Os dias passam tão rápido.
Entre trabalho, coisas para fazer, cuidar da E., parece que quase tudo me passa entre os dedos e não consigo agarrar. É uma questão de hábito.
Dizem que daqui até aos 18 anos, vai ser assim.
Vê-la crescer de repente, agora quase a andar, a berrar porque quer qualquer coisa (how nice)...
Senti-la doente e quebrar-me toda por dentro, entre o angustiada por ela e o angustiada por nós ("já só mais faltava mais esta").
"Nem esteve assim tão doente" disse eu ao pediatra da urgência. Num espaço de 3 meses, só teve uma gripe, uma diarreia, uma virose gastrointestinal, uma bronquiolite, uma otite e agora um exantema viral qualquer motivado em parte pela toma de antibiótico (e o nariz já está de novo ranhoso, já disse?). "Acha pouco?".
Entre as maleitas tivemos 2/3 semanas perfeitas que compensam tudo, mas custa muito muito sentir a vida num alvoroço não por causa dela, mas por causa do que apanhou.
Não é fácil.
E depois é vê-la crescer tão rápido, sentir que não consigo segurar tudo, lembrar-me de tudo, chegar a tempo de escrever tudo no livro dela (ou quase tudo).
Sentir que passa tudo tão rápido que ela pode não chegar a sentir que a amo tanto mas tanto.
É uma questão de hábito, talvez. E de não esquecer nunca que a vida é melhor com ela. Por ela.
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