segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Farewell

Às vezes, é triste ter de fazer figas.
Neste caso, figas para ainda ir a tempo, para dizer adeus e dar um beijinho à avó F. que costumam dizer que é parecida comigo.
Parece que não há nada a fazer, senão dar-lhe algum conforto, um beijinho, e um adeus até à próxima, que há-de ser um dia.

Por mim e por si, aguente-se até sábado, por favor. Sei que não tenho direito a pedir isto, mas peço.
Mando por agora, por aqui pelo mundo virtual que Avó não conhece, um beijinho que vai chegar a si.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Ain't it fun

Raramente uso palavrões. Mas hoje tou numa de os dizer a todos.
Cá vai:

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Spoon Full of Sugar

Tocaram naquilo que tenho de mais caro.
Não foi o telhado, nem tão pouco o trabalho.

Andam a tocar na minha família e já estava à espera... Mas tudo ao mesmo tempo?!
É o R. que está em recuperação - e sim, felizmente já é recuperação - e a minha avó F. que acabou de ser internada (ironicamente no mesmo hospital que o R.).

Tem tudo de acontecer ao mesmo tempo?
Tira-me os sorrisos, enche de preocupações e manda ao ar toda a concentração laboral (mas essa, lamento, que se lixe).

Apetece-me dormir muito muito muito...
Ou então fugir, com P., desligar o telefone, fingir que está tudo bem, e apanhar sol. Que é o que vou fazer no fim-de-semana.

Eu sei, A., que os problemas têm de ser enfrentados, mas às vezes, só mesmo às vezes, é bom sentir que também há outras coisas. E que se nos deixarmos minar por tudo o que é mau e negativo, nunca mais saímos de lá.
Por isso, vou tomar uma colher de açúcar com o xarope e a "doença" há-de passar!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A little better

Quando eu era pequena, éramos quatro, e andávamos nas traseiras da casa da Avó, seja no jardim, seja nos descampados que entretanto são hoje o Parque da Cidade. 
A minha irmã e o M. (que tinham a mania que eram grandes) tratavam-me mal e porcamente, mas às vezes tu tinhas pena de mim. E lá me deixavas ir convosco, ervas fora (ai se há cobras! Não vejo nada!), perder as minhas carteiras do Nenuco e das Barriguitas.
Fazíamos-te buracos no jardim da Avó, enchíamos com água e tapávamos numa bela cama de erva, como se tu nunca fosses dar conta que era uma armadilha, tal qual como nos filmes. Normalmente não caías, mas houve uma vez que fingiste bem e até caíste lá dentro. Não contavas com a água e ficaste furioso por estar todo molhado, naquilo que para ti, no auge da tua adolescência, era a humilhação total.

Gostávamos de fugir de ti, como se fosse impossível que nos apanhasses.
E depois, naquele dia em que decidimos lutar com os botões das camélias (aos tiros para cá e para lá), também acabaste por entrar na brincadeira e atiraste mais que os outros.
Ninguém reparou, até que um dia, quando a Cameleira desabrochou, se viu que nenhuma flor nascera abaixo de um metro e meio.

Graças a ti (e ao teu irmão), passei a poder abrir as prendas à meia-noite como gente normal e não às seis da manhã do Dia de Natal, depois de uma noite em claro a pensar no que seria.

Gabavas-te dos teus livros e do teu computador, e eu fazia sempre que sim, a achar que tinha um primo espectacular.

Depois, fomos um dia a Cabo-Verde, todos juntos, e tu ficaste indignado porque eu te disse, enquanto jogávamos King, que, nas férias, me estava nas tintas para a matemática. Nunca mais estive.

Não preciso de o dizer porque entre nós, todos os quatro, há cumplicidade dos primos e daqueles dias de sol no jardim da Avó. 
Não preciso de to dizer porque tu estás aí, a lutar para ficar bom, e vais ficar.
Mas estou cheiinha de saudades.
E quero atirar-te com uns quantos botões de camélia da próxima vez que te vir.

Stand by me

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Delicate

One step back, two steps forward.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Live is Life

O poder das energias positivas:

When we all give the power
We all give the best
Every minute of an hour
Don't think about the rest
And you all get the power
You all get the best
When everyone gets everything
And every song everybody sings

Na na na na na...

Life is life. E às vezes é lixada.
Mas ai dela que nos derrote!

Tricks of the Trade

"And as time shall inevitably move on,
mm well, at least we'll have four strong
Legs to stand on
To keep us alive..."

Isto é tudo que consigo dizer.
Força, R. Por ti e por todos.
A vida às vezes é ...
São tricks of the trade.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

In the still of the night

My thoughts go straight to you.
Please, please, please, get well.

Tu mereces tudo.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Mal por Mal

Começo a não ficar surpreendida com as coisas más do Mundo e a ficá-lo com as coisas boas.
Não é frieza, é lucidez.
E porque é muito melhor surpreender-se com o que é bom, do que desiludir-se com o que é mau.

Isto? Olha, estás a ver? Passa ao lado. Já foi!...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Wouldn't it be nice

Não seria bom que fosse connosco?
Como há-de ser?...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Anda comigo ver os aviões

"Anda comigo ver os aviões
Levantar voo, a rasgar as nuvens."

Fiquemos assim sempre.
Mesmo que ganhemos a lotaria,
Mesmo que eu faça uma magia.
Mesmo que um dia eu te leve à América, ou leve a América até ti.

Fiquemos assim sempre.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

You gotta be

Já na caixa do supermercado, auto-intitulou-se "o moribundo mais bem-disposto da Lapa". Tinha na mão um cachimbo, e "uma fome dos diabos". 3 cancros, contou, e uma quimioterapia que o fazia "enjoar para dentro". Olhos brilhantes (e não parecia ser de febre), rosto enrugado mas não amargurado.
Ar maroto.

"Eu só desejo que todos tenham uma vida longa e feliz", disse sorridente.
Há personagens assim, no meu bairro e noutros tantos, lições de vida ambulantes.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Tengo

Esta vossa amiga está indecisa entre, hoje ao fim da tarde, ir ao ginásio ou lançar-se na cozinha a fazer pannacota, bolachas de batata-doce, sopa e empadão de carne.

...decisões destas não deixam ninguém sem dormir.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Wait (dos Beatles)

Depois de passar uma hora e meia num hospital de luxo em Lisboa foi-me dito que o exame de diagnóstico será só daqui a um mês... De diagnóstico, ou seja, o que quer que seja preciso fazer é só depois...
Não estou a morrer, nem coisa que se pareça. Já passei por isto em Abril, Maio, Junho, Julho do ano passado e prometi que não ia voltar a deixar que isto me afectasse. As coisas agarram-se e resolvem-se e tenho a certeza absoluta que vai ser assim.

Mas a espera irrita e aborrece e fico com saudades do que ainda não aconteceu por saber que tem de ser adiado. Por que é preciso que tudo tenha de se fazer tão devagar?...

Imagem daqui 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Choose

Em Fevereiro tenho de ir ao médico 1, ao médico 2, provavelmente ao médico 1 outra vez, ao dentista e ao cabeleireiro...

Não sou hipocondríaca e acho que não tenho dinheiro nem tempo para tudo.
Que fazer?