quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Je t'ai dans la peau


Tenho uma mãe Chevalière de l'Ordre des Arts et des Lettres.

E no seu discurso, falado não lido, sem papel, com voz firme, não falou das conveniências, dos protocolos, da honra (da qual se está um bocado nas tintas), mas falou do contributo dos outros para chegar onde chegou.
Dos amigos, do mais novo ao mais velho, do marido, das filhas, do genro em particular, da família em geral. Até falou da mãe com cuja imagem combate diariamente na tentativa infrutífera de não ser igual - mas os nossos genes não deixam e afastamo-nos da linha para regressar sempre à energia permanente que nos faz andar para a frente com uma força maior do que nós.
No caso dela, da mãe da minha mãe, é essa energia que surge quando, já velhinha, se esquece das coisas mas quer sempre voltar para casa cedo porque "pode haver visitas e tenho de fazer o jantar para elas" (e já não há visitas).

No nosso caso, é a luta, diária, para fazer coisas. É um nunca estar satisfeita - talvez quando devessemos - porque há sempre mais e procurá-lo, mesmo que sem o ter, é ser feliz.
Porque as pegadas apagam-se e o nosso presente tem muito de futuro e muito pouco de passado.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Dee doo

I want to be someone new.
E sentir-me da idade que sou e não mais velha.
Let's start it!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Hummingbird

Campanha Novartis (by Tom Hussey)

"And please, please, make eye contact with an elderly person. And touch them. No one touches them. Hold their hand. It costs nothing and it really, really makes them feel like the world still cares that they’re here." (daqui)


Apercebi-me disto com o meu avô.
Nunca foi uma pessoa carinhosa, nunca abraçou os filhos, sempre lhe custou beijar os netos.
Agora que está tão frágil, fica um pouco tenso quando lhe dou a mão.
Depois deixa-se ir, aceita, aproveita o carinho e os olhos brilham um bocadinho mais.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Between me and the sun

O lema desta semana é descobrir o que é que nos apetece fazer.
O que é que te apetece MESMO fazer?
Sem ser trabalho, sem ser casa, rotina, pais, amigos, família.
O que é que te apetece MESMO fazer?

Acredito que as pessoas nasceram para ser qualquer coisa.
Só que a maioria das pessoas não sabe o que quer ser e morre sem nunca ter descoberto.

A padeira da Lapa ajuda velhinhos.
É padeira, deve ter família, e até filhos, tem amigos de certeza. Mas é, antes de mais, a senhora que ajuda os velhinhos.

A M. é actriz num grupo amador de teatro.
É mãe, trabalha no Ikea, é mulher e namorada. Mas é, antes de mais, actriz.

Há qualquer coisa nas pessoas que brilha quando São o que nasceram para ser.
A Padeira da Lapa diz que adora a aldeia dela. Vai lá para descansar, dormir e diz ela que se distrai a ajudar os seus velhinhos. Tal como faz na Lapa, quando trabalha. É o que ela "É".
A M. passa noites nos ensaios, não dorme, tem enxaquecas, problemas às vezes e tudo. Mas quando está no palco deixa tudo de existir.

Todas as pessoas São qualquer coisa. Precisam é de descobrir o quê.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Ev'ry time we say goodbye

Dos dias em que só me apetece chorar.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Tricks of the Trade - parte dois

Há um ano, tememos que pudesses morrer, que te fosses.
Há um ano recebemos uma daquelas chapadas bem fortes, que nos atiram ao chão, e no-lo tiram ao mesmo tempo.
Há um ano, os meus pensamentos estavam sempre no Porto, junto dos mais teus.
Há um ano escrevi muitas coisas, mas logo que soube escrevi isto:


"In the still of the night

My thoughts go straight to you.
Please, please, please, get well.

Tu mereces tudo."

Hoje estamos mais fortes. E somos sempre Família.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Prends garde à ta langue

Sim, confesso que comecei o dia lixada por terem aumentado as taxas de retenção de IRS e de não me apetecer nada perder 25€ de poder de compra.
Sei que sobrevivo, a questão não é essa, é sentir que está TUDO mais caro e não perceber para onde vai o dinheiro...

Estado Português, vê lá se te endireitas senão emigro (e sim, até já esteve mais longe).

No dia do funeral do meu avô, a Mémé quando eu lhe disse para fazer só meio pacote de argolas de lula para o almoço (que era abbastanza sufficiente...) refilou assim:
"Nem penses! Se eu não faço o pacote todo, a tua avó dá-me um tiro nos cornos, uma facada nos intestinos e foge para o estrangeiro!"

Palavras sábias.
Senhor Governo, se não fazes tudo o que tens de fazer, dou-te um tiro nos cornos, uma facada nos intestinos e fujo para o estrangeiro.
Tenho dito.

E por sinal, já deve haver alguém te esburacou o intestino, que por aqui já fede.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Era uma vez um pensamento

E o que eu gosto deste ratinho.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

How we operate

I so wish I couldn't give a damn.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Blow Gabriel Blow

Era bom que a morte fosse assim:
A vida toda a passar-nos pelos olhos, as melhores pessoas, as mais importantes, todas a cantar circundando-nos, beijando-nos, dizendo Adeus felizes, por termos tido um papel na sua vida (e elas na nossa).
Seria bom que no dia em que o anjo Gabriel nos chamar, todos tenhamos a certeza que ficámos bem na fotografia da vida, que estivemos cá bem, que fizemos o que podíamos e que houve mais bons do que maus, e acima de tudo que valeu sempre a pena.

Este post não é tétrico, é simplesmente a catarse deste fim de filme:


Não vivo a pensar na morte, mas penso na vida que quero ter a toda a hora. Às vezes, isso afasta-me da expressão despreocupada de ser feliz. Complico, preocupo-me demasiado, e esqueço-me que o mais simples está à minha frente.
Não é preciso termos tudo para sermos felizes.
Nunca me vou acomodar, mas não me posso esquecer que tenho imensa sorte. Porque o que é realmente importante eu tenho-o. Sempre.
Tu, a família, os amigos.
Sempre.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Loving you Tonight

Não há mulher nenhuma que não gostasse de ter uma surpresa assim.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Feel so close


Um amigo pôs isto no Facebook dele. O T. está em Mumbai, e não podia ter mais razão.
Mas quando olhei para isto não pensei logo nele. Lembrei-me da minha irmã.
Porque não há um dia em que não falemos ou em que não nos escrevamos.
Porque não há nada de verdadeiramente importante que aconteça na vida de uma e que a outra não saiba. Das preocupações corriqueiras às grandes decisões de vida.
Estamos tão próximas agora como quando ela emigrou há cinco anos para Londres. E ela até pode ir para outro continente que há-de ser sempre assim.

Because "closeness has nothing to do with distance". You go Sis'!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Cry me a river

Hoje dêem-me uma boa série de choradeira romântica.
Bendita segunda-feira.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

E' Vero