Dentro do padrão lamechiche de grávida e hopeless romantic, gostei de ler:
(...)
E neste caso em particular, a minha identificação resume-se a uma velha frase: "come what may". Quando eu e a Teresa nos casámos, em Abril de 2002, o filme Moulin Rouge!, de Baz Luhrmann, estava no pico da sua popularidade. Nós já tínhamos gostado muito de Romeu+Julieta, e o musical feérico, excessivo, deslumbrado e assolapado que era Moulin Rouge!, história desvairada de amour fou entre um jovem sonhador e uma cortesã na Paris de 1900, não poderia senão tocar profundamente dois jovens apaixonados, como eu e a soon-to-be-excelentíssima esposa.
É bonito, portanto, ver confirmada na passagem de Gonçalo M. Tavares aquilo que dois jovens, já não tão imberbes assim, intuíram em 2002: que o segredo do amor não está na disponibilidade para gerir a alegria, actividade ao alcance de qualquer um, mas na disponibilidade para gerir, sempre que necessário, a dor e o sofrimento. Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até ao fim das nossas vidas. Isto não são juras de felicidade eterna - são juras de perseverança eterna.
By the way, este livrinho está na Carta para o Pai Natal:
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