quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Home (Philip Philips)

Viva o trabalho que eu tenho,
E o trabalho novo do P.
Mesmo que nos dê muito trabalho.

Viva as fases boas,
O amor,
As oliveiras e os amigos que aí vêm,
E as famílias dos amigos a crescer.

Viva a sorte que temos,
As velinhas e o karma.

Viva a persistência dos senhores do telhado,
E o sol azul que se pôs hoje.

Vivamos assim.
Viva.


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Primeiro dia

Cá por casa andamos um bocado nesta onda.



Simplesmente, o meu homem lembrou-se ontem de dizer que se sentia como um miúdo que ia começar o ano "numa escola nova".
E é mesmo assim: hoje ao jantar quero ouvi-lo falar do trabalho (e há tanto tempo que não queria ouvir falar do trabalho dele!), da onda, das instalações, do computador, da malta que por lá anda. E só quero ouvir boas notícias. Porque só vai haver boas notícias.

Temos tanta sorte.

"Fazer amigos com quem
não vai falar de males antigos de ninguém
se sobrevivo um dia eu hei-de ser alguém.

Esperar que a vida comece
Não para fazer apenas o que me apetece
só para não acordar como quem adormece."

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

I Have Never Loved Someone

O amor maior é aquele em quem se pensa, sabendo que não há no mundo homem melhor.



quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Lemon Tree

Se na sexta o P. não tivesse sido despedido, agora não estava tão feliz por ver as coisas a acontecerem.
Até pode ser tramado, até pode não acontecer nada, mas esta sensação de estar contente pelas coisas que nos vão surgindo é, independentemente de tudo, impagável.

When life gives you lemons, make lemonade.
Ou então... :-)


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Terukir Di Bintang

Isto é só o início :-)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Mantém-te firme

Vou ser forte e vou-me erguer.
E ter coragem de querer.
Não ceder nem desistir.
Eu prometo.

domingo, 18 de novembro de 2012

Hallelujah

É bom acreditar que as fases incertas não têm de ser necessariamente para pior.
Mas não vou negar que é duro.

Estávamos tão confortáveis, na nossa pequenina vida feliz (quase) garantida, nem rica nem pobre. E agora, pelo menos para já, somos abanados, tipo safanão, tipo "abram os olhos".

Ainda não chorei, mas também não sei se devia.
Já houve alturas nestes três dias em que me apeteceu fugir e fechar uma porta para chorar, mas nunca consegui. Pensei sempre que eu é que tenho que ser a forte, que eu é que tenho de guiar o barco, porque o P. tem todo o direito a estar mais desorientado do que eu.

Depois tenho a certeza que tudo pode ser melhor do que era até agora, que ele pode ser verdadeiramente mais feliz, que há males que vêm por bem, até porque há pessoas que estarão sempre pior do que nós.
Mas também tenho a certeza, que o que temos à frente é um enorme ponto de interrogação que nos cabe, juntos, desbravar. É mais um desafio.

É um misto de emoções, mas há pelo menos a certeza que já passámos por muito pior, juntos, e sobrevivemos. Somos assim, de nos juntarmos mais quando a vida nos ataca.

Pois então, olhemo-la de frente e vejamos o que vem aí.

Daqui a uns meses sei que hei-de pensar que isto foi o melhor que nos aconteceu.
Agora, enfim, é um novo estado. E um novo estado precisa de tempo para deixar de ser estranho.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Don't stop me now

Às vezes engulo tanta coisa só pelo cuidado de preservar amigos...
Mas pelo menos aqui posso desabafar:
- ontem houve uma autêntica rixa para os lados da Assembleia;
- qualquer pessoa informada ou que fale com outros saberia que era perigoso passar perto de QUALQUER rua junto à assembleia;
- no entanto, diz que não há "outro" caminho, segue-se por aí, entra-se em pânico quando se descobre que se está junto à molhada toda, e chega-se a casa num pranto (um bocadinho histérico demais para o meu gosto);
- mas, meus amigos, CLARO que se tem tempo de fazer um vídeozinho de um dos vidrões a arder, porque é bonito para a fotografia e para a posteridade.

A arte do exagero é uma coisa linda.
Ou então é só estupidez.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Sisters are doin' it for themselves

Vou ter um fim de semana cheio de visitas.
Não estava previsto, ia ter a R. só e vá, o meu pai que vinha cá rapidinho no Domingo.

Mas 2184 km de distância às vezes são demais para quem nos diz muito.
Por isso, ela vem, e vai ser muito bom.

Até porque hoje é o Primeiro dia do resto da vida dela, e para frente é que é o caminho.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Move on Up

Ontem tive um pesadelo tão horrível e tão real, que passei a manhã estremunhada, dentro da cama, a tentar apagar a memória. Diz que é uma treta estarmos sempre a esquecer dos sonhos bons, mas depois quando sonhamos pesadelos horríveis e acordamos agitados às 8 da manhã como é que é?... Pois.

Mas não sou menina para me lamentar com uma coisa que NÃO aconteceu, nem vai acontecer e que está só na minha cabeça! Ora essa!

Só que desta vez demorou mais tempo, talvez por ser um medo tão cá dentro... mas enfim, como não sou pessoa para andar aqui a pensar em coisas negativas a ver se elas acontecem, levantei-me e fui apanhar um pifozito no Encontro com o Vinho - e com as melhores companhias.

Move on up :-)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

You only live once

Não vou trabalhar para o sítio onde fui a entrevista.
Sentir-me-ia a trair aquilo que sou e não estou desesperada.

Hoje estou triste.
Uma amiga do P. morreu e eu não posso fazer nada para melhorar a situação, exceto estar aqui, que estou.
Hoje estou triste, por isso deixem-me dizer asneiras.

PORRA.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Don't take it too bad

Da arte de relativizar :-)

"O Juvenal tava desempregado há meses. Com a resistência que só os
brasileiros tem, o Juvenal foi tentar mais um emprego em mais uma
entrevista.

Ao chegar no escritório, o entrevistador observou que o candidato
tinha exatamente o perfil desejado, as virtudes ideais e lhe
perguntou:

- Qual foi seu último salário?

- 'Salário mínimo', respondeu Juvenal.

- Pois se o Sr. for contratado ganhará 10 mil dólares por mês!

- Jura?

- Que carro o Sr. tem?

- Na verdade, agora eu só tenho um carrinho pra vender pipoca na
rua e um carrinho de mão!

- Pois se o senhor trabalhar conosco ganhará um Audi para você e
uma BMW para sua esposa! Tudo zero!

- Jura?

- O senhor viaja muito para o exterior?

- O mais longe que fui foi pra Belo Horizonte, visitar uns
parentes...

- Pois se o senhor trabalhar aqui viajará pelo menos 10 vezes por
ano, para Londres, Paris, Roma, Mônaco, Nova Iorque, etc.

- Jura?

- E lhe digo mais... O emprego é quase seu. Só não lhe confirmo
agora porque tenho que falar com meu gerente. Mas é praticamente
garantido. Se até amanhã (sexta-feira) à meia-noite o senhor NÃO
receber um telegrama nosso cancelando, pode vir trabalhar na
segunda-feira.

Juvenal saiu do escritório radiante. Agora era só esperar até a
meia-noite da sexta-feira e rezar para que não aparecesse nenhum
maldito telegrama.

Sexta-feira mais feliz não poderia haver. E Juvenal reuniu a
família e contou as boas novas.

Convocou o bairro todo para uma churrascada comemorativa a base
de muita música.

Sexta de tarde já tinha um barril de choop aberto. As 9 horas da
noite a festa fervia.

A banda tocava, o povo dançava, a bebida rolava solta. Dez horas,
e a mulher de Juvenal aflita, achava tudo um exagero.

A vizinha gostosa, interesseira, já se jogava pra perto do
Juvenal.

E a banda tocava!

E o chopp gelado rolava!

O povo dançava!

Onze horas, Juvenal já era o rei do bairro.

Gastaria horrores para o bairro encher a pança. Tudo por conta do
primeiro salário. E a mulher resignada, meio aflita, meio alegre,
meio boba, meio assustada.

Onze horas e cinqüenta e cinco minutos........

Vira na esquina buzinando feito louco uma motoca amarela...

Era do Correio!

A festa parou!

A banda calou!

A tuba engasgou!

Um bêbado arrotou!

Uma velha peidou!

Um cachorro uivou!

Meu Deus, e agora? Quem pagaria a conta da festa?

- Coitado do Juvenal! Era a frase mais ouvida.

-Jogaram água na churrasqueira!

O chopp esquentou!

A mulher do Juvenal desmaiou!

A motoca parou!

- Senhor Juvenal Batista Romano Barbieri?

- Si, si, sim, so, so, sou eu...

A multidão não resistiu...

- OOOOOHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!

- Telegrama para o senhor...

Juvenal não acreditava...

Pegou o telegrama, com os olhos cheios d'água, ergueu a cabeça e
olhou para todos.

Silêncio total.

Respirou fundo e abriu o telegrama.

Uma lágrima rolou, molhando o telegrama..

Olhou de novo para o povo e a consternação era geral.

Tirou o telegrama do envelope, abriu e começou a ler.

O povo em silêncio aguardava a notícia e se perguntava:

- E agora? Quem vai pagar essa festa toda?

Juvenal recomeçou a ler, levantou os olhos e olhou mais uma vez
para o povo que o encarava...

Então, Juvenal abriu um largo sorriso, deu um berro triunfal e
começou a gritar eufórico:

- Vóvó morreeeeuuu! Vóvó Morreeeeuuu!!!!!!!"


P.S. - Sim, eu sei que a família é muito mais importante, mas soltei uma boa gargalhada :-)

The best is yet to come

Para mim, para o Obama, para todos, The best is yet to come.

Não há nada que uma boa noite de sono não faça :-)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

What if?

Oooooh, that's right
Let's take a breath jump over the side.
Oooooh, that's right
How can you know it when you don't even try? 
Oooooh, that's right

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Isto anda tudo ligado

Tenho uma ligeira sensação de que hoje "não devia" estar a trabalhar.
Deve ser o corpo que acha que é domingo ou então de sentir que está perto uma decisão difícil e com muitos ses...

Estou a tentar não sofrer por antecipação mas é tão complicado...

P.S.- A única coisa boa disto tudo, é ter a certeza que somos dois.
É uma decisão a dois. E isso é muito muito bom.