domingo, 18 de novembro de 2012

Hallelujah

É bom acreditar que as fases incertas não têm de ser necessariamente para pior.
Mas não vou negar que é duro.

Estávamos tão confortáveis, na nossa pequenina vida feliz (quase) garantida, nem rica nem pobre. E agora, pelo menos para já, somos abanados, tipo safanão, tipo "abram os olhos".

Ainda não chorei, mas também não sei se devia.
Já houve alturas nestes três dias em que me apeteceu fugir e fechar uma porta para chorar, mas nunca consegui. Pensei sempre que eu é que tenho que ser a forte, que eu é que tenho de guiar o barco, porque o P. tem todo o direito a estar mais desorientado do que eu.

Depois tenho a certeza que tudo pode ser melhor do que era até agora, que ele pode ser verdadeiramente mais feliz, que há males que vêm por bem, até porque há pessoas que estarão sempre pior do que nós.
Mas também tenho a certeza, que o que temos à frente é um enorme ponto de interrogação que nos cabe, juntos, desbravar. É mais um desafio.

É um misto de emoções, mas há pelo menos a certeza que já passámos por muito pior, juntos, e sobrevivemos. Somos assim, de nos juntarmos mais quando a vida nos ataca.

Pois então, olhemo-la de frente e vejamos o que vem aí.

Daqui a uns meses sei que hei-de pensar que isto foi o melhor que nos aconteceu.
Agora, enfim, é um novo estado. E um novo estado precisa de tempo para deixar de ser estranho.

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