Hoje ao almoço estive a falar com uma amiga sobre uns amigos comuns, ela grávida em repouso absoluto, ele a tentar gerir tudo e sem grande apoio familiar (uma vez que a família de ambos vive fora de Lisboa).
Temos ido, eu e o P., fazer o jantar a casa deles, uma vez por semana: levamos o jantar (ou cozinhamos lá), tratamos da cozinha, pomos a loiça na máquina (ou tiramos se for caso disso), damos duas palhetas de conversa, bebemos um bom vinho, e vimos embora.
Este fim de semana o mais provável é irmos lá ajudar a tirar a tralha do quarto que será o quarto do bebé (que está quase para nascer) para ele não ter de tirar todas as coisas pesadas sozinho (e que incluem estruturas de armários).
A minha amiga responde espantada: "mas que grandes amigos! Vocês é impressionante! estão sempre disponíveis para ajudar os vossos amigos".
E confesso que não percebi.
Gosto de contar que estamos a fazer isto, porque gosto de saber que estou a ajudar no que for preciso, quem mais precisa. Mas não espero reacções destas.
Se custa?
Sim, às vezes sai do pelo, até custa dinheiro.
Mas é tão natural como qualquer gesto de carinho.
E não percebo o espanto.
Enquanto der para fazermos isto, vamos sempre fazer. Eles merecem, eles precisam, e mesmo que um dia precisemos do mesmo e por algum motivo eles não puderem retribuir, não faz mal, não é isso que esperamos.
Não estaríamos de consciência limpa e tranquila, se não ajudássemos o que pudéssemos.
É verdade que custa, mas compensa a sensação de os ver mais descansados, e felizes, ao mesmo tempo que vemos uma barriguinha a crescer.
Tão natural como qualquer gesto de carinho.
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