sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

All I Want for Christmas is you - parte II

Um Natal com sons dos anos 80, com danças de cintura e de pés e muito descontraído, sem pretensões e com os que importam.
Vai ser assim.
All I want for Christmas is you... Uhuhuhuhuhuh uhuhuh...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Please, Please, Please

Sim, estou numa constante de boa disposição porque já falta tão pouco para o Natal.
Não é porque vou receber presentes, é porque tenho as prendas perfeitas.

E gosto de imaginar a cara de quem as vai receber. De antecipar a surpresa e os sorrisos, os beijinhos e saber que vou fazer algumas pessoas felizes. As mais importantes.

Quando era miúda, mas já espigadota (13 anos?) pedi ao meu pai para me arranjar o quinto livro do Harry Potter. Que ia sair dois dias depois e que ele tinha, porque tinha, de mo arranjar no dia em que saía. Não podia esperar. Eu TINHA de ler aquele livro.
Na véspera do livro sair (oficialmente só podia ser vendido a partir da meia-noite), o meu pai chegou a casa.
Perguntei-lhe "já reservaste o meu Harry Potter?"
E assim, recebi um Harry Potter, antes da meia-noite.
Dancei pela casa toda agarradinha ao livro, muito muito feliz. Era só um livro, ou então não, era o MEU Harry Potter e o meu pai tinha-mo arranjado.

Agora faço ao contrário. Sorrio porque acho que, mesmo que só metaforicamente, vai haver gente a dançar no dia 25.
E por isso, sim, conto os dias para o Natal chegar.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Crazy for you

Decidi cometer uma loucura :)
It's you who makes me lose my head.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Sooner or later

2011 foi um ano bom?
Houve tantas coisas más....
Sem falar das catástrofes mundiais e limitando-me ao meu pequeno mundo, a avó F. apagou-se, chorei no chão com medo que o R. se apagasse também, tive medo de perder o que ainda não tenho e ouvi durante meses perguntas sobre o que não tinha, sabendo que naquele momento não o podia ter.
Tentei estar ao lado do P. ao máximo, lidando também com as minhas várias frustrações.
Engoli sapos e apanhei chuva dentro de casa. Descobri que há pessoas más que se aproveitam de velhinhos. Tive horrorosas dores de dentes.

Sei que houve momentos bons e pensando só em alguns:
- quando o R. saiu do hospital
- quando o C. conheceu a A. e se apaixonou
- quando fomos em família favorita até Caen
- quando fizemos um ano de casados -  e descobrimos que quando estamos juntos o tempo passa num instante.
- quando tive alta

Mas pensando bem, não me importo nada que 2011 esteja acabar. 
Finalmente, e porque o próximo ano poderá sempre ser melhor. 
Como diria alguém nos comentários ao vídeo abaixo, em 2011 "yes, we made it. Barely".

Quero acreditar que "sooner or later we'll make it". Sooner than later.
Venha 2012.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

My man

Estava-se no ano de 2006 e tu entraste pelo meu gabinete adentro, todo contente.
"-Então que tal?".
Soltei uma gargalhada. De repente, já não eras aquele rapaz jeitoso, designer do apartamento ao lado, discreto qb, que se dizia que estava interessado em mim (mas eu achava que não!). Vi quadradinhos em lugar de óculos.
"Ficam-te bem! Mesmo bem! Mas olha lá, vais usá-los todos os dias?".
"Claro que vou!"
E aí apercebi-me que podia ser mal interpretada.
Os óculos eram fortes, muito e na minha ingenuidade achei que te podias cansar rápido deles, se os usasses todos os dias. Depois percebi que eram uma imagem de marca.

Beijei esses óculos, espantei-me da primeira vez que dormiste comigo e os tiraste ("ena, que olhos tão grandes!"). Casei com esses óculos. E assim passaram cinco anos.
Depois de há uns meses para cá, começaste a falar em mudar, que já estava na altura, que os quadradinhos estavam velhos e etc e tal. Fui muito muito muito reticente.
Mas mudaste ontem. Mudaste de imagem de marca, completamente, como quando a TMN mudou do "mais perto do que é importante" para o simples T.
Desta vez já estava preparada, ajudei-te a escolher depois da minha negação inicial que recusava ter um homem sem quadradinhos. E no entanto, também a mim eles me causam estranheza e surpresa.
Quando olho para ti, distraída, sorrio, ao lembrar-me que estás diferente.
 E que estás melhor, mais sorridente, completo. Porque não são os óculos que te fazem, és tu quem faz os óculos.
Perguntei na mesma, só para ouvir a resposta: "olha lá, mas vais usá-los todos os dias?"
E, redondos, os teus óculos sorriram.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Cold December Night

O Michael Bublé para as mulheres românticas (não digo pirosas e já vão perceber porquê) é tipo antídoto para qualquer contrariedade da vida.
Uma música ou duas em repeat e fica-se logo a pensar que afinal a vida não é assim tão má, que até há coisas boas e que tudo há-de ficar bem. Nem que seja porque "'cause I'm older now but I'm not done hoping".

Suspira-se, pensa-se no mais que tudo que está do outro lado da cidade e as coisas parecem mais leves.
Romântica inveterada, pirosa, lamechas, tanto faz, mas que isto me faz o efeito de um bom Xanax, faz.

E o meu homem que não se queixe que no outro dia bem o deixei ver o Clínica Privada comigo.
A meio de uma cirurgia de coração aberto com falha cardíaca à mistura em que o cirurgião tentava salvar o doente - que por acaso, só por acaso, era seu amigo - e comigo de olhos pregados quase marejados de punhos fechados a pensar "vá lá, Pete, tens de te salvar", ainda o ouvi "ai, pá, que eu não posso ver isto, que mexe comigo".

Lá em casa ninguém usa calças...
E talvez por isso é que somos tão felizes e tão irritantes para os outros.

Mamma said

"There'll be days like this my mamma said".
Eu sei que é assim, que há dias piores e outros melhores, mas é desesperante ter gasto uma fortuna num telhado novo e descobrir logo pela manhã uma inundação na cozinha, depois da chuva que caiu durante a noite.

Bem sei, que os homens prometeram ir lá na Sexta e não sair enquanto o problema não for resolvido, mas depois de tanto tempo com problemas e sabendo que o problema que tenho agora é maior e mais grave do que o que alguma vez tive em casa, em matéria de água (não, nem sequer posso sair de casa com isto assim), o desespero fala mais alto.

There'll be days like this my mamma said, porque o próximo dia poderá sempre ser melhor do que o anterior. E o problema TEM de ficar resolvido. TENHO de acreditar nisso e não fugir que era o que me apetecia.

Como diz a Sarah Kay, “There’ll be days like this my momma said” [...] When your boots will fill with rain and you’ll be up to your knees in disappointment and those are the very days you have all the more reason to say “thank you,” ‘cause there is nothing more beautiful than the way the ocean refuses to stop kissing the shoreline no matter how many times it’s sent away".

Isto é tudo muito bonito, mas continuo com uma grande vontade de mandar tudo à Merda.
E pronto, disse a primeira asneira deste blog (neste post não fui eu).

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

No age

Formas de me aperceber diariamente que o tempo passa num instante:

1.
Leio no Público que um Paraquedista com 19 anos está desaparecido no Zêzere.
Penso "eh pá, o J. é paraquedista. Será que está tudo bem como ele? Pode ser ele!".
Depois apercebo-me: "humpf... o J. tinha 19 anos quando eu tinha 19 anos.... já passaram 8 anos..."

2.
Sim, continuo a achar que 1990 foi há dez anos.

3.
A minha prima A.T. vem ao concerto da Rihanna este fds. "Reservou" o quartinho lá de casa há três meses só para o efeito. Ontem liguei-lhe para combinar melhor as coisas.
No momento em que desligo o telefone, ouço o P. dizer: "tens a noção que pareceste uma cota a tentar falar à teen muito cool?".

Humpf....

It's Beginning To Look A Lot Like Christmas

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

All of me

Eram três da manhã e líamos poemas juntos, uns aos outros, escolhidos no momento.
Assim passámos pelo Caeiro, pelo Ferreira Gullar, pelo Vinicius de Moraes, pela Sophia, pelo Helberto Helder, e talvez por mais uns que já não recordo.

Provávamos vinhos diferentes, e partilhávamos, exatamente como deve ser.
Quem tem amigos assim não precisa de mais nada.

Eram três da manhã e líamos poemas juntos.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Hymn à l'amour

Há declarações de amor lamechas. E depois há estas.

«Quando sair este jornal, a Maria João e eu estaremos a caminho do IPO de Lisboa, à porta do qual compraremos o PÚBLICO de hoje. Hoje ela será internada e hoje à noite, desde o mês de Setembro do ano passado, será a primeira vez que dormiremos sem ser juntos.

O meu plano é que, quando me expulsarem do IPO, ela se lembre de ir ler o PÚBLICO e leia esta crónica a dizer que já estou cheio de saudades dela. É a melhor maneira que tenho de estar perto dela, quando não me deixam estar. Mesmo ficando num hotel a 30 passos dela, dói-me de muito mais longe.

O IPO consegue ser uma segunda casa. Nenhum outro hospital consegue ser isso. Podem ser hospitais muito bons. Mas não são como uma casa. O IPO é. Há uma alegria, um humor, uma dedicação e uma solidariedade, bem-educada e generosa, que não poderiam ser mais diferentes da nossa atitude e maneira de ser - resignada, fatalista e piegas - que são o default institucional da nacionalidade portuguesa. É graxa? Para que tratem bem a Maria João? Talvez seja. Mas é merecida. Até porque toda a gente que os três IPO de Portugal tratam é tratada como se tivesse direito a todas as regalias. Há muitos elogios que, não obstante serem feitos para nos beneficiarem, não deixam de ser absolutamente justos e justificados.

Este é um deles. Eu estou aqui ao pé de ti. Como tu estás ao pé de mim. Chorar em público é como pedir que nada de mau nos aconteça. É uma sorte. É o contrário do luto. Volta para mim.»
Miguel Esteves Cardoso, in Público

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Je ne regrette rien

Há expressões que em francês são mais doces:
Petit à petit l'oiseau fait son nid.

Agora a linha é sempre a subir.
Até um dia voltar a descer.
Mas é assim que eu gosto das coisas.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Arrival of the Birds

Às músicas bonitas, ao amor, aos amigos, e a tudo.


TRAILER :: LIDIA + RICARDO   ( HD + SUPER8 ) from Edu Corrêa on Vimeo.

(a Lídia casou e fez isto. Tão bonito :))

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Each day gets better

Tudo começa a compor-se.
Tirei os dois cisos, tenho homens desde hoje de manhã a mudar-me o telhado e os velhinhos começam também eles a compor-se.
Já era tempo disso.

Agora eu gostava mesmo, se não fosse pedir muito, era de poder comer massa, esparguete, fusilli, batatas fritas, arroz, um bom bife de lombo com cogumelos, pipocas, cenouras e tudo fechado com um bom copo de vinho e depois Moscatel Roxo. Sei que já não falta muito para largar os purés e as papas, mas hoje estou cheia de fome.

(suspiro, mas sabendo que vai tudo correr bem)
E ter perdido 3 quilos também não me fez mal nenhum....

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Running on sunshine

Nunca pensei que as dores de dentes fossem assim.
Isto, a somar ao azar de ter ficado com imunidade em baixo, o que causou uma crise de aftas e uma úlcera na bochecha, não tem ajudado.
E mais ainda, surpreende-me que o estado da tecnologia médica de hoje em dia não permita ainda que haja um comprimido milagroso que leve todas as dores agoniantes. Nem que fosse preciso dormir o dia todo... não há nada.

Mas hoje está um dia de sol, é o primeiro dia em que me sinto verdadeiramente a ficar melhor - embora saiba que grande parte da melhoria é devida ao efeito da mistura de analgésicos que tenho tomado - e tenho-te tido sempre ao meu lado.

Às vezes esqueces-te que não posso falar e tenho acessos de fúria porque não percebes sempre os meus gestos. E depois arrependo-me porque tens estado sempre sempre cá.

Logo à noite, quer tire os cisos às 18h30 quer não, vou estar agarradinha a ti. E isso põe-me logo melhor.
Pois é, porque eu tenho uns cisos que são uma merda, mas tenho um grande amor.
E esta, hein?

terça-feira, 15 de novembro de 2011

The Battle of Stirling

Devo ser a única a fazer analogias entre o que se passa na minha boca e uma gigantesca batalha campal.
Gostava que fosse como a batalha de Stirling, do Braveheart, em que as minhas células lutam pela sua liberdade.
Mas neste momento, parece-me mais D-day, das cenas iniciais do desembarque nas praias da normandia, tal como o Spieldberg as retratou. Quem tiver coragem de ver, vá ver aqui.

Eu cá vou acreditar que o meu William Wallace vai erguer-se desta batalha assim:

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Another one bites the dust

Prometo que nunca mais digo que as dores de dente de siso são para meninos.
Depois de um fim-de-semana inesquecível, cheíssimo de dores, hoje a dentista disse-me que "não admira que tenha dores, coitada, tá aqui com isto tudo inflamado e não é um siso, são os dois sisos da direita".
Basta o efeito dos analgésicos passar e é ver-me de lágrimas, a querer subir paredes e a pensar em todas as asneiras.

Tomo mais analgésicos, pain-killers é expressão mais apropriada, e tento não me babar, mas é difícil.
Sorte mafarica.

P.S - Ainda assim, nada apaga os momentos de carinho com o meu avô, no hospital. Dei-lhe o lanche e dava todos os dias se pudesse.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Fantasy

O meu homem tem uma fã. :-D

"TERÇA-FEIRA, NOVEMBRO 1

shuac
rapaz giro que corres na Lapa, obrigada por teres reanimado imensas coisas no meu organismo. o inverno ainda mal começou e tenho tantas tardes de domingo por preencher. diz-me como te poderei retribuir."
in Lady oh my dog

Pena (ou não), que não seja o único homem que corre na Lapa.

Elle me dit

Comecei a reparar em alguns tiques meus, quando estou menos bem.
Nervosa, começo a cantarolar qualquer coisa e a pular levemente, mas sem dançar.

Quando começo a ficar mesmo preocupada com alguma coisa, arranjo uma música fetiche, pop, para dançar non stop e em repeat. Em Fevereiro, foi o Marry Me, desta vez, é o Elle me dit.
O clip é fabulosamente kitsch. A música nem interessa, mas depois de o ver quero é dançar. E ser a Fanny Ardant daqui uns a 20 anitos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Fuck you (em modo Cee Lo Green)

À pessoa que roubou o meu avô não desejo nada, mas se fosse a um certo sítio, era merecido.
Que vergonha.
E agora avôzinho vamos mas é mostrar a essa pessoa que o dinheiro não é tudo, sim?

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Waiting for the world to change

Desde sexta-feira, que ando com um mau pressentimento. Afasto-o e volta sempre.
No sábado, disseste-me que o avô se tinha sentido muito mal durante a noite mas que continuava a querer não ser internado.
Afasto-o outra vez, mas fico a pensar que já não vejo o avô já tanto tempo, e é sempre tão pouco quando o vejo. Tive de dizer ao P. que no fim-de-semana queria ir ao Porto, se o avô fosse de facto internado.
E hoje, logo depois de ter dito isto, pimbas, o avô cai no meio da rua, desmaiado, acordando depois desnorteado.
Se hoje for para o hospital, a vaca pode tussir o que tussir, o telhado até pode cair, mas vou vê-lo. No fim-de-semana, ou até antes, quem sabe.

John Mayer, podes parar de esperar. O mundo não muda mesmo.
Haverá sempre problemas, sempre pessoas que não estão bem. Sempre haverá guerras, e fome e morte.
Haverá velhinhos a morrer, e até pessoas das novas.
Gostávamos que não fosse assim.

Mas também haverá sempre amor, família, amigos e arco-íris no fim da estrada.
E preferimos que assim seja.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Feels like tonight

It feels like tonight I can't believe I'm broken inside.

Com os anos, as discussões deixam-nos mais amargos, mais sérios, mais desgastados. Antigamente discutia com alguém, dava uns berros, chorava umas lágrimas nem que fosse de frustração e depois estava tudo bem e andava para a frente.

Não, não foi com o P. que discuti. Tudo menos isso.
Felizmente, estamos nisto juntos. Nesta nossa batalha por melhorar a nossa casinha e em acreditar que as coisas vão correr bem.

Nem sempre os outros têm de enganar-nos, de esquecer-se de nós e de nos tentar esmagar com mentiras. Nem sempre as coisas têm de atrasar, em dias de bom tempo, e logo quando o dinheiro está empatado do outro lado.

Nunca devia deixar as coisas afectarem-me assim, estas tão sem importância.
Ninguém morre, ninguém está doente e tenho um amor maior que o mundo. E que está cá para me dizer que vai tudo correr bem. Que sim, que as coisas vão resolver-se.

Mas às vezes custa tanto ser adulta num mundo ao contrário...
Não havendo forma de controlar ou mudar a situação, devia mudar de atitude.

Meditar ou chorar?... Ou dançar?

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Up on the roof



A música é no mínimo contraditória para quem tem passado muito tempo a preocupar-se com o dito cujo Telhado. Estes senhores não tinham  litros de água em casa por causa do dito cujo, não. Mas enfim, dou a desculpa, que o Sr. M. até é rapaz para ser deste tempo e o melhor é mantê-lo feliz e não contradizer muito para ver se se despacha com o trabalhinho.
E depois, fica prometido, "I'll get away from the hustling crowd, and all that rat-race noise down in the street (up on the roof). On the roof, the only place I know, where you just have to wish to make it so".

Vá, bora lá, Let's go up on the roof

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Your Song

Há manhãs que deviam começar sempre assim. Mesmo que com chuva.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Her morning elegance

É impressionante como as coisas todas às vezes fluem e se conjugam sozinhas.
E é também impressionante quando aquelas que não fluem também não incomodam, e nos deixam fluir ao som da música, do sol e do frio do quase Inverno.

É quase fim-de-semana.

"And She fights for her life
As she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
As it pours
And she fights for her life
Where people are pleasently strange
And counting the change
And She goes...
Nobody knows"

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

No one's gonna love you

Ontem tive uma daquelas situações muito chatas no trabalho.
Quem me conhece sabe que não suporto ser chamada do que quer que seja.

Desta vez, consegui ter jogo de cintura para ficar bem na fotografia.
É por isso que não sou gorda, pensei. Vou dando a volta ao hula-hoop das situações e a coisa até vai correndo bem.
Deve ser por isso que a pessoa que me insultou até é para o roliça.

Tudo isto cansa. Mas vou acreditar no karma.
E lá saí com uma grande neura, e sem vontade nenhuma de me enfiar no ginásio, mas foi tão bom...
Faltou a música, mas os músculos ressentiram-se.
E não há coisa melhor para deixar de pensar no que os outros nos disseram, do que ouvir o que o corpo nos diz.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Quiet Nights (Corcovado)

Ontem já estávamos os dois em casa quando começou o noticiário. Coisa rara.
Pedi um gin, e tu lá desencantaste um Hendricks com mangericão e água tónica para os dois.

"Começo a perceber por que é que a tua mãe gosta tanto de beber isto quando chega a casa, ao fim do dia".
So true.
E devia ser sempre assim.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

We'll meet again

Hoje, ao ouvir o "We'll meet again" cantado pelo Johnny Cash só consegui pensar que parecia um belo epitáfio.
E já aprendi que não estava assim tão errada...



Segundo a Wikipedia,
""We'll Meet Again" is a 1939 song made famous by British singer Vera Lynn [...]. The song is one of the most famous songs of the Second World War era, and resonated with soldiers going off to fight and their families and sweethearts. The assertion that "we'll meet again" is optimistic, as many soldiers did not survive to see their loved ones again. Indeed, the meeting place at some unspecified time in the future would have been seen by many who lost loved ones to be heaven."

Bonito.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Words

Isto:
Fez-me recordar aquele dia em que o tio P. e a tia G. me ensinaram a responder aos meus pais lá do alto da adolescência: "Por favor, não coarctes a expansão da minha idiossincrasia."

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Life in Technicolor

Apesar de saber da crise, da angústia que será, dos anos difíceis que vêm aí, da falta de condições e de tudo tudo o que é mau, já dei umas boas gargalhadas hoje. E estou feliz por isso.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Daughter

Nem por acaso hoje um amigo pôs isto no FB. Já conhecia, o M. já me tinha enviado na nossa partilha contínua de fascinantes TED Talks. Mas quem me dera saber esta de cor.

"If I should have a daughter…“Instead of “Mom”, she’s gonna call me “Point B.” Because that way, she knows that no matter what happens, at least she can always find her way to me. And I’m going to paint the solar system on the back of her hands so that she has to learn the entire universe before she can say “Oh, I know that like the back of my hand.”

She’s gonna learn that this life will hit you, hard, in the face, wait for you to get back up so it can kick you in the stomach. But getting the wind knocked out of you is the only way to remind your lungs how much they like the taste of air.There is hurt, here, that cannot be fixed by band-aids or poetry, so the first time she realizes that Wonder-woman isn’t coming, I’ll make sure she knows she doesn’t have to wear the cape all by herself. Because no matter how wide you stretch your fingers, your hands will always be too small to catch all the pain you want to heal. Believe me, I’ve tried.

And “Baby,” I’ll tell her “don’t keep your nose up in the air like that, I know that trick, you’re just smelling for smoke so you can follow the trail back to a burning house so you can find the boy who lost everything in the fire to see if you can save him. Or else, find the boy who lit the fire in the first place to see if you can change him.”

But I know that she will anyway, so instead I’ll always keep an extra supply of chocolate and rain boats nearby, ‘cause there is no heartbreak that chocolate can’t fix. Okay, there’s a few heartbreaks chocolate can’t fix. But that’s what the rain boots are for, because rain will wash away everything if you let it.

I want her to see the world through the underside of a glass bottom boat, to look through a magnifying glass at the galaxies that exist on the pin point of a human mind. Because that’s how my mom taught me. That there’ll be days like this,“There’ll be days like this my momma said” when you open your hands to catch and wind up with only blisters and bruises. When you step out of the phone booth and try to fly and the very people you wanna save are the ones standing on your cape. When your boots will fill with rain and you’ll be up to your knees in disappointment and those are the very days you have all the more reason to say “thank you,” ‘cause there is nothing more beautiful than the way the ocean refuses to stop kissing the shoreline no matter how many times it’s sent away.

You will put the “wind” in win some lose some, you will put the “star” in starting over and over, and no matter how many land mines erupt in a minute be sure your mind lands on the beauty of this funny place called life.

And yes, on a scale from one to over-trusting I am pretty damn naive but I want her to know that this world is made out of sugar. It can crumble so easily but don’t be afraid to stick your tongue out and taste it.

“Baby,” I’ll tell her “remember your mama is a worrier but your papa is a warrior and you are the girl with small hands and big eyes who never stops asking for more.”

Remember that good things come in threes and so do bad things and always apologize when you’ve done something wrong but don’t you ever apologize for the way your eyes refuse to stop shining.

Your voice is small but don’t ever stop singing and when they finally hand you heartbreak, slip hatred and war under your doorstep and hand you hand-outs on street corners of cynicism and defeat, you tell them that they really ought to meet your mother."

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Like a Man

Desde que acordei naquela manhã de outubro, na Madeira, que penso em escrever.
Tive provavelmente o sonho mais bonito de sempre, mesmo que ridículo.

Deitada algures, provavelmente num hospital, sabia que tinha tido um filho. Estava aflita, porque por alguma razão não o tinha visto ainda.
Depois, os braços de alguém chegaram com ele, um rapaz, e fiquei com os olhos marejados de lágrimas.
Peguei nele, "este é que é o meu Tomé", pensei, e de repente tão só isto num sentimento tão bonito quanto indescritível. Deve ser qualquer coisa como amor de mãe.

Depois olho bem para ele. Perfeitinho. E não tinha óculos aos quadradinhos, mas tinha barba, o que para mim era perfeitamente normal.

Acordei e eu que sempre pensei que um dia teria meninas, descobri que no dia em que for, há-de ser o que for.

P.S- Que se lixe quem ler isto. Não gozem, mas podem rir.
E não não estou a tentar ter um filho. Houve uma altura em que pela impossibilidade de poder tê-los a vontade até estava mais presente, mas desde que tive "alta" que a serenidade me deixa olhar para as coisas de outra forma. E sonhar não faz mal a ninguém.

When you're smiling

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Country


Lá havia buracos, mas ultrapassáveis.
Agora voltei e à minha volta só falam em crise.

Ao menos o bom tempo, salve-nos o bom tempo.
Subdesenvolvimento é sinónimo de tropicalismo. E gosto disso... Embora esteja farta da política do "amanhã logo se vê das implicações de não apoiar o empreendedorismo, a iniciativa e a proatividade, e a valorização da competência, e vamos mas é cortar nos custos e cobrar mais impostos na comida, na roupa, nos transportes, e em tudo o que houver."

Diz que no paraíso andavam nus.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

My same

Ontem recebi uma mensagem de uma amiga. Aparentemente estava a dar um filme no canal Hollywood, cuja personagem principal, chamada Jane, seria super parecida comigo.
Diz ela a dada altura:

JANE
  Come on -- don't take it the
  wrong way.  I just know about
  things.
Humpf, não vejo as parecenças...
O filme é este:

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Tonight will be fine

Falávamos neles no Domingo.
Que estarão sempre cá.

Entre nós há cumplicidade permanente. Daquela que permanece mesmo que passem dez anos, quinze, vinte. Mesmo que durante esses anos todos não nos víssemos.

Vamos sempre sentir na pele os sorrisos e as lágrimas, uns dos outros. 
Vamos estar sempre lá, mesmo que não estejamos.

Entre nós já houve mortes e já houve doenças e outras coisas más que tais. Estivemos juntos.
Entre nós já houve vidas novas, já houve casamentos e pedidos de casamento, noivados e passagens de ano.

Somos filhos uns dos outros, numa linha indelével.
Não é família, é Família.

MJ e T., estaremos todos sempre cá.


What other Guy

Estou a ficar demasiado parecida com a minha mãe.
Ela sempre gostou de Leonard Cohen.
Eu gosto do filho e das palavras bonitas que escreve.



I know what you look like in the morning...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Patience

Haja paciência, Haja paciência, Haja paciência, Haja paciência Haja paciência, Haja paciência, Haja paciência, Haja paciência, Haja paciência, Haja paciência, Haja paciência, Haja paciência, Haja paciência, Haja paciência.

Já chega de merdinhas, por favor.
Depois das lâmpadas e das pilhas que avariaram e que comprei erradas e depois lá comprei as certas, depois da chave partida dentro do aparador (e que ainda lá está), depois do susto com o P. e de passarmos a noite inteira nas urgências do São José e descobrir que felizmente não é nada de grave, depois de a televisão não dar sinal e de já ter combinado que a vão buscar amanhã, depois do telhado novo mais uma vez atrasar e de eu ter tanto medo que chova e que fique com uma inundação em casa quando mudarem o telhado, depois disto tudo, gostava que já chegasse de merdinhas por agora e me deixassem um bocadinho em paz, sozinha ou muitíssimo bem acompanhada sem nada de nada de mais picuinhices chatas de coisas adultas. Se baterem mais à porta, ligarem ou mandarem email, recebem o out-of-office ou vão parar ao voicemail.
Agora é assim até daqui a duas semanas - uma de pré-férias e cansaço e outra de férias puras. E que se lixe.

Só se pode ser verdadeiramente feliz com estas merdinhas às vezes pelo meio, não é?...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dancemos no Mundo

Os meus últimos dois dias têm sido preenchidos com merdinhas daquelas que cansam.
Nada de especial, fora a obsessiva que anda atrás do A. (o que me preocupa), temos a chave do aparador novo e caríssimo que se partiu dentro da fechadura, a lâmpada do frigorífico que fundiu, o telecomando que ficou (outra vez) sem pilhas, a enxaqueca do costume...
Quando ontem fui comprar os bilhetes ao Dona Maria, às 19h10 e descobri que a bilheteira tinha fechado às 19h00 pensei que ia começar a chorar.

Em vez disso, fui muuuuiiiittttoooo simpática para com o "bilheteiro" que ainda lá estava e depois de pedir com muito jeitinho (vá, insinuei levemente com um sorrisinho), comprei os 8 bilhetes.

Mas tudo isto é suplantado pelo facto de te ver assim feliz.
Já merecias há tanto tempo, C.

Continua a contar as novidades com esse sorriso por detrás das palavras.
Esqueço-me das merdinhas e lembro-nos, a mim e ao P., de como foi naquele Janeiro de há quase cinco anos.
"Lembras-te? Andávamos a dormir em pé. É que nem dormíamos!". E depois dou-lhe um beijinho e "até logo, meu amor, tem um bom dia". Ele sai do carro e eu sigo. A dançarmos, juntos, no mundo.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Home (Edward Sharpe & Magnetic Zeros)

Este fim-de-semana foi perfeito.
Bem sei que trabalhaste, mas fomos àquele Chinês da Mouraria, ilegal, pela primeira vez e cheios de amigos.
E depois foi o Sábado, todo passado em Campo de Ourique. O Jardim da Parada, uma série de lojas e lojinhas, a feira de rua, a livraria e a Padaria Portuguesa com uma salada de salmão e molho de cebolinho.
Midnight in Paris e antes ainda houve sushi com os cada vez mais cúmplices T. e S.

Domingo com visitas quase surpresa, brasuca e espanhol, com direito a caminho pela Estrela, gelado na Artisani e apanhar o eléctrico (!) até à baixa. Primeira vez no cais das colunas e a pé para casa para fazer um jantar de tapas, contigo, com eles e mais a P. que também se juntou.

Home is whenever I'm with you.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Estar à espera ou procurar



Em analogia à impossibilidade de riqueza, mas da necessidade de aproveitar bem a vida com o que se tem.
Resultado de uma "reflexão" por email, entre amigos:

Assumo como exemplo os meus avós maternos. Esses viveram muito, com 4 filhos, de forma nunca extraordinariamente confortável, mas suficiente, até que venderam a "casa de família", que precisava de obras que eles não podiam pagar, para comprar um apartamento. Com o dinheiro que sobrou, foram a Macau, Hong Kong e Índia, a maior viagem que fizeram, e ainda levaram os netos todos a Cabo-Verde. Hoje a minha avó tem uma pensão boa, algum dinheiro no banco, mas muito pouca vontade de o gastar. É velhinha. Quando pôde, gastou-o e gastou-o bem. E sabe bem disso.

Já os meus avós paternos, sempre viveram mais do que modestamente. Sem despejar a água do autoclismo para não gastar, a deitar-se às 19h00 para não gastar dinheiro em luz e aquecimento... 
Tudo fazia prever que a vida modesta que levavam era motivada pela magra reforma do meu avô (a minha avó nunca trabalhou depois de casar). Viemos a descobrir, depois da morte da minha avó, que o meu avô ganha mais de reforma do que o que eu ganho por mês. É muito? Não, mas tem de chegar. Sem dívidas (pagaram a casa a pronto) e sem gastos, tem obviamente muito dinheiro no banco. E nem sequer é muito ligado aos filhos. 
Para quê? 
Agora é viúvo, está só e desmotivado pela crença absoluta que tinha de que morreria rapidamente se ficasse viúvo. Está doente, não quer tratar-se (sequer fazer exames) pois diz que não quer viver mais. 
Para quê pergunto novamente?...

aproveitar bem, como se pode. Sempre.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Does your mother know

Talvez seja estranho ainda me surpreender, mas parece que ainda há mães assim:


in Facebook do Querida Júlia, a propósito do período menstrual.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Set Fire to the Rain

Sempre fui assim, a ouvir músicas em repeat, até à exaustão, como se não houvesse mais nada, nada mais mesmo, que existisse para ouvir.
Quando era pequena, aceitava as chantagens da minha irmã e lavava a loiça, para em troca, poder ouvir três vezes a banda sonora da Evita. Isto na aparelhagem da sala, a única que havia e aos berros.
"Don't cry for me argentina", no sótão e tudo, três andares acima.

Não mudei.
O Set Fire to the Rain está a tocar nos meus ouvidos, non stop, desde as 9 da manhã (por vezes descuido-me e o Rolling in the Deep ou o Crazy For You também passam). Non stop, com leitura de contrato por cima, contas novas de outro.Gasto o calcanhar aos pulos, único movimento discreto que posso fazer e às vezes até mexo a mão. Hoje em dia, há auscultadores. Que bom para os outros, e para mim.

"But I set fire to the rain,Watched it pour as I touched your face,
Well, it burned while I cried,
Cause I heard it screaming out your name, your name!"

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

I think I'm ready

E o camandro e tal e coiso.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

domingo, 4 de setembro de 2011

One year of love

"Just one year of love is better than a lifetime alone", diz o nosso Freddie.
Continuemos todos os anos que vierem.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Happiness



Estas férias não foram mais do que uma gigantesca lufada de ar fresco, e isso já é mais, muito mais, do que seria esperado.
Voltei com ideias, com energia, com capacidade de trabalho, com optimismo e motivação como há muito não tinha.
Na Sexta-feira, a próxima, tenho aquilo que, espero, representará o fecho da nuvem que tem tingido alguns, muitos, dias dos últimos dois anos. Se tudo correr bem, e vai correr, vou descobrir que tudo se foi.
E isso é tão bom como férias.

Faço um ano de casada, voltei de férias, as coisas avançam e vai tudo correr bem.
Não há como não estar feliz.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Barbie Girl

Voltei de férias e dessas falarei depois, com mais calma.
Hoje é dia de descobrir que a Barbie se casou e que o Ken está dez anos mais novo.
Será a Barbie que também tem direito ou nós que somos um pouco Barbie?...

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"Super-talented—and super-creative!—photographer Beatrice de Guigne masterminded this ingenious photo shoot then captured it all on film over three days."