Da crueldade de viver para si:
Está a morrer.
Agora já não é provável, é certo, porque quando os órgãos começam a falhar, é porque se está mesmo a morrer.
Tenho a certeza de que se hoje o deixassem provavelmente faria a sua vida de forma diferente.
Daria mais aos seus filhos, e espero que à sua mulher.
E não viveria na pele a dor maior do abandono.
Porque até podemos estar ao seu lado, o meu pai está sempre ao seu lado, mas vai morrer sozinho.
E sabe bem lá no fundo que podia ter sido diferente.
Sem comentários:
Enviar um comentário