sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

All I Want for Christmas is you - parte II

Um Natal com sons dos anos 80, com danças de cintura e de pés e muito descontraído, sem pretensões e com os que importam.
Vai ser assim.
All I want for Christmas is you... Uhuhuhuhuhuh uhuhuh...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Please, Please, Please

Sim, estou numa constante de boa disposição porque já falta tão pouco para o Natal.
Não é porque vou receber presentes, é porque tenho as prendas perfeitas.

E gosto de imaginar a cara de quem as vai receber. De antecipar a surpresa e os sorrisos, os beijinhos e saber que vou fazer algumas pessoas felizes. As mais importantes.

Quando era miúda, mas já espigadota (13 anos?) pedi ao meu pai para me arranjar o quinto livro do Harry Potter. Que ia sair dois dias depois e que ele tinha, porque tinha, de mo arranjar no dia em que saía. Não podia esperar. Eu TINHA de ler aquele livro.
Na véspera do livro sair (oficialmente só podia ser vendido a partir da meia-noite), o meu pai chegou a casa.
Perguntei-lhe "já reservaste o meu Harry Potter?"
E assim, recebi um Harry Potter, antes da meia-noite.
Dancei pela casa toda agarradinha ao livro, muito muito feliz. Era só um livro, ou então não, era o MEU Harry Potter e o meu pai tinha-mo arranjado.

Agora faço ao contrário. Sorrio porque acho que, mesmo que só metaforicamente, vai haver gente a dançar no dia 25.
E por isso, sim, conto os dias para o Natal chegar.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Crazy for you

Decidi cometer uma loucura :)
It's you who makes me lose my head.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Sooner or later

2011 foi um ano bom?
Houve tantas coisas más....
Sem falar das catástrofes mundiais e limitando-me ao meu pequeno mundo, a avó F. apagou-se, chorei no chão com medo que o R. se apagasse também, tive medo de perder o que ainda não tenho e ouvi durante meses perguntas sobre o que não tinha, sabendo que naquele momento não o podia ter.
Tentei estar ao lado do P. ao máximo, lidando também com as minhas várias frustrações.
Engoli sapos e apanhei chuva dentro de casa. Descobri que há pessoas más que se aproveitam de velhinhos. Tive horrorosas dores de dentes.

Sei que houve momentos bons e pensando só em alguns:
- quando o R. saiu do hospital
- quando o C. conheceu a A. e se apaixonou
- quando fomos em família favorita até Caen
- quando fizemos um ano de casados -  e descobrimos que quando estamos juntos o tempo passa num instante.
- quando tive alta

Mas pensando bem, não me importo nada que 2011 esteja acabar. 
Finalmente, e porque o próximo ano poderá sempre ser melhor. 
Como diria alguém nos comentários ao vídeo abaixo, em 2011 "yes, we made it. Barely".

Quero acreditar que "sooner or later we'll make it". Sooner than later.
Venha 2012.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

My man

Estava-se no ano de 2006 e tu entraste pelo meu gabinete adentro, todo contente.
"-Então que tal?".
Soltei uma gargalhada. De repente, já não eras aquele rapaz jeitoso, designer do apartamento ao lado, discreto qb, que se dizia que estava interessado em mim (mas eu achava que não!). Vi quadradinhos em lugar de óculos.
"Ficam-te bem! Mesmo bem! Mas olha lá, vais usá-los todos os dias?".
"Claro que vou!"
E aí apercebi-me que podia ser mal interpretada.
Os óculos eram fortes, muito e na minha ingenuidade achei que te podias cansar rápido deles, se os usasses todos os dias. Depois percebi que eram uma imagem de marca.

Beijei esses óculos, espantei-me da primeira vez que dormiste comigo e os tiraste ("ena, que olhos tão grandes!"). Casei com esses óculos. E assim passaram cinco anos.
Depois de há uns meses para cá, começaste a falar em mudar, que já estava na altura, que os quadradinhos estavam velhos e etc e tal. Fui muito muito muito reticente.
Mas mudaste ontem. Mudaste de imagem de marca, completamente, como quando a TMN mudou do "mais perto do que é importante" para o simples T.
Desta vez já estava preparada, ajudei-te a escolher depois da minha negação inicial que recusava ter um homem sem quadradinhos. E no entanto, também a mim eles me causam estranheza e surpresa.
Quando olho para ti, distraída, sorrio, ao lembrar-me que estás diferente.
 E que estás melhor, mais sorridente, completo. Porque não são os óculos que te fazem, és tu quem faz os óculos.
Perguntei na mesma, só para ouvir a resposta: "olha lá, mas vais usá-los todos os dias?"
E, redondos, os teus óculos sorriram.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Cold December Night

O Michael Bublé para as mulheres românticas (não digo pirosas e já vão perceber porquê) é tipo antídoto para qualquer contrariedade da vida.
Uma música ou duas em repeat e fica-se logo a pensar que afinal a vida não é assim tão má, que até há coisas boas e que tudo há-de ficar bem. Nem que seja porque "'cause I'm older now but I'm not done hoping".

Suspira-se, pensa-se no mais que tudo que está do outro lado da cidade e as coisas parecem mais leves.
Romântica inveterada, pirosa, lamechas, tanto faz, mas que isto me faz o efeito de um bom Xanax, faz.

E o meu homem que não se queixe que no outro dia bem o deixei ver o Clínica Privada comigo.
A meio de uma cirurgia de coração aberto com falha cardíaca à mistura em que o cirurgião tentava salvar o doente - que por acaso, só por acaso, era seu amigo - e comigo de olhos pregados quase marejados de punhos fechados a pensar "vá lá, Pete, tens de te salvar", ainda o ouvi "ai, pá, que eu não posso ver isto, que mexe comigo".

Lá em casa ninguém usa calças...
E talvez por isso é que somos tão felizes e tão irritantes para os outros.

Mamma said

"There'll be days like this my mamma said".
Eu sei que é assim, que há dias piores e outros melhores, mas é desesperante ter gasto uma fortuna num telhado novo e descobrir logo pela manhã uma inundação na cozinha, depois da chuva que caiu durante a noite.

Bem sei, que os homens prometeram ir lá na Sexta e não sair enquanto o problema não for resolvido, mas depois de tanto tempo com problemas e sabendo que o problema que tenho agora é maior e mais grave do que o que alguma vez tive em casa, em matéria de água (não, nem sequer posso sair de casa com isto assim), o desespero fala mais alto.

There'll be days like this my mamma said, porque o próximo dia poderá sempre ser melhor do que o anterior. E o problema TEM de ficar resolvido. TENHO de acreditar nisso e não fugir que era o que me apetecia.

Como diz a Sarah Kay, “There’ll be days like this my momma said” [...] When your boots will fill with rain and you’ll be up to your knees in disappointment and those are the very days you have all the more reason to say “thank you,” ‘cause there is nothing more beautiful than the way the ocean refuses to stop kissing the shoreline no matter how many times it’s sent away".

Isto é tudo muito bonito, mas continuo com uma grande vontade de mandar tudo à Merda.
E pronto, disse a primeira asneira deste blog (neste post não fui eu).

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

No age

Formas de me aperceber diariamente que o tempo passa num instante:

1.
Leio no Público que um Paraquedista com 19 anos está desaparecido no Zêzere.
Penso "eh pá, o J. é paraquedista. Será que está tudo bem como ele? Pode ser ele!".
Depois apercebo-me: "humpf... o J. tinha 19 anos quando eu tinha 19 anos.... já passaram 8 anos..."

2.
Sim, continuo a achar que 1990 foi há dez anos.

3.
A minha prima A.T. vem ao concerto da Rihanna este fds. "Reservou" o quartinho lá de casa há três meses só para o efeito. Ontem liguei-lhe para combinar melhor as coisas.
No momento em que desligo o telefone, ouço o P. dizer: "tens a noção que pareceste uma cota a tentar falar à teen muito cool?".

Humpf....

It's Beginning To Look A Lot Like Christmas

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

All of me

Eram três da manhã e líamos poemas juntos, uns aos outros, escolhidos no momento.
Assim passámos pelo Caeiro, pelo Ferreira Gullar, pelo Vinicius de Moraes, pela Sophia, pelo Helberto Helder, e talvez por mais uns que já não recordo.

Provávamos vinhos diferentes, e partilhávamos, exatamente como deve ser.
Quem tem amigos assim não precisa de mais nada.

Eram três da manhã e líamos poemas juntos.