quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Cold December Night

O Michael Bublé para as mulheres românticas (não digo pirosas e já vão perceber porquê) é tipo antídoto para qualquer contrariedade da vida.
Uma música ou duas em repeat e fica-se logo a pensar que afinal a vida não é assim tão má, que até há coisas boas e que tudo há-de ficar bem. Nem que seja porque "'cause I'm older now but I'm not done hoping".

Suspira-se, pensa-se no mais que tudo que está do outro lado da cidade e as coisas parecem mais leves.
Romântica inveterada, pirosa, lamechas, tanto faz, mas que isto me faz o efeito de um bom Xanax, faz.

E o meu homem que não se queixe que no outro dia bem o deixei ver o Clínica Privada comigo.
A meio de uma cirurgia de coração aberto com falha cardíaca à mistura em que o cirurgião tentava salvar o doente - que por acaso, só por acaso, era seu amigo - e comigo de olhos pregados quase marejados de punhos fechados a pensar "vá lá, Pete, tens de te salvar", ainda o ouvi "ai, pá, que eu não posso ver isto, que mexe comigo".

Lá em casa ninguém usa calças...
E talvez por isso é que somos tão felizes e tão irritantes para os outros.

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