Queria voltar a escrever aqui.
Queria voltar, mas queria que fosse especial e o tempo depois de começar a trabalhar tem passado a correr.
Tenho saudades das noites bem dormidas e dos fins de tarde a fazer nenhum.
Dos jantares a dois (que às vezes, como ontem, ainda podemos ter - e que bem que nos fazem).
Mas não trocaria por nada a vida que tenho agora.
Estou, sou, tão feliz. E completa.
Mesmo quando a E. está doente - já esteve (e o coração fica mesmo pequenino!).
Há sempre razões para rir, dançar, brincar, voltar a fazer parvoíces porque agora é normal.
Sentia falta, e nem sabia bem, deste voltar à inocência e à malandrice.
De poder deitar a língua de fora, de cantar no meio da rua, de fazer coreografias no carro, dos ataques de cócegas no meio de um elevador ou de uma loja de vinhos.
É tão bom poder voltar ao que somos de melhor.
Encontro energia que não sabia que tinha.
Rezo para que esta noite ela durma finalmente bem.
Mas também, se não dormir, paciência; nada que um xi-coração, uma festinha e um abracinho não resolvam. E compensem.
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