Se elas me compreendessem mostrava-lhes este texto.
Falava-lhes da importância das marradinhas de uma no meu pescoço quase todas as noites e da exigência de festinhas de todas as mãos da outra.
Falava-lhes da beleza das rotinas delas, das poses de Drama Queen à constante persistência de que só eu sou indicada para todas as manhãs descer as escadas, abrir as janelas e alimentá-las.
Falava-lhes de como sei que elas pressentem tão bem quando estou triste e de como sei eu tão bem quando elas estão a precisar de mim.
Falava-lhes de intimidade, de sentir que a casa também é delas, mesmo que às vezes isso nos custe.
E agradecia-lhes.
São só animais, repito para mim mesma, são só gatas, digo-o vezes sem conta.
Mas também são parte de mim.
E aqui entre nós, ainda bem.
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