quinta-feira, 17 de outubro de 2013

When you're smiling (II)

No ano passado, por esta altura já me tinham acontecido várias coisas más, uma mais chatas que outras.

Quando decidi começar a tentar engravidar, fiz um quisto de 9 centímetros, tive muitas dores, tive a minha primeira experiência hospitalar (num hospital onde me trataram muitíssimo bem, mas ainda assim), tive dúvidas e medos, tive proibição de tentar engravidar nos próximos tempos.
Tive um avô que morreu, tive o P. com uma amiga que morreu, tive chuva em casa apesar do telhado novinho.

Depois no mês seguinte a este o P. foi despedido, lidei com problemas familiares, senti-me perdida.

Olhando para trás, e se bem que me dei o meu espaço para estar triste e para chorar, nunca, por um segundo, pensei que as coisas não iriam eventualmente ficar melhor.
Que não iria tudo passar, que deixaria de haver más notícias, que tudo iria, de alguma forma, quase mágica, começar a mudar.

Já várias vezes referi aqui que acho que a vida é às curvas, vai subindo, vai descendo, vai subindo.

Este ano vejo o P. mais feliz, aprendi a lidar com as minhas famílias, a relativizar a chuva que até é boa, a não ligar à mesquinhice de alguns, a viver de sorriso aberto, queixo erguido, ouvido atento.
E, sem estar verdadeiramente à espera, engravidei.

Tu, querida E., vais aprender isto.
Que todos os dias podem ser melhores que o dia anterior.
Que quando as coisas são más, haverá sempre espaço para ficarem piores, mas que dependerá de ti que fiquem melhores. Será só uma questão de atitude.

Vou ensinar-te que nunca mas nunca poderás começar o dia sem um sorriso (e um beijinho).
Não vou deixar.

E esta atitude provavelmente vai ser a melhor coisa que alguma vez te poderei transmitir.

A propósito disto, aconselho que vejam esta Ted: http://www.ted.com/talks/neil_pasricha_the_3_a_s_of_awesome.html

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