quinta-feira, 12 de julho de 2012

Le temps de l'amour

A idade tem destas coisas.

Percorro os corredores do meu local de trabalho à hora de almoço e faz-me lembrar o Liceu, com as várias pessoas espalhadas à conversa. Bem sei que o meu ambiente de trabalho é assim para o cool, mas parece mesmo que não mudou nada.

Olho para as pessoas e embora saiba perfeitamente a idade delas, não as vejo como os adultos de 30 e tal anos. Ainda são rapazes e raparigas, ainda acho que a maioria não mudou nada desde que tínhamos 18 anos, mas já não têm 18 anos.

Depois, começo a gostar cada vez mais de coisas antigas, não bem ao estilo vintage, mas mais no espírito que antes não percebia. Não é de todo conservadorismo, é amor pelas coisas doces, tipo Françoise Hardy.

E ainda há a tranquilidade que vai crescendo com a maturidade, talvez por isso rimem.
Nada é tão trágico como antigamente, mas nada impede ainda que as coisas felizes sejam extáticas.

E além disso, ainda há a parte de que às vezes nos podemos estar nas tintas, sem pseudo-conveniências que queríamos respeitar quando éramos mais "jovens-adultos" do que adultos.

A idade tem destas coisas.
E não é mau de todo.

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