segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Blame it on my youth

Às vezes tenho vergonha de trabalhar numa estação de televisão.

Na maioria das vezes, até temos reportagens boas (temos a vergonha de alguns programas, e etc e tal), mas até temos reportagens boas. Excepto, quando alguém na Redacção se lembra de puxar à veia do pobrezinho, coitadinho do português que não tem emprego.

Meus amigos, eu nem sou de simpatias pelo nosso primeiro e a sua estupidez pegada de dizer que somos mariquinhas, mas daí até achar bem fazer-se uma reportagem sobre o desemprego jovem e pegar num  jovem que concluiu o curso em Artes Plásticas e Multimedia (na Escola Politécnica de Beja) em fevereiro de 2011 e ainda está à procura de emprego, há uma grande grande distância...

Primeiro, porque este rapaz acabou o curso em fevereiro de 2011. Sabem o que é que isso significa? Que acabou o curso em época especial. Não é um aluno "da média"...
Segundo, porque em plena reportagem este rapaz diz que "a gente acima de tudo temos que ter os pés bem assentes na terra. Excluir [ir para o estrangeiro] não não excluo mas mêmo núltimo núltimo caso", palavras dele.

Terceiro, por descargo de consciência, assim só para ter a certeza que não estava a ser injusta pesquisei o nome do rapaz no Google. Ora bem, este rapaz não tem perfil no Linkedin, mas CLARO que tem no Facebook, e ainda por cima cheiinho de fotos de grandes festarolas porreiras que eu, que não sou amiga do rapaz consigo ver. Acho que se fosse empregadora ia adorar ver isto.

Não há pachorra...

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