quinta-feira, 12 de julho de 2012

Le temps de l'amour

A idade tem destas coisas.

Percorro os corredores do meu local de trabalho à hora de almoço e faz-me lembrar o Liceu, com as várias pessoas espalhadas à conversa. Bem sei que o meu ambiente de trabalho é assim para o cool, mas parece mesmo que não mudou nada.

Olho para as pessoas e embora saiba perfeitamente a idade delas, não as vejo como os adultos de 30 e tal anos. Ainda são rapazes e raparigas, ainda acho que a maioria não mudou nada desde que tínhamos 18 anos, mas já não têm 18 anos.

Depois, começo a gostar cada vez mais de coisas antigas, não bem ao estilo vintage, mas mais no espírito que antes não percebia. Não é de todo conservadorismo, é amor pelas coisas doces, tipo Françoise Hardy.

E ainda há a tranquilidade que vai crescendo com a maturidade, talvez por isso rimem.
Nada é tão trágico como antigamente, mas nada impede ainda que as coisas felizes sejam extáticas.

E além disso, ainda há a parte de que às vezes nos podemos estar nas tintas, sem pseudo-conveniências que queríamos respeitar quando éramos mais "jovens-adultos" do que adultos.

A idade tem destas coisas.
E não é mau de todo.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Uma pequenina luz

Autorização médica para partir para o Longínquo.
Ainda cá está, pode ter que ser aspirado tipo depuralina.

Mas um passo de cada vez. E uma luz pequenina ao fundo do túnel.

 

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Man Smart, Woman Smarter

E o que eu gostei de ler isto:

"Não me venham com merdas que a moda pode ser muito gira e a beleza um regalo para os olhos mas a verdade é que já enjoa. Enjoa ver meninas magrinhas e bronzeadas de pernas à mostra e lábios e unhas pintadas com as últimas cores da estação, mulheres siliconadas nas praias a mostrar o físico impecável ao qual se dedicam 7 dias por semana, os bronzeados perfeitos, as roupas mais in (isto ainda se diz?) sejam giras ou trapos medonhos o que importa é que apareçam nas revistas de preferência nos corpinhos anoréticos das celebridades, os brunchs e os posts no facebook mais as festas na praia e as idas aos festivais que mais parecem desfiles. Mulheres que se acham o máximo e capazes de papar qualquer gajo que lhes passe à frente, mulheres que têm medo de se expor, de sair de casa despenteadas, de serem apanhadas a fazer caretas, que se preocupam mais com o que os outros vão pensar do que com o que vai dentro das próprias cabeças. Poder não é um par de mamas de silicone nem unhas pintadas com verniz de gel. Poder não é um corpo perfeito num anúncio de televisão. Poder não é levar o chefe para a cama. Poder mesmo, daquele que nos permite tomar decisões, não vem com calções mini nem decotes até ao umbigo. Ter orgulho em ser mulher, saber ser mulher não é ir ao cabeleireiro uma vez por semana, pôr extensões só porque sim, dar risadinhas de prazer quando um homem faz um piropo imbecil ou usar as calças alapadas ao cú como dizia a Katyzinha, equilibradas em saltos vertiginosos para ir ao supermercado. Não têm de ser trambolhos vestidos com T-shirts quatro números acima mas caramba quem gasta tanto tempo a pensar no que vestir e como conjugar os 345 acessórios, maquilhar-se, andar bamboleante, ter um cabelo sem defeitos e um olhar lânguido não pode ter espaço para outras coisas. Para perceber que os homens continuam a mandar e a tomar todas as decisões. E não, não chega sermos nós a mandar lá em casa porque o mundo é bem maior e nós até estamos em maior número. O que eu gostava de saber é onde é que andam essas mulheres que estudam, as inteligentes, as que pensam e lêem e discutem, as que estão em maioria nas universidades. Se somos mais do que eles, e se até vivemos mais anos, porra, porque é que continuamos a ser Tatchers nas raras vezes em que conseguimos chegar lá a cima, masculinizadas à força para sermos respeitadas e ouvidas? Ou se mostra as mamas ou se veste calças. Não há meio termo, caraças? Quando é que a merda dos anúncios da televisão vai deixar de ter gajas boas mesmo que estejam a vender relógios? Quando é que as mulheres vão poder fazer programas de humor que não sejam empurrados para a programação das madrugadas em que está toda a gente a dormir? Quando é que as mulheres vão deixar de ser medidas pelo rabo e pelas mamas e pelo palmo de cara? E até quando é que as mulheres vão deixar que isso aconteça? Já não posso com a playboy e as outras todas, vestidas ou despidas, é tudo uma merda, parece um talho com as carnes à venda. Toda a gente gosta de se sentir desejada mas foda-se há vida para além da lingerie e dos olhares masculinos. Cambada de atrasadas mentais, pá. E um livrinho que não venha da secção esotérica ou de auto-ajuda, não?"

Coffee Song

Isto de ter uma maleitazinha de saúde é quase como ter um filho. Acorda-se a meio da noite, regojiza-se (como hoje) quando não se acorda, e toda a gente tem um bitaite qualquer sobre a dita da coisa.

Calhou-me comentar à hora de almoço que agora acho que não tem nada a ver com o quisto e que isto é mas é o intestino que às vezes se irrita (quem diria que andaria a comentar as minhas partes baixas à hora de almoço) e choveram conselhos do que posso ou não comer, do que devo ou não beber, do que devo ou não fazer.

Agora é só filtrar. Tipo café, uma das coisas que aparentemente não se deve/pode beber.
Mas esse não filtro eu (ou deixo de beber), que intestino de vez em quando irritado é uma coisa e enxaquecas de todo o tamanho todos os dias em modo insuportável, é outra.

terça-feira, 3 de julho de 2012

From gardens where we feel secure

Esta é a música dos passarinhos, de quando éramos pequeninas e fizemos uma coreografia com um palhaço e tudo para apresentar na dança jazz.

Esta foi a música que quis ouvir quando tirei cada um dos 3 sisos, primeiro um, depois os outros dois e não custou nada.

Agora é a música que eu devia ouvir todas as 6 da manhã quando não estou a dormir, mas vegeto num estado de dor e ao mesmo tempo de cansaço.

Para que me lembre sempre que HÁ calma e daqui a muitos poucos dias, vou poder dormir muito mais horas, mesmo que acorde todas as 6 da manhã. E para que me assegure que agora é assim, mas que daqui a menos de 15 dias de certeza que não vai ser e que vou andar feliz e contente a descobrir sítios que não conheço. Vou ao longínquo e hei-de voltar boa. E esta música diz-me sempre que sim.




segunda-feira, 2 de julho de 2012

Life is a Highway

Não sei o que seria de mim se tivesses morrido ou ficado ferido quando capotaste o carro, papá.
Mas pelo menos aprendemos todos que:
- é preciso ter sete olhos na estrada quando se conduz e nunca facilitar;
- mais vale viver bem sempre - e parar de pensar nas coisas pequeninas e negativas que nos enchem demais.
- não vale a pena pensar nos ses

E toca a andar para a frente de sorriso no rosto. Estamos cá!

P.S - Serviu este grande susto para concluir que o que eu sofro é de cólicas de ansiedade. Ou seja, a causa está descoberta, o tratamento é tão-só relaxar.