sexta-feira, 28 de junho de 2013

Dá cá, dá cá, dá cá

Dançar a sete, oito ou nove, e estar-se nas tintas para os outros.
Um arraial de Santo António, desculpa para um jantar "do ginásio", transformado em arraial de zumba.

Duas, três, cinco, oito pessoas (que não pertenciam ao ginásio) a juntarem-se às nove que já dançavam.
Só porque sim, porque é boa onda, porque toda a gente ria, porque toda a gente sabia que "não era normal", mas era divertido.

Que noites boas.

Imaginem juntar estes passos:


A este tipo de música:


(as mentes mais conservadoras que não vejam que nunca vão perceber).

É da maior piroseira sim, mas é uma piroseira sem complexos, só porque sim, e do mais fun que tive nos últimos tempos.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Get lucky

Amigos, não se preocupem.
A minha ausência é tão só provocada pelo facto de simplesmente nos últimos tempos não ter qualquer necessidade de escrever.

A serenidade é uma coisa boa.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Your song (repeat)

Não há nada mais bonito do que ver a vida a passar assim.
O Amor,
A Família,
os Amigos,
os filhos dos Amigos (filhos que já nascem nossos amigos),
os Amigos que abrem as asas e voam (e não é só nos sonhos).

How wonderful life is while you're in the world


terça-feira, 4 de junho de 2013

Don't Stop me now

Estou a precisar de uns ténis com luzinhas :-)

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Aquarela

Tenho mil histórias para contar da viagem de Bruxelas.
Mil e uma pequenas coisas em que reparei.
De novo a ver as coisas com outros olhos, a ser eu.

Mas hoje, e a propósito de alpercatas só me apetece falar num avô que é emprestado. Na verdade, também é meu, se bem que só há 6 anos, e me adoptou quase ao mesmo tempo que o avô Vítor se apagou.
Parece de propósito.

 É frágil, move-se com dificuldade, mas o que as pernas não levam, leva ele cá dentro.

 

 "Ena! Já não via disso há muito tempo! Olha, quem usava isso lá no Alentejo eram os contrabandistas - assim não faziam barulho e ninguém dava por eles. Só que eu tinha um cão, o gajo era tramado, não podia ver um homem com alpercatas que o mordia logo. Nem ladrava! Esse cão era tramado...!".

O cão Leão que não tocava na comida dos donos, mas não resistia a roubar a dos outros, quando os visitava.
E daquela vez em que ele - ri-se à gargalhada antes de conseguir contar, os olhos brilham ao ver o passado lá dentro - e daquela vez em que ele, num dia de chuva, foi comer a farinha do vizinho? Apareceu todo branco - ele que ainda por cima era escuro, Rafeiro do Alentejo.

 São 92 anos de memórias limpas e transparentes.
O que as pernas não levam, leva ele cá dentro.