Desde sexta-feira, que ando com um mau pressentimento. Afasto-o e volta sempre.
No sábado, disseste-me que o avô se tinha sentido muito mal durante a noite mas que continuava a querer não ser internado.
Afasto-o outra vez, mas fico a pensar que já não vejo o avô já tanto tempo, e é sempre tão pouco quando o vejo. Tive de dizer ao P. que no fim-de-semana queria ir ao Porto, se o avô fosse de facto internado.
E hoje, logo depois de ter dito isto, pimbas, o avô cai no meio da rua, desmaiado, acordando depois desnorteado.
Se hoje for para o hospital, a vaca pode tussir o que tussir, o telhado até pode cair, mas vou vê-lo. No fim-de-semana, ou até antes, quem sabe.
John Mayer, podes parar de esperar. O mundo não muda mesmo.
Haverá sempre problemas, sempre pessoas que não estão bem. Sempre haverá guerras, e fome e morte.
Haverá velhinhos a morrer, e até pessoas das novas.
Gostávamos que não fosse assim.
Mas também haverá sempre amor, família, amigos e arco-íris no fim da estrada.
E preferimos que assim seja.
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