Estou a desenvolver uma certa aversão ao nosso Primeiro-Ministro demissionário.
Deixam-me de cabelos em pé certas declarações do senhor e hoje foco apenas duas.
Primeiro disse que "não est[ava] disponível para governar com o FMI", e no entanto, lá estará ele na folhinha das cruzes.
Segundo, ainda esta manhã:
"É preciso pôr de lado o sectarismo político." Mas depois, na mesma intervenção "Esta crise política não nasceu de nenhuma dificuldade económica mas de uma comunidade política que não esteve à altura da situação", o que, dito em período de campanha, é, convenhamos, sectarismo e acusação "aos outros" que não estiveram "à altura".
A conclusão a que se poderá chegar é a de que ou o Sr Primeiro Ministro não faz parte da comunidade política, ou então faz e também tem culpa (embora SEMPRE tenha dito que não).
Para ajudar à festa, negar que as dificuldades económicas foram o principal motivo de entrada do FMI é, convenhamos mais uma vez, enfiar a cabeça na areia.
Sei que isto são apenas frases isoladas, mas são frases fortes.
Zango-me porque já votei nele.
Assusto-me porque não vejo grandes alternativas.
Mas não quero "Defender Portugal" ou então quero mas não como ele quer. E também me parece que quem diz querer "Mudar Portugal" tem uma ambição louca pelo poder e nada fará de diferente.
E, no entanto, não quero votar em branco...
P.S.- E antes que o A. chame a atenção: sim, sei que há outros partidos políticos (aliás estão a ser seriamente considerados).
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