Anda tudo a falar no discurso desta rapariga que é atriz:
Eu vi e até gostei de algumas coisas. Mas há outras com que não concordo.
E além disso, há um tom de queixa e de miserabilismo que não me agrada de todo.
É esse o tom que se ouve mais hoje.
E que luto para combater, todos os dias.
No trabalho (e até se está a fazer um esforço para falar de notícias positivas!), em casa, no fim do mundo, onde for preciso.
Há dias em que quase sabe bem perder-se na pena de nós próprios.
Mas não é isso que faz de mim quem sou, nem dos outros quem são - a não ser que sejam uns chatinhos horríveis com que ninguém pode.
Talvez por isso tenha gostado tanto:
- de saber que a cura contra a sida está mais próxima;
- de ler a notícia de que a Autoeuropa faz aumentos numa "que se lixe a troika";
- de ouvir a música da Amélie Poulain, de repente, vinda do computador de alguém do meu gabinete;
- de ver a nova campanha da Vodafone.
Já várias vezes me perguntei se a felicidade despreocupada e a crítica política são incompatíveis.
Não são.
É só uma questão de perspectiva e de nunca, mas nunca, perder o horizonte de vista.
Já agora, a música do anúncio da Vodafone diz que "if you love somebody better tell them while they're here 'cause they just may run away from you".
Acho que toda a gente de quem gosto o sabe, mas para que conste: gosto muito de vocês todos, que não são muitos e que, de vez em quando, vêm aqui dar uma espreitadela.
Gosto muito de vocês todos, um por um e todos ao mesmo tempo.
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