segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Non, je ne regrette rien

Ontem na cama à noite disse o que pensava:
- que um dia velhinhos vamos morrer juntos, ao mesmo tempo, de repente;
- que a minha vida podia ser muito diferente, mas que o que é curioso é que não me arrependo um segundo de ter tomado este rumo.
- não me arrependo de ter casado com quem casei, de nos ver diferentes mas juntos, e cada vez mais felizes;
- de ter sido mãe aos vinte e nove anos e de querer ser mãe outra vez daqui a uns tempos. Se foi cedo? Pode ter sido, sei que um dia aos quarenta a Ema vai ter dez e terei saudades dela bebé, mas também sei que aproveitarei cada minuto da minha nova independência.

Ser feliz tem muito disto.
"O tempo apaga tudo menos esse longo indelével rasto que o não vivido deixa".
(Sophia de Mello Breyner).

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