Roubando os créditos à minha mãe, há pessoas que naturalmente fazem parte das nossas vidas.
Estou incrédula e de luto, talvez estejamos quase todos os que têm o luxo de ter bom gosto (com todas as modéstias à parte).
Não houve um concerto dele, ou com ele, que não fosse apaixonante - e não estou em exageros post mortem. É mesmo verdade.
Sei que ando uma lamechas de todo o tamanho, mas mesmo antes de estar assim como estou agora, já o Bernardo me fazia chorar.
Não há muita música que produza este efeito em mim.
Talvez, o Camané, também (e também ele cantou com o Sassetti).
A imortalidade está nestas músicas brilhantes.
A frustração e a tristeza está no que poderia ter sido e nunca será, porque morreu.
Acompanhar-me-á para sempre. A sua Alice, o seu piano dos Três pianos, o Indigo das suas mãos, tudo.
Mas já não o vou ver em concerto, atirando a melena para trás, improvisando ao sabor do momento.
Vou ter saudades.
Sem comentários:
Enviar um comentário