Tocaram naquilo que tenho de mais caro.
Não foi o telhado, nem tão pouco o trabalho.
Andam a tocar na minha família e já estava à espera... Mas tudo ao mesmo tempo?!
É o R. que está em recuperação - e sim, felizmente já é recuperação - e a minha avó F. que acabou de ser internada (ironicamente no mesmo hospital que o R.).
Tem tudo de acontecer ao mesmo tempo?
Tira-me os sorrisos, enche de preocupações e manda ao ar toda a concentração laboral (mas essa, lamento, que se lixe).
Apetece-me dormir muito muito muito...
Ou então fugir, com P., desligar o telefone, fingir que está tudo bem, e apanhar sol. Que é o que vou fazer no fim-de-semana.
Eu sei, A., que os problemas têm de ser enfrentados, mas às vezes, só mesmo às vezes, é bom sentir que também há outras coisas. E que se nos deixarmos minar por tudo o que é mau e negativo, nunca mais saímos de lá.
Por isso, vou tomar uma colher de açúcar com o xarope e a "doença" há-de passar!
Mas também acho que não há mal nenhum em se procurar um escape, um mito que nos liberte por uns momentos de uma angústia. Aliás, esse escape pode muito bem ser a fonte de vitaminas de que precisamos para enfrentar o touro pelos cornos...
ResponderEliminarComo eu te compreendo!!! A vontade imensa de fugir, parar o tempo!!! Mas a nossa maneira de ser não deixa... E então decidimos enfrentar mas para isso temos que arranjar uns "coletes de protecção", para termos forças para nós e para ajudarmos quem não tem o dom de encarar a vida como nós
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