Ora diz que se desejarmos com muita muita força se concretiza.
Vá, já fechei os olhos com muita força, agora quando os abrir leva-me de volta!
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
I won't give up
Estou farta de ouvir falar de gente que foi despedida.
Eu e o P. estamos bem, pelo menos para já (nada é seguro na vida, mas somos optimistas por natureza).
Há dias em só consigo trabalhar depois de ver isto:
E de repitir dez vezes:
I will win. Why? Because I have faith, courage, enthusiasm!
Eu e o P. estamos bem, pelo menos para já (nada é seguro na vida, mas somos optimistas por natureza).
Há dias em só consigo trabalhar depois de ver isto:
E de repitir dez vezes:
I will win. Why? Because I have faith, courage, enthusiasm!
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Reading (from The Reader)
Ontem fiquei meia chocada com as respostas de duas colegas minhas, aqui do trabalho, enquanto trocávamos e-mails sobre o que oferecer à C. que faz anos hoje e está internada.
Acabámos por comprar o livro que ela queria mesmo ler, o "Fifty Shades of Grey" o que por si só já me envergonha bastante, não por ser literatura erótica - se é o que ela quer é o que ela deve ler - mas porque toda a gente sabe que é literatura erótica muuuuuuuuuito má.
Mas apesar de tudo é um livro...
Agora as respostas das outras duas é que não me saem da cabeça:
A de uma:
"Para mal dos meus pecados sou de poucas leituras de livros por isso o que acharem por bem por mim está ótimo."
"Também não tenho paciência pras leituras, que neste momento, passam plos livros infantis J mas quis me parecer que lhe apetecia muito ler este.
Acabámos por comprar o livro que ela queria mesmo ler, o "Fifty Shades of Grey" o que por si só já me envergonha bastante, não por ser literatura erótica - se é o que ela quer é o que ela deve ler - mas porque toda a gente sabe que é literatura erótica muuuuuuuuuito má.
Mas apesar de tudo é um livro...
Agora as respostas das outras duas é que não me saem da cabeça:
A de uma:
"Para mal dos meus pecados sou de poucas leituras de livros por isso o que acharem por bem por mim está ótimo."
A de outra:
Não conheço os outros mas acho que o entusiasmo dela tinha a ver com o facto de ser um romance erótico altamente viciante."
E estamos a falar de gente informada...
Às vezes sinto-me TÃO deslocada...
P.S- O que vale é que os rapazes sempre deram ideias, mostraram que liam e lá safaram a turminha...
P.S2 - Depois de ver o anúncio abaixo não sei se foi assim tão boa ideia oferecer o Fifty Shades of Grey a uma pessoa que está internada num hospital...
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Cherokee
Mas enfim, como diz o outro, logo se vê :-)
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Sway
P., sabes que te amo mais do que o mundo, mas este senhor tira-me assim um bocadinho do sério.
Vou só suspirar um bocadinho e já volto...
Vou só suspirar um bocadinho e já volto...
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Little Talks
Escrevi há pouco ao meu homem:
"Estou cheia de férias"
quando queria dizer:
"Estou cheia de sono".
Diz ele que normalmente sou disléxica quando estou cansada...
"Estou cheia de férias"
quando queria dizer:
"Estou cheia de sono".
Diz ele que normalmente sou disléxica quando estou cansada...
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
The Scientist
Look who's back :-)
E isto estar de volta não são más notícias, muito pelo contrário: é um "quase-alta" e um sentir-me de volta.
O resto... bem... tenho 28 anos, certo? :-)
E isto estar de volta não são más notícias, muito pelo contrário: é um "quase-alta" e um sentir-me de volta.
O resto... bem... tenho 28 anos, certo? :-)
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Too much thinking
Ele andava esquisito há muitos meses.
Apagava-se, mal falava, discutia pouco, escondia-se e desconfiei logo que alguma coisa se passava.
Pensei que fosse a frustração de não ir trabalhar para fora, como tanto queria, e que já por duas vezes se lhe escapou por entre os dedos, qual fio que se deixou escorregar, quando já se estava mesmo quase quase lá.
Pensei que fosse do amor, que andasse a pensar demais na vida, no que não fez, no que devia ter feito.
Pensei que andava no limbo esquisito que existe depois da paixão e que só os mais afortunados equilibram, mas sempre em corda suspensa.
Pensei isto tudo, e acertei. Em tudo.
"Não creias, Lídia, que nenhum estio
Por nós perdido possa regressar
Oferecendo a flor
Que adiámos colher.
Cada dia te é dado uma só vez
E no redondo círculo da noite
Não existe piedade
Para aquele que hesita.
Mais tarde será tarde e já é tarde.
O tempo apaga tudo menos esse
Longo indelével rasto
Que o não-vivido deixa.
Não creias na demora em que te medes.
Jamais se detém Kronos cujo passo
Vai sempre mais à frente
Do que o teu próprio passo."
Apagava-se, mal falava, discutia pouco, escondia-se e desconfiei logo que alguma coisa se passava.
Pensei que fosse a frustração de não ir trabalhar para fora, como tanto queria, e que já por duas vezes se lhe escapou por entre os dedos, qual fio que se deixou escorregar, quando já se estava mesmo quase quase lá.
Pensei que fosse do amor, que andasse a pensar demais na vida, no que não fez, no que devia ter feito.
Pensei que andava no limbo esquisito que existe depois da paixão e que só os mais afortunados equilibram, mas sempre em corda suspensa.
Pensei isto tudo, e acertei. Em tudo.
"Não creias, Lídia, que nenhum estio
Por nós perdido possa regressar
Oferecendo a flor
Que adiámos colher.
Cada dia te é dado uma só vez
E no redondo círculo da noite
Não existe piedade
Para aquele que hesita.
Mais tarde será tarde e já é tarde.
O tempo apaga tudo menos esse
Longo indelével rasto
Que o não-vivido deixa.
Não creias na demora em que te medes.
Jamais se detém Kronos cujo passo
Vai sempre mais à frente
Do que o teu próprio passo."
Sophia de Mello Breyner
P.S. - CLARO que este post não é sobre mim e sobre o P.
P.S. - CLARO que este post não é sobre mim e sobre o P.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Life (by Des'ree)
É que nem inventado.
Se começasse a escrever a minha história e a dos que me rodeiam dava guião de Telenovela vencedora de Emmy.
Se começasse a escrever a minha história e a dos que me rodeiam dava guião de Telenovela vencedora de Emmy.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
I Know you care
Tenho andado muito caladinha, porque a C. tem cancro da mama.
É minha amiga, colega de trabalho, da secretária mais perto da minha, e tem cancro da mama.
E se bem que dizem que o cancro da mama, já não é bem cancro, e que é tratável, e que é chato mas passa, qualquer um sente o chão a fugir-lhe dos pés.
Eu sei o que é passar por biópsias, marcadores tumorais, ressonâncias magnéticas e outros exames sem fim, mas nem imagino o que é ter um cancro. No meu caso nunca sequer foi um cenário provável que aquilo que tinha (no útero e depois no ovário) fosse uma neoplasia que pudesse resultar em tumor.
Mas sei que é algo profundamente aterrador e só.
A C. contou a toda a gente, porque achou que tinha de contar e porque vai de baixa amanhã, para só voltar depois de ser operada (na próxima semana) e talvez só depois do primeiro ciclo de quimio, que ainda não sabe se vai ter de fazer.
O resultado dá em telefonemas por todos os lados e vocabulários estranhos que passaram a fazer parte do meu local de trabalho: IPO, mastectomia, radioterapia, CA, quimioterapia, biópsia extemporânea...
Sinceramente acho que a C. fez bem em contar - eu também contei que tinha um quisto depois de ser internada. Mas nunca contei a ninguém aqui no trabalho o porquê de ter um quisto.
Excepto à C.
Talvez por isso me custe tanto agora a impotência de não a poder ajudar.
Tenho em contrapartida a absoluta convicção que vai correr bem, que a vida às vezes é muito tramada, mas que no fim vale a pena.
Agora escrevo que a C. vai curar-se.
Daqui a uns tempos, vou escrever que se curou.
Eu sei.
I know you care, I know I care.
É minha amiga, colega de trabalho, da secretária mais perto da minha, e tem cancro da mama.
E se bem que dizem que o cancro da mama, já não é bem cancro, e que é tratável, e que é chato mas passa, qualquer um sente o chão a fugir-lhe dos pés.
Eu sei o que é passar por biópsias, marcadores tumorais, ressonâncias magnéticas e outros exames sem fim, mas nem imagino o que é ter um cancro. No meu caso nunca sequer foi um cenário provável que aquilo que tinha (no útero e depois no ovário) fosse uma neoplasia que pudesse resultar em tumor.
Mas sei que é algo profundamente aterrador e só.
A C. contou a toda a gente, porque achou que tinha de contar e porque vai de baixa amanhã, para só voltar depois de ser operada (na próxima semana) e talvez só depois do primeiro ciclo de quimio, que ainda não sabe se vai ter de fazer.
O resultado dá em telefonemas por todos os lados e vocabulários estranhos que passaram a fazer parte do meu local de trabalho: IPO, mastectomia, radioterapia, CA, quimioterapia, biópsia extemporânea...
Sinceramente acho que a C. fez bem em contar - eu também contei que tinha um quisto depois de ser internada. Mas nunca contei a ninguém aqui no trabalho o porquê de ter um quisto.
Excepto à C.
Talvez por isso me custe tanto agora a impotência de não a poder ajudar.
Tenho em contrapartida a absoluta convicção que vai correr bem, que a vida às vezes é muito tramada, mas que no fim vale a pena.
Agora escrevo que a C. vai curar-se.
Daqui a uns tempos, vou escrever que se curou.
Eu sei.
I know you care, I know I care.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
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