quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Blow Gabriel Blow

Era bom que a morte fosse assim:
A vida toda a passar-nos pelos olhos, as melhores pessoas, as mais importantes, todas a cantar circundando-nos, beijando-nos, dizendo Adeus felizes, por termos tido um papel na sua vida (e elas na nossa).
Seria bom que no dia em que o anjo Gabriel nos chamar, todos tenhamos a certeza que ficámos bem na fotografia da vida, que estivemos cá bem, que fizemos o que podíamos e que houve mais bons do que maus, e acima de tudo que valeu sempre a pena.

Este post não é tétrico, é simplesmente a catarse deste fim de filme:


Não vivo a pensar na morte, mas penso na vida que quero ter a toda a hora. Às vezes, isso afasta-me da expressão despreocupada de ser feliz. Complico, preocupo-me demasiado, e esqueço-me que o mais simples está à minha frente.
Não é preciso termos tudo para sermos felizes.
Nunca me vou acomodar, mas não me posso esquecer que tenho imensa sorte. Porque o que é realmente importante eu tenho-o. Sempre.
Tu, a família, os amigos.
Sempre.

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