os meus avós maternos. Esses viveram muito, com 4 filhos, de forma nunca extraordinariamente confortável, mas suficiente, até que venderam a "casa de família", que precisava de obras que eles não podiam pagar, para comprar um apartamento. Com o dinheiro que sobrou, foram a Macau, Hong Kong e Índia, a maior viagem que fizeram, e ainda levaram os netos todos a Cabo-Verde. Hoje a minha avó tem uma pensão boa, algum dinheiro no banco, mas muito pouca vontade de o gastar. É velhinha. Quando pôde, gastou-o e gastou-o bem. E sabe bem disso.
Já os meus avós paternos, sempre viveram mais do que modestamente. Sem despejar a água do autoclismo para não gastar, a deitar-se às 19h00 para não gastar dinheiro em luz e aquecimento...
Tudo fazia prever que a vida modesta que levavam era motivada pela magra reforma do meu avô (a minha avó nunca trabalhou depois de casar). Viemos a descobrir, depois da morte da minha avó, que o meu avô ganha mais de reforma do que o que eu ganho por mês. É muito? Não, mas tem de chegar. Sem dívidas (pagaram a casa a pronto) e sem gastos, tem obviamente muito dinheiro no banco. E nem sequer é muito ligado aos filhos.
Para quê?
Agora é viúvo, está só e desmotivado pela crença absoluta que tinha de que morreria rapidamente se ficasse viúvo. Está doente, não quer tratar-se (sequer fazer exames) pois diz que não quer viver mais.
Para quê pergunto novamente?...
aproveitar bem, como se pode. Sempre.

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