Há um dia em que ela bate.
E nem vale a pena estar com eufemismos. É ela. A puta da idade.
Não é crise de meia. É mesmo só de repente aperceber-me que tenho 31 anos.
Que já tenho uma filha.
Que sou casada há 5 anos e tenho o mesmo homem há 8 anos (e não o trocaria por nada).
Que trabalho na mesma empresa há 8 anos.
Que já tenho alguns cabelos brancos e pés de galinha (mas ainda tenho borbulhas).
Como é que o tempo passou?
Será que vai ser assim até ao fim?
O tempo passar a correr?
Sou mulher, reparo nas diferenças ao espelho, mas quando penso em mim a imagem que tenho ainda tem 25 anos.
Engravidei, sairam de mim 3,410 kilos de gente. Mudei - emagreci, tenho algumas estrias, tenho menos peito, já não uso óculos. Consigo ser muito mais sexy. Penso mais na vida.
Sou feliz.
Há muita coisa que (ainda) quero mudar, mas sinto-me muitas vezes uma super-mulher.
Puxa, tenho 31 anos e já tenho tanta coisa.
Quero mudar de casa daqui a uns meses, quero viajar mais, quero ganhar mais dinheiro.
Mas puxa, já cheguei aqui.
Obrigada, puta. Vou pensar mais nisso quando me olhar ao espelho.
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