quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Thank you, stars

Hoje diz que é dia de agradecer.
Obrigada.

Obrigada a ti, a ti e a ti.
A tudo.
A quem me faz lutar para ser uma pessoa melhor.
Por todos os motivos.

A ti, Ema, especialmente, por ser inacreditável descobrir que o Amor aumenta todos os dias.
E a gratidão.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Pega a melodia e engole

O coração devia doer melhor.

    

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

That Home

Quero lembrar-me disto.
Que te estou a conhecer, que preciso de dar-te mais tempo - e também saber esperar (tu também estás a aprender a esperar). De te deixar subir as escadas sozinha, mesmo que demore mais tempo.

Estive uns dias fora, porque também sou irmã e agora até já sou tia.
Quando voltei, tinhas medo que me fosse embora. Agarravas-te a mim à noite, sem querer dormir no escuro. Ao segundo dia deste cenário, chorei muito, senti-me má mãe e decidi que não podia continuar assim.

Ontem estávamos as duas sozinhas. Fui buscar-te à escola e o jantar estava preparado. Corri atrás de ti no jardim da creche, riste em gargalhada (já tinha saudades), viste os peixes, entrámos no carro. Estacionámos perto da loja dos animais e passámos lá, porque tu pediste, para ver os gatinhos, os canários, o porquinho da índia, os coelhinhos e os peixes. Ainda viste os hamsters da vizinha e deste um beijinho à Matilde que não brincou contigo porque tinha natação. Ajudaste a cortar as castanhas e deitaste as cápsulas Nespresso na caixinha. Tomaste banho, não querias, mas fez-se. Escolheste o pijama com o passarinho e depois de to pôr puxaste-o n vezes para ver o passarinho azul. Jantaste comigo, mais ou menos, provaste castanhas pela primeira vez e gostaste. Pediste para ir para a cama e o meu coração apertou-se "outra vez não, por favor".
Subiste as escadas, lavaste os dentes, tiraste o passarinho azul porque se tinha sujado de sopa e puseste o sol.

"O Paddington pediu-me para lhe contar uma história. Vais lá para baixo? Vai lá, mas a mamã fica aqui porque o ursinho pediu a história". Voltaste.

Contámos duas histórias ao Paddington, no meu colo. Depois despedimo-nos um a um de todos os teus peluches: "boa noite ursinho, dorme bem, até amanhã. Amanhã a mamã volta e agora dá um beijinho". Acabámos com a ratinha Nini na cama. Fizeste o gesto de quem queria dormir. "Boa noite, Ema, dorme bem, até amanhã. Amanhã a mamã volta e agora dá um beijinho". Apaguei a luz e saí do quarto.

Às vezes basta "ouvir-te" um bocadinho.
Estou sempre a aprender.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Vamo Embora

Há um dia em que ela bate.
E nem vale a pena estar com eufemismos. É ela. A puta da idade.

Não é crise de meia. É mesmo só de repente aperceber-me que tenho 31 anos.
Que já tenho uma filha.
Que sou casada há 5 anos e tenho o mesmo homem há 8 anos (e não o trocaria por nada).
Que trabalho na mesma empresa há 8 anos.
Que já tenho alguns cabelos brancos e pés de galinha (mas ainda tenho borbulhas).

Como é que o tempo passou?
Será que vai ser assim até ao fim?
O tempo passar a correr?

Sou mulher, reparo nas diferenças ao espelho, mas quando penso em mim a imagem que tenho ainda tem 25 anos.
Engravidei, sairam de mim 3,410 kilos de gente. Mudei - emagreci, tenho algumas estrias, tenho menos peito, já não uso óculos. Consigo ser muito mais sexy. Penso mais na vida.

Sou feliz.
Há muita coisa que (ainda) quero mudar, mas sinto-me muitas vezes uma super-mulher.
Puxa, tenho 31 anos e já tenho tanta coisa.

Quero mudar de casa daqui a uns meses, quero viajar mais, quero ganhar mais dinheiro.
Mas puxa, já cheguei aqui.

Obrigada, puta. Vou pensar mais nisso quando me olhar ao espelho.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Seja como for

Voltar a ter-nos.
Ainda estavamos cá, lá no fundo já sabíamos. O resto era rebuliço do tempo, do stress, do cansaço.

Ter a certeza que somos "Sorte grande de uma vez na vida".
E relembrar que "custe o que custar eu dou".

És a minha outra metade. 
E amo-te para lá das estrelas.
No meio da vinha toscana ou na casa de banho a dançar ao rodopio com a Ema.

"Minha chance de ter alegria".

segunda-feira, 18 de maio de 2015

See you again

Quero ter tempo para te fazer o jantar. Acender duas ou três velas (e apagar a luz de que não gosto). Ficarmos os dois, a beber um bom copo de vinho.
Às vezes sinto-me tão cansada que procuro explicação. Chego a pensar que devo estar grávida.

Quero sentir bem o teu abraço, estarmos os dois bem.
Quero não me irritar com (quase) tudo.
Quero não ter de me deitar às 22h para não asnear.
Um asno, tenho-o sido muitas vezes.
Tem de mudar. Tenho de mudar.

domingo, 3 de maio de 2015

Puxa. Quero ser uma mãe como ela.

Neste dia da mãe, sou mais filha que mãe. Ou as duas coisas talvez.

Houve um tempo em que quase me esqueci que era um privilégio ser uma pequena imagem dela.
Não há mulher mais vibrante e mais alegre - todos os dias (mesmo se só numa pequena parte do dia, juro, ela tem um sorriso todos os dias).
E quando é preciso, ela sabe dizer as palavras certas. E acerta quase quase sempre.

Um dia, há não muito tempo jantei com ela. A sós, como há muito não acontecia.
No meio de múltiplas cumplicidades dei comigo a pensar "Puxa. Quero ser uma mãe como ela".

Depois basta vê-la com a Ema.
Terna que sem saber me enternece e mais ainda porque sem dar conta cuidando da sua neta lhe sai um "ó filha" que me derrete por dentro.
O meu coração enche-se de orgulho.

Neste dia da mãe, ainda sou mais filha do que mãe. Ou as duas coisas talvez.



quarta-feira, 8 de abril de 2015

Desfado

Na minha mesa.
Na minha mesa, um dia vai haver uma casa nova (ou ao contrário) e muito branco ou madeira pintalgado de pratos da Bordalo Pinheiro. Vários, mesmo padrão, cores diferentes.

Na minha mesa, vai haver luz, e uma família inteira.

É isso que quero: pratos da Bordalo Pinheiro.


quinta-feira, 19 de março de 2015

Saturn

Episódios destes que me fazem deitar satisfeita.



"Why do we even try when the barriers are so high and the odds are so low? Why don't we just pack it in and go home? It'd be so, so much easier.
It's because, in the end, there's no glory in easy.

[...]
You should be on a high right now. And you should be chasing that high for the rest of your life.
You defeated death.

Mere mortals cannot do that. Only we can.
No one remembers easy. Only superheroes.

They remember the blood and the bones and the long, agonizing fight to the top.
Only freaking superheroes.

And that is how you become...
Legendary."

segunda-feira, 9 de março de 2015

Cansada

Hoje sonhei que era vítima de violência doméstica (obviamente que o P. não era o agressor).
Talvez tenha sido a reportagem que li na E. antes de adormecer... não sei.
Sinceramente não percebo como é que alguém consegue sujeitar-se a tanto. Como é possível?

E no entanto, o meu sonho parecia real e foi horrível. Fugia com a minha irmã, tentavamos apanhar um avião, sempre sempre a fugir.
Foi horrível.

Depois hoje de manhã ouvi o novo hino da APAV e identifiquei-me.
Senti isto.
E ainda bem que era só um sonho.

Para algumas mulheres, por mais que pareça impossível, é real.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

I will wait

Depois vou buscar a refilona e vamos à Sucreer lanchar em boa companhia (mas armaram os dois um escândalo que foi uma vergonha).
Convenço o homem a ir correr e quando volta jantamos os dois, bebemos um copo de vinho e peço-lhe para casar de novo comigo, em forma de bolo.

Às vezes começa-se o dia com lágrimas e acaba-se com um sorriso do tamanho do mundo.
Que bom.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Killing me softly

Hoje estou a chorar por dentro.
Há dias (e semanas) mais difíceis que outros.
Por tudo e por nada.
É a vida.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Free Fallin (versão John Mayer)

São 19h45 e esperamos pelo papá.
Dormiste uma sesta maior do que era suposto, jantaste mais tarde e o papá atrasou-se.
Tudo se conjugou para que ficássemos só um bocadinho à espera dele, para o banho.

Na dock, o Free Fallin' pelo John Mayer.
Tu, com um brilhozinho nos olhos, a rir com as palhaçadas que fazia com a rena que o tio V. te deu.
Olhavas com atrevimento, esperavas, turra.

Depois fiquei com a rena a dizer que era minha e tu vieste ter comigo e deste-me um abraço.
Momentos depois o papá chegou e não descansaste enquanto não alcançaste, gatinhando, os braços dele.
Todos a rir.

Os momentos deviam ser sempre assim. Não sendo, não quero esquecer (mais) este.

Pode não interessar a mais ninguém.
Mas a minha filha deu-me um abracinho.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Transformation

Desde que fui mãe:
- sou (ainda) mais sentimental, para não dizer lamechas;
- agradeço todos os dias a sorte que tenho;
- amo mais e mais ainda
- sou mais tranquila
- sou mais madura, mais segura, mais certa, melhor no trabalho;
- derreto-me com coisas que julgava não derreter;
- sou mãe leoa, mãe elefante, mãe macaca, mãe suricata, mãe gata (esta última lida com duplo sentido, ok?)

Mas podia não me comover com tudo o que é relacionado com bebés, filhos e isto de ser mãe.
É que não dá muito jeito conter a lagriminha no local de trabalho.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Thinking out loud

Coisas que não quero esquecer:
- a cara dela quando espreita para ver quem está do outro lado. Curiosidade pura.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Non, je ne regrette rien

Ontem na cama à noite disse o que pensava:
- que um dia velhinhos vamos morrer juntos, ao mesmo tempo, de repente;
- que a minha vida podia ser muito diferente, mas que o que é curioso é que não me arrependo um segundo de ter tomado este rumo.
- não me arrependo de ter casado com quem casei, de nos ver diferentes mas juntos, e cada vez mais felizes;
- de ter sido mãe aos vinte e nove anos e de querer ser mãe outra vez daqui a uns tempos. Se foi cedo? Pode ter sido, sei que um dia aos quarenta a Ema vai ter dez e terei saudades dela bebé, mas também sei que aproveitarei cada minuto da minha nova independência.

Ser feliz tem muito disto.
"O tempo apaga tudo menos esse longo indelével rasto que o não vivido deixa".
(Sophia de Mello Breyner).

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

La vie en rose II

Obrigada.

No teu dia de anos podia dizer muitas coisas. Digo uma: obrigada.

Tens 35 anos (e ainda me enganei a escrever e lá foi o 4 em vez do 5).
Achas que estás velho mas ainda nem chegaste a metade da tua vida (tenho a certeza).

Ainda não tinhas 27 quando começámos a namorar (visto assim parece imenso).
Obrigada. Obrigada por estes últimos 8 anos, pela Ema, por nós, por tudo.

Por este último ano. Aturaste-me de baixa, aturaste-me recém mamã algo perdida, recém mamã de volta ao trabalho.

Continuamos lado a lado. E é tão mas tão bom.
Vamos lá envelhecer juntos.