segunda-feira, 30 de abril de 2012

1492: Conquest of Paradise

Quero focar-me no que é positivo.
Esquecer que as dores voltaram, que nunca mais passam, que nunca pedi isto e que às vezes, mas só às vezes, desejo sair do meu corpo.
Esquecer que o meu homem tem defeitos, como todos os homens, defeitos que às vezes nos custam dinheiro - ou nos fazem receber menos - e que isso me frustra e mais ainda me frustra não conseguir abstrair-me disso.

Vou focar-me nas notícias positivas.
85% não é muito, mas pode ser que chegue para irmos à conquista.
E tanto mais não seja que consigo provar-me a mim própria que quem quer, consegue.
E mesmo que não chegue para a conquista, pelo menos serviu para me desafiar novamente.

Venham mais desafios, dos bons.
E menos frustrações, please.

Venham paixões, conquistas das diárias e surpresas boas. Mesmo que sejam pequeninas.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Quando (já nada é intacto)

Quando já nada é intacto, nada melhor do que acordar, mesmo que mais cedo que o despertador, e lembrar-se que se dormiu 8 horas, seguidas. Sem acordar uma única vez.
Há coisas pequenas mesmo mesmo boas.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Do you remember

Dia de Nostalgia.
Descoberta número 1, através do Google Maps:
-existem 5 Sesame Street no Mundo. Gosto particularmente desta:














Descoberta número 2:


Vou decorar a letra.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

My Valentine

O Paul McCartney já está tão velhinho... mas gosto, e mais ainda da Natalie e do Johnny.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Velha e Louca

Ora então aqui vai uma listinha das coisas que quero fazer quando a merdinha que me está na barriga desaparecer (não é uma criança - nem tanto! nem eu chamaria "merdinha" a uma criança). Ora então aqui vai disto:

1) O mais óbvio e que é do foro íntimo
2) Uma massagem ayurvédica de 90 minutos que a minha mãe me ofereceu de prenda de anos (já estava combinada antes da merdinha aparecer)
3) Correr pela marginal fora e andar muito de bicicleta
4) Ir de casa até ao Chiado a pé
5) Deixar a gata mais velha saltar-me para o colo, sem ter de lhe agarrar as patas e dizer "aí não, S.!!!"
6) Ir a Londres passear (a melhor prenda dos meus anos :))

E a modos que é isto e deve haver mais umas coisas, mas hoje nem me lembro.
É que hoje estou convencida que estou melhor.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Good life (parte II)

Nunca, mas nunca, deixes que alguém te diga "coitadinha de ti".
Tens uma vida boa, sempre tiveste, e ainda por cima com quem te quer.

Não és uma coitadinha.
És uma sortuda (só que às vezes esqueces-te).

Tu tens o pouco que é tudo (o pouco que devia ser sempre tudo).

Os 27 já lá vão.
E diz que para a frente é que é o caminho.
O bom caminho.

Para trás só andam os caranguejos.
E tu és orgulhosamente carneiro.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Amanhã

Estou em dia menos bom, meia desalentada por ter acordado durante a noite, n vezes, ainda com dores (psicológicas?...).
Mas até é bom sinal. Significa que amanhã o dia vai ser bom, tem de ser, e mandam as conveniências que assim seja.

Amanhã vou ter o dia para mim. Vou tentar mimar-me, mesmo que não possa fazer a minha massagem ayurvédica de 90 minutos que passam num instante. E vou cozinhar porque sim. Cozinhar não significa andar demais, e quero fazer um bom jantar para os meus.

Depois na quinta vou fazer o tão esperado exame.
E sei que amanhã vou ter a certeza que estou melhor e que o exame vai mostrar que estou melhor.
Hoje não estou em dia sim, mas amanhã, amanhã vai ser um dia sim.
E que se lixe o dia de hoje.

Não é procrastinar, é acreditar que o amanhã é sempre melhor.
E não é pelas conveniências.
É porque sim.

O meu amanhã vai ser assim, positivo. Como este: http://www.youtube.com/watch?v=S8JdYfaUBZo

Bad Things

Então diz que se andar 4 míseros quilómetros em voltinhas da minha rua às Amoreiras e voltar, depois no dia seguinte tenho de ficar de molho, no sofá, a ver se a coisinha má acalma...

Bad thing, bad bad thing!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Meu namorado

Se eu dissesse tudo aquilo em que penso, dizia que detesto a Carminho.
Que nunca consegui ouvir uma música dela toda até ao fim, que a outra com o espanhol me faz esgares daqueles feios com a cara e que para mim ela tem voz de cano entupido com um bocado de homem pelo meio.

Só que depois ouvi isto:


Ainda bem que eu não digo tudo o que penso.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Ain't got no. I got Life

Eu que nunca participo em passatempos, ontem senti-me desafiada quando li num blog que bastava escrever sobre liberdade e sobre uma música que no-la fizesse lembrar.
Se ganhar, dou os phones ao marido.
Se não ganhar, pelo menos escrevi verdade verdadinha sobre liberdade.

Ora aqui vai disto:

Na semana passada estive no hospital, durante seis dias.
Eu, uma rapariga normal e saudável, que nunca tinha tido nada, fui parar ao hospital.
E depois da parte chata das dores e quando já só aguardávamos para ver se não me dava o treco outra vez, pensei nesta música ( Ain't Got No, I Got Life).

Há uns anos, antes de casar, mas quando já vivia com o meu (agora) marido, celebrámos um Ano Novo sui generis.
Jantámos em casa, simplesmente, com o "nosso" maior e melhor amigo.

Foram copos, foi conversa, e muito perto da meia-noite, foi música que ouvíamos aleatoriamente tentando enquadrar a escolha.
E do nada, à meia noite em ponto, lá estava ela, a nossa Nina Simone.

Não sei se foi dos copos (talvez) ou simplesmente porque estávamos verdadeiramente felizes, mas agarrámos as mãos os três e em vez de comermos passas dançámos e cantámos: "Ain't got no, I Got life, I got my freedom"...
E fomos livres.

Na semana passada, voltei àquele momento de verdadeira liberdade. Estava sozinha a ouvir música e o meu iPod iluminou o silêncio do quarto do hospital.
I've got life.

Ser livre às vezes é tão só lembrar-se do que é bom e viver.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Este Silêncio

Não há palavras e o silêncio sabe bem.
É calma, é paz, é tranquilidade sem dor, sem droga, sem medo.

Ontem quando voltávamos, partilhávamos os dois a firme convicção de que esta última semana não aconteceu.
Não parece ter acontecido. Fomos simplesmente de fim de semana e voltámos.
E pelo meio, aparentemente, houve 6 dias num hospital no Porto. Houve dores, contorsões malabarísticas e circenses, houve catéteres e drogas.
Houve cansaço e dor, e dor.

Mas houve muito mais.
Ninguém que não passe por isso sabe a importância de um sorriso e de um abraço quando estamos assim, cheios de atenção e no entanto tão desamparados.
E aquelas senhoras que por ali andavam e todas com uma palavra amiga...

E eras tu, naquela madrugada lancinante de sábado, que adormecias quebrado com os braços pousados na minha maca, sem tirar a tua mão da minha.
E era a minha tia, que apareceu no preciso momento em que as drogas começaram a fazer efeito - ou então foi só por ela ter aparecido, ou as duas coisas.
E era a minha mãe, dando festas na cabeça da sua cria, quando as dores regressavam de novo.

E foi toda a gente, a quem não me canso de agradecer.
Este meu corpo gosta de coisas raras, de maleitazinhas chatas, mas não demasiado perigosas, só para me recordar da sorte que temos.

Isto foi só um teste e acho que passámos com distinção.

Fuck it, let's go to Thailand :)