Era um labrador velhinho, parado à porta do Minipreço (a trela prendia-o mas não arredaria pé dali, de qualquer forma).
Ela passou por ele, cabisbaixa, que segunda-feira depois de um fim de semana de chuva é sempre difícil.
Mas ela parou.
E ficou ali dois minutos a dar festas ao labrador velhinho.
Ele abanou a cauda, levantou-se agradecido.
Ela seguiu.
Eu, do carro parado nos semáforos, vi tudo.
E segui achando que há gestos bonitos.
Mesmo numa segunda-feira depois de um fim de semana de chuva.
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