quarta-feira, 17 de julho de 2013

I'll be around

Hoje a propósito deste post: http://afarmaciadeservico.clix.pt/2013/07/os-cinco-segundos-mais-embaracosos-da.html, ri-me por dentro ao recordar uma história parecida que aconteceu comigo.

Há mais ou menos 10 anos, eu tinha dormido pela primeira vez em casa do meu namorado (da altura) e da mãe dele. Tinha hesitado, mas ele tinha-se fartado de dizer que não, que não havia mal, que a mãe trabalhava imenso, além de que saía muito cedo de casa (lá para as 5) e só voltava mesmo à noitinha. Não havia problema nenhum.
Ora, eu acreditei. E nessa manhã (depois da primeira noite), fiquei na cama, nua, enquanto ele fazia a barba, nu, na casa de banho. Eis senão quando se ouve umas chaves a rodar a fechadura da porta de casa. Só tive tempo de me enfiar todinha dentro dos lençóis, ficando completamente tapada.
Não sei o que me passou pela cabeça, se não me importava que ela soubesse que estava ali alguém, desde que não percebesse quem era (ainda não nos conhecíamos). Ele teve mais sabedoria: em jeito de ninja, deu um salto ao quarto, pegou nuns boxers e fechou a porta do quarto no preciso momento em que a de casa se abria.
Fiquei imóvel debaixo dos lençois, percebi vozes e depois ouvi a porta de casa a fechar tal como se tinha aberto. Dois longos minutos depois.

Passado algum tempo, ele entrou dentro do quarto, riu-se da minha figura e disse: "Era a minha mãe".
Eu de olhos esbugalhados só respondi: "E???"
E ele respondeu: "ah, disse-lhe - olha, mãe, a J. dormiu cá em casa e ainda está ali no meu quarto".
Inquieta repeti: "E???"
E então ele rematou: "A minha mãe olhou para mim, olhou à volta e comentou 'Com a casa neste estado'?!! e depois foi-se embora."

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