Vontade de me casar de novo.
Vontade de ter um 2013 em que nada de mau aconteça.
Vontade de ver os meus "sobrinhos" ao vivo e a cores, primeiro o Tiago, depois a Teresa Esperança, depois o André.
Já cortei o cabelo para deixar as coisas más e pesadas para trás. Estou prontinha para me encher de coisas novas. E boas.
E para ver tanta vida nova à minha volta.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
In the morning
Tenho para mim que este Natal rima com CAMA.
E não é só dessa cama que estou a falar, estou mesmo a falar de ronha, de lençois e edredons, de dormir até tardíssimo sem problemas de consciência.
Count down here we go :-)
E não é só dessa cama que estou a falar, estou mesmo a falar de ronha, de lençois e edredons, de dormir até tardíssimo sem problemas de consciência.
Count down here we go :-)
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Friends will be friends
Hoje ao almoço estive a falar com uma amiga sobre uns amigos comuns, ela grávida em repouso absoluto, ele a tentar gerir tudo e sem grande apoio familiar (uma vez que a família de ambos vive fora de Lisboa).
Temos ido, eu e o P., fazer o jantar a casa deles, uma vez por semana: levamos o jantar (ou cozinhamos lá), tratamos da cozinha, pomos a loiça na máquina (ou tiramos se for caso disso), damos duas palhetas de conversa, bebemos um bom vinho, e vimos embora.
Este fim de semana o mais provável é irmos lá ajudar a tirar a tralha do quarto que será o quarto do bebé (que está quase para nascer) para ele não ter de tirar todas as coisas pesadas sozinho (e que incluem estruturas de armários).
A minha amiga responde espantada: "mas que grandes amigos! Vocês é impressionante! estão sempre disponíveis para ajudar os vossos amigos".
E confesso que não percebi.
Gosto de contar que estamos a fazer isto, porque gosto de saber que estou a ajudar no que for preciso, quem mais precisa. Mas não espero reacções destas.
Se custa?
Sim, às vezes sai do pelo, até custa dinheiro.
Mas é tão natural como qualquer gesto de carinho.
E não percebo o espanto.
Enquanto der para fazermos isto, vamos sempre fazer. Eles merecem, eles precisam, e mesmo que um dia precisemos do mesmo e por algum motivo eles não puderem retribuir, não faz mal, não é isso que esperamos.
Não estaríamos de consciência limpa e tranquila, se não ajudássemos o que pudéssemos.
É verdade que custa, mas compensa a sensação de os ver mais descansados, e felizes, ao mesmo tempo que vemos uma barriguinha a crescer.
Tão natural como qualquer gesto de carinho.
Temos ido, eu e o P., fazer o jantar a casa deles, uma vez por semana: levamos o jantar (ou cozinhamos lá), tratamos da cozinha, pomos a loiça na máquina (ou tiramos se for caso disso), damos duas palhetas de conversa, bebemos um bom vinho, e vimos embora.
Este fim de semana o mais provável é irmos lá ajudar a tirar a tralha do quarto que será o quarto do bebé (que está quase para nascer) para ele não ter de tirar todas as coisas pesadas sozinho (e que incluem estruturas de armários).
A minha amiga responde espantada: "mas que grandes amigos! Vocês é impressionante! estão sempre disponíveis para ajudar os vossos amigos".
E confesso que não percebi.
Gosto de contar que estamos a fazer isto, porque gosto de saber que estou a ajudar no que for preciso, quem mais precisa. Mas não espero reacções destas.
Se custa?
Sim, às vezes sai do pelo, até custa dinheiro.
Mas é tão natural como qualquer gesto de carinho.
E não percebo o espanto.
Enquanto der para fazermos isto, vamos sempre fazer. Eles merecem, eles precisam, e mesmo que um dia precisemos do mesmo e por algum motivo eles não puderem retribuir, não faz mal, não é isso que esperamos.
Não estaríamos de consciência limpa e tranquila, se não ajudássemos o que pudéssemos.
É verdade que custa, mas compensa a sensação de os ver mais descansados, e felizes, ao mesmo tempo que vemos uma barriguinha a crescer.
Tão natural como qualquer gesto de carinho.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
All I want
O Zeitgeist do Google.
Quando vejo o Zeitgeist do Google acho sempre que ele me percebe. Não é por adivinhar o que estou a pesquisar. É mais estilo horóscopo, aquilo que me diz adapta-se ao que eu penso e ao que eu quero.
Ora vejamos: Curiosity | Inspiration | Relief | Choice | Change | Something Special.
Isto podia ser a história do meu 2012. Nesta ordem, até.
Sim, sei bem que pode ser a de quase todas as pessoas.
Mas deixem-me por momentos pensar que o Google me percebe, e que 2013 é mesmo o meu ano.
Quando vejo o Zeitgeist do Google acho sempre que ele me percebe. Não é por adivinhar o que estou a pesquisar. É mais estilo horóscopo, aquilo que me diz adapta-se ao que eu penso e ao que eu quero.
Ora vejamos: Curiosity | Inspiration | Relief | Choice | Change | Something Special.
Isto podia ser a história do meu 2012. Nesta ordem, até.
Sim, sei bem que pode ser a de quase todas as pessoas.
Mas deixem-me por momentos pensar que o Google me percebe, e que 2013 é mesmo o meu ano.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
I dreamed a dream
Hoje comecei em dia não, mas depois percebi que o que aí vem é 2013 e lembrei-me da tendência que temos para o 13, quase como lucky number.
Quando não nos sentimos bem, mais vale pensar que ao menos em breve será melhor.
E 2013 é que é (ou então não, mas isso agora não interessa sequer ao menino jesus sem vaca e sem burro).
Quando não nos sentimos bem, mais vale pensar que ao menos em breve será melhor.
E 2013 é que é (ou então não, mas isso agora não interessa sequer ao menino jesus sem vaca e sem burro).
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Transformation
O mínimo que se pode dizer das últimas três semanas é que têm sido intensas.
Acho que vou passar o fim-de-semana a sofazar.
Acho que vou passar o fim-de-semana a sofazar.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Santa Claus is coming to town
Hoje de manhã, à entrada do meu local de trabalho, vi o Pai Natal.
Estava descaracterizado mas era mesmo o Pai Natal: a barba, as bochechas, a barriga. Enfim, era o Pai Natal.
Depois na recepção, ouvi dizer que era uma chatice, que o Pai Natal tinha partido o cadeirão: uma travagem brusca na autoestrada e lá tinha ido o cadeirão por ali fora.
À hora de almoço, saí para ir às compras, e cruzei-me de novo com o ele, o Pai Natal, que estava ao lado da sua carrinha branca, a receber dinheiro (em notas de 20€) de uma rapariga da produção.
O Pai Natal também é gente.
Até deve fazer chichi e tudo.
Estava descaracterizado mas era mesmo o Pai Natal: a barba, as bochechas, a barriga. Enfim, era o Pai Natal.
Depois na recepção, ouvi dizer que era uma chatice, que o Pai Natal tinha partido o cadeirão: uma travagem brusca na autoestrada e lá tinha ido o cadeirão por ali fora.
À hora de almoço, saí para ir às compras, e cruzei-me de novo com o ele, o Pai Natal, que estava ao lado da sua carrinha branca, a receber dinheiro (em notas de 20€) de uma rapariga da produção.
O Pai Natal também é gente.
Até deve fazer chichi e tudo.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Don't you worry bout a thing
Acabei de ouvir a seguinte conversa entre duas colegas de trabalho:
Pergunta uma:
- Já chegámos ao dia mais curto do ano, ou ainda não?
Resposta da outra:
- Acho que não. Acho que é só lá para janeiro.
Consegui ficar caladinha, muito muito caladinha.
Mas nem sei como.
Pergunta uma:
- Já chegámos ao dia mais curto do ano, ou ainda não?
Resposta da outra:
- Acho que não. Acho que é só lá para janeiro.
Consegui ficar caladinha, muito muito caladinha.
Mas nem sei como.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Home (Philip Philips)
Viva o trabalho que eu tenho,
E o trabalho novo do P.
Mesmo que nos dê muito trabalho.
Viva as fases boas,
O amor,
As oliveiras e os amigos que aí vêm,
E as famílias dos amigos a crescer.
Viva a sorte que temos,
As velinhas e o karma.
Viva a persistência dos senhores do telhado,
E o sol azul que se pôs hoje.
Vivamos assim.
Viva.
E o trabalho novo do P.
Mesmo que nos dê muito trabalho.
Viva as fases boas,
O amor,
As oliveiras e os amigos que aí vêm,
E as famílias dos amigos a crescer.
Viva a sorte que temos,
As velinhas e o karma.
Viva a persistência dos senhores do telhado,
E o sol azul que se pôs hoje.
Vivamos assim.
Viva.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Primeiro dia
Cá por casa andamos um bocado nesta onda.
Simplesmente, o meu homem lembrou-se ontem de dizer que se sentia como um miúdo que ia começar o ano "numa escola nova".
E é mesmo assim: hoje ao jantar quero ouvi-lo falar do trabalho (e há tanto tempo que não queria ouvir falar do trabalho dele!), da onda, das instalações, do computador, da malta que por lá anda. E só quero ouvir boas notícias. Porque só vai haver boas notícias.
Temos tanta sorte.
"Fazer amigos com quem
não vai falar de males antigos de ninguém
se sobrevivo um dia eu hei-de ser alguém.
Esperar que a vida comece
Não para fazer apenas o que me apetece
só para não acordar como quem adormece."
Simplesmente, o meu homem lembrou-se ontem de dizer que se sentia como um miúdo que ia começar o ano "numa escola nova".
E é mesmo assim: hoje ao jantar quero ouvi-lo falar do trabalho (e há tanto tempo que não queria ouvir falar do trabalho dele!), da onda, das instalações, do computador, da malta que por lá anda. E só quero ouvir boas notícias. Porque só vai haver boas notícias.
Temos tanta sorte.
"Fazer amigos com quem
não vai falar de males antigos de ninguém
se sobrevivo um dia eu hei-de ser alguém.
Esperar que a vida comece
Não para fazer apenas o que me apetece
só para não acordar como quem adormece."
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
I Have Never Loved Someone
O amor maior é aquele em quem se pensa, sabendo que não há no mundo homem melhor.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Lemon Tree
Se na sexta o P. não tivesse sido despedido, agora não estava tão feliz por ver as coisas a acontecerem.
Até pode ser tramado, até pode não acontecer nada, mas esta sensação de estar contente pelas coisas que nos vão surgindo é, independentemente de tudo, impagável.
When life gives you lemons, make lemonade.
Ou então... :-)
Até pode ser tramado, até pode não acontecer nada, mas esta sensação de estar contente pelas coisas que nos vão surgindo é, independentemente de tudo, impagável.
When life gives you lemons, make lemonade.
Ou então... :-)
terça-feira, 20 de novembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Mantém-te firme
Vou ser forte e vou-me erguer.
E ter coragem de querer.
Não ceder nem desistir.
Eu prometo.
E ter coragem de querer.
Não ceder nem desistir.
Eu prometo.
domingo, 18 de novembro de 2012
Hallelujah
É bom acreditar que as fases incertas não têm de ser necessariamente para pior.
Mas não vou negar que é duro.
Estávamos tão confortáveis, na nossa pequenina vida feliz (quase) garantida, nem rica nem pobre. E agora, pelo menos para já, somos abanados, tipo safanão, tipo "abram os olhos".
Ainda não chorei, mas também não sei se devia.
Já houve alturas nestes três dias em que me apeteceu fugir e fechar uma porta para chorar, mas nunca consegui. Pensei sempre que eu é que tenho que ser a forte, que eu é que tenho de guiar o barco, porque o P. tem todo o direito a estar mais desorientado do que eu.
Depois tenho a certeza que tudo pode ser melhor do que era até agora, que ele pode ser verdadeiramente mais feliz, que há males que vêm por bem, até porque há pessoas que estarão sempre pior do que nós.
Mas também tenho a certeza, que o que temos à frente é um enorme ponto de interrogação que nos cabe, juntos, desbravar. É mais um desafio.
É um misto de emoções, mas há pelo menos a certeza que já passámos por muito pior, juntos, e sobrevivemos. Somos assim, de nos juntarmos mais quando a vida nos ataca.
Pois então, olhemo-la de frente e vejamos o que vem aí.
Daqui a uns meses sei que hei-de pensar que isto foi o melhor que nos aconteceu.
Agora, enfim, é um novo estado. E um novo estado precisa de tempo para deixar de ser estranho.
Mas não vou negar que é duro.
Estávamos tão confortáveis, na nossa pequenina vida feliz (quase) garantida, nem rica nem pobre. E agora, pelo menos para já, somos abanados, tipo safanão, tipo "abram os olhos".
Ainda não chorei, mas também não sei se devia.
Já houve alturas nestes três dias em que me apeteceu fugir e fechar uma porta para chorar, mas nunca consegui. Pensei sempre que eu é que tenho que ser a forte, que eu é que tenho de guiar o barco, porque o P. tem todo o direito a estar mais desorientado do que eu.
Depois tenho a certeza que tudo pode ser melhor do que era até agora, que ele pode ser verdadeiramente mais feliz, que há males que vêm por bem, até porque há pessoas que estarão sempre pior do que nós.
Mas também tenho a certeza, que o que temos à frente é um enorme ponto de interrogação que nos cabe, juntos, desbravar. É mais um desafio.
É um misto de emoções, mas há pelo menos a certeza que já passámos por muito pior, juntos, e sobrevivemos. Somos assim, de nos juntarmos mais quando a vida nos ataca.
Pois então, olhemo-la de frente e vejamos o que vem aí.
Daqui a uns meses sei que hei-de pensar que isto foi o melhor que nos aconteceu.
Agora, enfim, é um novo estado. E um novo estado precisa de tempo para deixar de ser estranho.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Don't stop me now
Às vezes engulo tanta coisa só pelo cuidado de preservar amigos...
Mas pelo menos aqui posso desabafar:
- ontem houve uma autêntica rixa para os lados da Assembleia;
- qualquer pessoa informada ou que fale com outros saberia que era perigoso passar perto de QUALQUER rua junto à assembleia;
- no entanto, diz que não há "outro" caminho, segue-se por aí, entra-se em pânico quando se descobre que se está junto à molhada toda, e chega-se a casa num pranto (um bocadinho histérico demais para o meu gosto);
- mas, meus amigos, CLARO que se tem tempo de fazer um vídeozinho de um dos vidrões a arder, porque é bonito para a fotografia e para a posteridade.
A arte do exagero é uma coisa linda.
Ou então é só estupidez.
Mas pelo menos aqui posso desabafar:
- ontem houve uma autêntica rixa para os lados da Assembleia;
- qualquer pessoa informada ou que fale com outros saberia que era perigoso passar perto de QUALQUER rua junto à assembleia;
- no entanto, diz que não há "outro" caminho, segue-se por aí, entra-se em pânico quando se descobre que se está junto à molhada toda, e chega-se a casa num pranto (um bocadinho histérico demais para o meu gosto);
- mas, meus amigos, CLARO que se tem tempo de fazer um vídeozinho de um dos vidrões a arder, porque é bonito para a fotografia e para a posteridade.
A arte do exagero é uma coisa linda.
Ou então é só estupidez.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Sisters are doin' it for themselves
Vou ter um fim de semana cheio de visitas.
Não estava previsto, ia ter a R. só e vá, o meu pai que vinha cá rapidinho no Domingo.
Mas 2184 km de distância às vezes são demais para quem nos diz muito.
Por isso, ela vem, e vai ser muito bom.
Até porque hoje é o Primeiro dia do resto da vida dela, e para frente é que é o caminho.
Não estava previsto, ia ter a R. só e vá, o meu pai que vinha cá rapidinho no Domingo.
Mas 2184 km de distância às vezes são demais para quem nos diz muito.
Por isso, ela vem, e vai ser muito bom.
Até porque hoje é o Primeiro dia do resto da vida dela, e para frente é que é o caminho.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Move on Up
Ontem tive um pesadelo tão horrível e tão real, que passei a manhã estremunhada, dentro da cama, a tentar apagar a memória. Diz que é uma treta estarmos sempre a esquecer dos sonhos bons, mas depois quando sonhamos pesadelos horríveis e acordamos agitados às 8 da manhã como é que é?... Pois.
Mas não sou menina para me lamentar com uma coisa que NÃO aconteceu, nem vai acontecer e que está só na minha cabeça! Ora essa!
Só que desta vez demorou mais tempo, talvez por ser um medo tão cá dentro... mas enfim, como não sou pessoa para andar aqui a pensar em coisas negativas a ver se elas acontecem, levantei-me e fui apanhar um pifozito no Encontro com o Vinho - e com as melhores companhias.
Move on up :-)
Mas não sou menina para me lamentar com uma coisa que NÃO aconteceu, nem vai acontecer e que está só na minha cabeça! Ora essa!
Só que desta vez demorou mais tempo, talvez por ser um medo tão cá dentro... mas enfim, como não sou pessoa para andar aqui a pensar em coisas negativas a ver se elas acontecem, levantei-me e fui apanhar um pifozito no Encontro com o Vinho - e com as melhores companhias.
Move on up :-)
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
You only live once
Não vou trabalhar para o sítio onde fui a entrevista.
Sentir-me-ia a trair aquilo que sou e não estou desesperada.
Hoje estou triste.
Uma amiga do P. morreu e eu não posso fazer nada para melhorar a situação, exceto estar aqui, que estou.
Hoje estou triste, por isso deixem-me dizer asneiras.
PORRA.
Sentir-me-ia a trair aquilo que sou e não estou desesperada.
Hoje estou triste.
Uma amiga do P. morreu e eu não posso fazer nada para melhorar a situação, exceto estar aqui, que estou.
Hoje estou triste, por isso deixem-me dizer asneiras.
PORRA.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Don't take it too bad
Da arte de relativizar :-)
"O Juvenal tava desempregado há meses. Com a resistência que só os
brasileiros tem, o Juvenal foi tentar mais um emprego em mais uma
entrevista.
Ao chegar no escritório, o entrevistador observou que o candidato
tinha exatamente o perfil desejado, as virtudes ideais e lhe
perguntou:
- Qual foi seu último salário?
- 'Salário mínimo', respondeu Juvenal.
- Pois se o Sr. for contratado ganhará 10 mil dólares por mês!
- Jura?
- Que carro o Sr. tem?
- Na verdade, agora eu só tenho um carrinho pra vender pipoca na
rua e um carrinho de mão!
- Pois se o senhor trabalhar conosco ganhará um Audi para você e
uma BMW para sua esposa! Tudo zero!
- Jura?
- O senhor viaja muito para o exterior?
- O mais longe que fui foi pra Belo Horizonte, visitar uns
parentes...
- Pois se o senhor trabalhar aqui viajará pelo menos 10 vezes por
ano, para Londres, Paris, Roma, Mônaco, Nova Iorque, etc.
- Jura?
- E lhe digo mais... O emprego é quase seu. Só não lhe confirmo
agora porque tenho que falar com meu gerente. Mas é praticamente
garantido. Se até amanhã (sexta-feira) à meia-noite o senhor NÃO
receber um telegrama nosso cancelando, pode vir trabalhar na
segunda-feira.
Juvenal saiu do escritório radiante. Agora era só esperar até a
meia-noite da sexta-feira e rezar para que não aparecesse nenhum
maldito telegrama.
Sexta-feira mais feliz não poderia haver. E Juvenal reuniu a
família e contou as boas novas.
Convocou o bairro todo para uma churrascada comemorativa a base
de muita música.
Sexta de tarde já tinha um barril de choop aberto. As 9 horas da
noite a festa fervia.
A banda tocava, o povo dançava, a bebida rolava solta. Dez horas,
e a mulher de Juvenal aflita, achava tudo um exagero.
A vizinha gostosa, interesseira, já se jogava pra perto do
Juvenal.
E a banda tocava!
E o chopp gelado rolava!
O povo dançava!
Onze horas, Juvenal já era o rei do bairro.
Gastaria horrores para o bairro encher a pança. Tudo por conta do
primeiro salário. E a mulher resignada, meio aflita, meio alegre,
meio boba, meio assustada.
Onze horas e cinqüenta e cinco minutos........
Vira na esquina buzinando feito louco uma motoca amarela...
Era do Correio!
A festa parou!
A banda calou!
A tuba engasgou!
Um bêbado arrotou!
Uma velha peidou!
Um cachorro uivou!
Meu Deus, e agora? Quem pagaria a conta da festa?
- Coitado do Juvenal! Era a frase mais ouvida.
-Jogaram água na churrasqueira!
O chopp esquentou!
A mulher do Juvenal desmaiou!
A motoca parou!
- Senhor Juvenal Batista Romano Barbieri?
- Si, si, sim, so, so, sou eu...
A multidão não resistiu...
- OOOOOHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!
- Telegrama para o senhor...
Juvenal não acreditava...
Pegou o telegrama, com os olhos cheios d'água, ergueu a cabeça e
olhou para todos.
Silêncio total.
Respirou fundo e abriu o telegrama.
Uma lágrima rolou, molhando o telegrama..
Olhou de novo para o povo e a consternação era geral.
Tirou o telegrama do envelope, abriu e começou a ler.
O povo em silêncio aguardava a notícia e se perguntava:
- E agora? Quem vai pagar essa festa toda?
Juvenal recomeçou a ler, levantou os olhos e olhou mais uma vez
para o povo que o encarava...
Então, Juvenal abriu um largo sorriso, deu um berro triunfal e
começou a gritar eufórico:
- Vóvó morreeeeuuu! Vóvó Morreeeeuuu!!!!!!!"
P.S. - Sim, eu sei que a família é muito mais importante, mas soltei uma boa gargalhada :-)
"O Juvenal tava desempregado há meses. Com a resistência que só os
brasileiros tem, o Juvenal foi tentar mais um emprego em mais uma
entrevista.
Ao chegar no escritório, o entrevistador observou que o candidato
tinha exatamente o perfil desejado, as virtudes ideais e lhe
perguntou:
- Qual foi seu último salário?
- 'Salário mínimo', respondeu Juvenal.
- Pois se o Sr. for contratado ganhará 10 mil dólares por mês!
- Jura?
- Que carro o Sr. tem?
- Na verdade, agora eu só tenho um carrinho pra vender pipoca na
rua e um carrinho de mão!
- Pois se o senhor trabalhar conosco ganhará um Audi para você e
uma BMW para sua esposa! Tudo zero!
- Jura?
- O senhor viaja muito para o exterior?
- O mais longe que fui foi pra Belo Horizonte, visitar uns
parentes...
- Pois se o senhor trabalhar aqui viajará pelo menos 10 vezes por
ano, para Londres, Paris, Roma, Mônaco, Nova Iorque, etc.
- Jura?
- E lhe digo mais... O emprego é quase seu. Só não lhe confirmo
agora porque tenho que falar com meu gerente. Mas é praticamente
garantido. Se até amanhã (sexta-feira) à meia-noite o senhor NÃO
receber um telegrama nosso cancelando, pode vir trabalhar na
segunda-feira.
Juvenal saiu do escritório radiante. Agora era só esperar até a
meia-noite da sexta-feira e rezar para que não aparecesse nenhum
maldito telegrama.
Sexta-feira mais feliz não poderia haver. E Juvenal reuniu a
família e contou as boas novas.
Convocou o bairro todo para uma churrascada comemorativa a base
de muita música.
Sexta de tarde já tinha um barril de choop aberto. As 9 horas da
noite a festa fervia.
A banda tocava, o povo dançava, a bebida rolava solta. Dez horas,
e a mulher de Juvenal aflita, achava tudo um exagero.
A vizinha gostosa, interesseira, já se jogava pra perto do
Juvenal.
E a banda tocava!
E o chopp gelado rolava!
O povo dançava!
Onze horas, Juvenal já era o rei do bairro.
Gastaria horrores para o bairro encher a pança. Tudo por conta do
primeiro salário. E a mulher resignada, meio aflita, meio alegre,
meio boba, meio assustada.
Onze horas e cinqüenta e cinco minutos........
Vira na esquina buzinando feito louco uma motoca amarela...
Era do Correio!
A festa parou!
A banda calou!
A tuba engasgou!
Um bêbado arrotou!
Uma velha peidou!
Um cachorro uivou!
Meu Deus, e agora? Quem pagaria a conta da festa?
- Coitado do Juvenal! Era a frase mais ouvida.
-Jogaram água na churrasqueira!
O chopp esquentou!
A mulher do Juvenal desmaiou!
A motoca parou!
- Senhor Juvenal Batista Romano Barbieri?
- Si, si, sim, so, so, sou eu...
A multidão não resistiu...
- OOOOOHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!
- Telegrama para o senhor...
Juvenal não acreditava...
Pegou o telegrama, com os olhos cheios d'água, ergueu a cabeça e
olhou para todos.
Silêncio total.
Respirou fundo e abriu o telegrama.
Uma lágrima rolou, molhando o telegrama..
Olhou de novo para o povo e a consternação era geral.
Tirou o telegrama do envelope, abriu e começou a ler.
O povo em silêncio aguardava a notícia e se perguntava:
- E agora? Quem vai pagar essa festa toda?
Juvenal recomeçou a ler, levantou os olhos e olhou mais uma vez
para o povo que o encarava...
Então, Juvenal abriu um largo sorriso, deu um berro triunfal e
começou a gritar eufórico:
- Vóvó morreeeeuuu! Vóvó Morreeeeuuu!!!!!!!"
P.S. - Sim, eu sei que a família é muito mais importante, mas soltei uma boa gargalhada :-)
The best is yet to come
Para mim, para o Obama, para todos, The best is yet to come.
Não há nada que uma boa noite de sono não faça :-)
Não há nada que uma boa noite de sono não faça :-)
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
What if?
Oooooh, that's right
Let's take a breath jump over the side.
Oooooh, that's right
How can you know it when you don't even try?
Oooooh, that's right
Let's take a breath jump over the side.
Oooooh, that's right
How can you know it when you don't even try?
Oooooh, that's right
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Isto anda tudo ligado
Tenho uma ligeira sensação de que hoje "não devia" estar a trabalhar.
Deve ser o corpo que acha que é domingo ou então de sentir que está perto uma decisão difícil e com muitos ses...
Estou a tentar não sofrer por antecipação mas é tão complicado...
P.S.- A única coisa boa disto tudo, é ter a certeza que somos dois.
É uma decisão a dois. E isso é muito muito bom.
Deve ser o corpo que acha que é domingo ou então de sentir que está perto uma decisão difícil e com muitos ses...
Estou a tentar não sofrer por antecipação mas é tão complicado...
P.S.- A única coisa boa disto tudo, é ter a certeza que somos dois.
É uma decisão a dois. E isso é muito muito bom.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Paradise
Ora diz que se desejarmos com muita muita força se concretiza.
Vá, já fechei os olhos com muita força, agora quando os abrir leva-me de volta!
Vá, já fechei os olhos com muita força, agora quando os abrir leva-me de volta!
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
I won't give up
Estou farta de ouvir falar de gente que foi despedida.
Eu e o P. estamos bem, pelo menos para já (nada é seguro na vida, mas somos optimistas por natureza).
Há dias em só consigo trabalhar depois de ver isto:
E de repitir dez vezes:
I will win. Why? Because I have faith, courage, enthusiasm!
Eu e o P. estamos bem, pelo menos para já (nada é seguro na vida, mas somos optimistas por natureza).
Há dias em só consigo trabalhar depois de ver isto:
E de repitir dez vezes:
I will win. Why? Because I have faith, courage, enthusiasm!
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Reading (from The Reader)
Ontem fiquei meia chocada com as respostas de duas colegas minhas, aqui do trabalho, enquanto trocávamos e-mails sobre o que oferecer à C. que faz anos hoje e está internada.
Acabámos por comprar o livro que ela queria mesmo ler, o "Fifty Shades of Grey" o que por si só já me envergonha bastante, não por ser literatura erótica - se é o que ela quer é o que ela deve ler - mas porque toda a gente sabe que é literatura erótica muuuuuuuuuito má.
Mas apesar de tudo é um livro...
Agora as respostas das outras duas é que não me saem da cabeça:
A de uma:
"Para mal dos meus pecados sou de poucas leituras de livros por isso o que acharem por bem por mim está ótimo."
"Também não tenho paciência pras leituras, que neste momento, passam plos livros infantis J mas quis me parecer que lhe apetecia muito ler este.
Acabámos por comprar o livro que ela queria mesmo ler, o "Fifty Shades of Grey" o que por si só já me envergonha bastante, não por ser literatura erótica - se é o que ela quer é o que ela deve ler - mas porque toda a gente sabe que é literatura erótica muuuuuuuuuito má.
Mas apesar de tudo é um livro...
Agora as respostas das outras duas é que não me saem da cabeça:
A de uma:
"Para mal dos meus pecados sou de poucas leituras de livros por isso o que acharem por bem por mim está ótimo."
A de outra:
Não conheço os outros mas acho que o entusiasmo dela tinha a ver com o facto de ser um romance erótico altamente viciante."
E estamos a falar de gente informada...
Às vezes sinto-me TÃO deslocada...
P.S- O que vale é que os rapazes sempre deram ideias, mostraram que liam e lá safaram a turminha...
P.S2 - Depois de ver o anúncio abaixo não sei se foi assim tão boa ideia oferecer o Fifty Shades of Grey a uma pessoa que está internada num hospital...
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Cherokee
Mas enfim, como diz o outro, logo se vê :-)
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Sway
P., sabes que te amo mais do que o mundo, mas este senhor tira-me assim um bocadinho do sério.
Vou só suspirar um bocadinho e já volto...
Vou só suspirar um bocadinho e já volto...
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Little Talks
Escrevi há pouco ao meu homem:
"Estou cheia de férias"
quando queria dizer:
"Estou cheia de sono".
Diz ele que normalmente sou disléxica quando estou cansada...
"Estou cheia de férias"
quando queria dizer:
"Estou cheia de sono".
Diz ele que normalmente sou disléxica quando estou cansada...
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
The Scientist
Look who's back :-)
E isto estar de volta não são más notícias, muito pelo contrário: é um "quase-alta" e um sentir-me de volta.
O resto... bem... tenho 28 anos, certo? :-)
E isto estar de volta não são más notícias, muito pelo contrário: é um "quase-alta" e um sentir-me de volta.
O resto... bem... tenho 28 anos, certo? :-)
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Too much thinking
Ele andava esquisito há muitos meses.
Apagava-se, mal falava, discutia pouco, escondia-se e desconfiei logo que alguma coisa se passava.
Pensei que fosse a frustração de não ir trabalhar para fora, como tanto queria, e que já por duas vezes se lhe escapou por entre os dedos, qual fio que se deixou escorregar, quando já se estava mesmo quase quase lá.
Pensei que fosse do amor, que andasse a pensar demais na vida, no que não fez, no que devia ter feito.
Pensei que andava no limbo esquisito que existe depois da paixão e que só os mais afortunados equilibram, mas sempre em corda suspensa.
Pensei isto tudo, e acertei. Em tudo.
"Não creias, Lídia, que nenhum estio
Por nós perdido possa regressar
Oferecendo a flor
Que adiámos colher.
Cada dia te é dado uma só vez
E no redondo círculo da noite
Não existe piedade
Para aquele que hesita.
Mais tarde será tarde e já é tarde.
O tempo apaga tudo menos esse
Longo indelével rasto
Que o não-vivido deixa.
Não creias na demora em que te medes.
Jamais se detém Kronos cujo passo
Vai sempre mais à frente
Do que o teu próprio passo."
Apagava-se, mal falava, discutia pouco, escondia-se e desconfiei logo que alguma coisa se passava.
Pensei que fosse a frustração de não ir trabalhar para fora, como tanto queria, e que já por duas vezes se lhe escapou por entre os dedos, qual fio que se deixou escorregar, quando já se estava mesmo quase quase lá.
Pensei que fosse do amor, que andasse a pensar demais na vida, no que não fez, no que devia ter feito.
Pensei que andava no limbo esquisito que existe depois da paixão e que só os mais afortunados equilibram, mas sempre em corda suspensa.
Pensei isto tudo, e acertei. Em tudo.
"Não creias, Lídia, que nenhum estio
Por nós perdido possa regressar
Oferecendo a flor
Que adiámos colher.
Cada dia te é dado uma só vez
E no redondo círculo da noite
Não existe piedade
Para aquele que hesita.
Mais tarde será tarde e já é tarde.
O tempo apaga tudo menos esse
Longo indelével rasto
Que o não-vivido deixa.
Não creias na demora em que te medes.
Jamais se detém Kronos cujo passo
Vai sempre mais à frente
Do que o teu próprio passo."
Sophia de Mello Breyner
P.S. - CLARO que este post não é sobre mim e sobre o P.
P.S. - CLARO que este post não é sobre mim e sobre o P.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Life (by Des'ree)
É que nem inventado.
Se começasse a escrever a minha história e a dos que me rodeiam dava guião de Telenovela vencedora de Emmy.
Se começasse a escrever a minha história e a dos que me rodeiam dava guião de Telenovela vencedora de Emmy.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
I Know you care
Tenho andado muito caladinha, porque a C. tem cancro da mama.
É minha amiga, colega de trabalho, da secretária mais perto da minha, e tem cancro da mama.
E se bem que dizem que o cancro da mama, já não é bem cancro, e que é tratável, e que é chato mas passa, qualquer um sente o chão a fugir-lhe dos pés.
Eu sei o que é passar por biópsias, marcadores tumorais, ressonâncias magnéticas e outros exames sem fim, mas nem imagino o que é ter um cancro. No meu caso nunca sequer foi um cenário provável que aquilo que tinha (no útero e depois no ovário) fosse uma neoplasia que pudesse resultar em tumor.
Mas sei que é algo profundamente aterrador e só.
A C. contou a toda a gente, porque achou que tinha de contar e porque vai de baixa amanhã, para só voltar depois de ser operada (na próxima semana) e talvez só depois do primeiro ciclo de quimio, que ainda não sabe se vai ter de fazer.
O resultado dá em telefonemas por todos os lados e vocabulários estranhos que passaram a fazer parte do meu local de trabalho: IPO, mastectomia, radioterapia, CA, quimioterapia, biópsia extemporânea...
Sinceramente acho que a C. fez bem em contar - eu também contei que tinha um quisto depois de ser internada. Mas nunca contei a ninguém aqui no trabalho o porquê de ter um quisto.
Excepto à C.
Talvez por isso me custe tanto agora a impotência de não a poder ajudar.
Tenho em contrapartida a absoluta convicção que vai correr bem, que a vida às vezes é muito tramada, mas que no fim vale a pena.
Agora escrevo que a C. vai curar-se.
Daqui a uns tempos, vou escrever que se curou.
Eu sei.
I know you care, I know I care.
É minha amiga, colega de trabalho, da secretária mais perto da minha, e tem cancro da mama.
E se bem que dizem que o cancro da mama, já não é bem cancro, e que é tratável, e que é chato mas passa, qualquer um sente o chão a fugir-lhe dos pés.
Eu sei o que é passar por biópsias, marcadores tumorais, ressonâncias magnéticas e outros exames sem fim, mas nem imagino o que é ter um cancro. No meu caso nunca sequer foi um cenário provável que aquilo que tinha (no útero e depois no ovário) fosse uma neoplasia que pudesse resultar em tumor.
Mas sei que é algo profundamente aterrador e só.
A C. contou a toda a gente, porque achou que tinha de contar e porque vai de baixa amanhã, para só voltar depois de ser operada (na próxima semana) e talvez só depois do primeiro ciclo de quimio, que ainda não sabe se vai ter de fazer.
O resultado dá em telefonemas por todos os lados e vocabulários estranhos que passaram a fazer parte do meu local de trabalho: IPO, mastectomia, radioterapia, CA, quimioterapia, biópsia extemporânea...
Sinceramente acho que a C. fez bem em contar - eu também contei que tinha um quisto depois de ser internada. Mas nunca contei a ninguém aqui no trabalho o porquê de ter um quisto.
Excepto à C.
Talvez por isso me custe tanto agora a impotência de não a poder ajudar.
Tenho em contrapartida a absoluta convicção que vai correr bem, que a vida às vezes é muito tramada, mas que no fim vale a pena.
Agora escrevo que a C. vai curar-se.
Daqui a uns tempos, vou escrever que se curou.
Eu sei.
I know you care, I know I care.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Dr. Wanna Do
A vantagem de ter um marido designer é que os designers são eternas crianças, que para serem designers têm sempre de continuar a sonhar. De forma cool, permanentemente interessada, descontraída e cheia de humor. Querendo sempre mais, inovando sempre, e cheios de ideias malucas, em catadupa.
Não há espaço para pessoas cinzentas e ainda bem.
Não há espaço para pessoas cinzentas e ainda bem.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Pictures
Já apetecia tanto uma chuvinha macia para cheirar a terra molhada,
para nos enroscarmos no sofá com o Marco Polo da Marriage,
e fazer bolachas de aveia (ninguém faz bolachas de aveia quando pode ir à Praia).
Para daqui a uns dias fazermos e comermos marmelada
e descascarmos castanhas a seguir à sopa: tu uma a uma, eu todas de uma vez
que eu demoro, mas como o meu montinho todo junto.
Já apetecia, para fazermos a sopinha de feijão, nabo e couve,
lermos um bom livro com o candeeiro novo
e trabalharmos nos nossos projetos pessoais sem distrações.
A chuva também tem coisas muito boas.
E eu que nunca pensei assim, digo, bem-vindo Outono.
para nos enroscarmos no sofá com o Marco Polo da Marriage,
e fazer bolachas de aveia (ninguém faz bolachas de aveia quando pode ir à Praia).
Para daqui a uns dias fazermos e comermos marmelada
e descascarmos castanhas a seguir à sopa: tu uma a uma, eu todas de uma vez
que eu demoro, mas como o meu montinho todo junto.
Já apetecia, para fazermos a sopinha de feijão, nabo e couve,
lermos um bom livro com o candeeiro novo
e trabalharmos nos nossos projetos pessoais sem distrações.
A chuva também tem coisas muito boas.
E eu que nunca pensei assim, digo, bem-vindo Outono.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Como la Cigarra
Diz que o ministro Miguel Macedo decidiu que Portugal "não pode ser um país de muitas cigarras e poucas formigas". Talvez se referisse a esta cigarra da Mercedes Sosa:
"Tantas veces me mataron,
tantas veces me morí,
sin embargo estoy aquí
resucitando.
Gracias doy a la desgracia
y a la mano con puñal,
porque me mató tan mal,
y seguí cantando.
Cantando al sol,
como la cigarra,
después de un año
bajo la tierra,
igual que sobreviviente
que vuelve de la guerra."
"Tantas veces me mataron,
tantas veces me morí,
sin embargo estoy aquí
resucitando.
Gracias doy a la desgracia
y a la mano con puñal,
porque me mató tan mal,
y seguí cantando.
Cantando al sol,
como la cigarra,
después de un año
bajo la tierra,
igual que sobreviviente
que vuelve de la guerra."
Sou orgulhosamente cigarra, ah pois!
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Sea of Love
Do silêncio escuro da noite e das coisas bonitas.
A intimidade é isto.
O amor é isto.
Eu e tu somos isto.
Sempre. Sea of love.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Blackbird
O melhor deste fim de semana foi mesmo a Manif.
Nunca vi tanta gente junta, unida pacificamente para mostrar a sua indignação.
Mas não deixa de ser triste...
Nunca vi tanta gente junta, unida pacificamente para mostrar a sua indignação.
Mas não deixa de ser triste...
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Sail
Às vezes os amigos que estão mais perto, literalmente na porta ao lado, são os que sentimos mais distantes.
E tenho mesmo muita pena...
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Modinha para Gabriela
No meio de tanta crise e pessimismo, valha-nos a Gabriela.
Não é piroso, é kitsch, é divertido e sensual e acima de tudo uma excelente breve companhia para todas as noites.
Não tenho vergonha nenhuma de dizer que ando a ver a Gabriela.
E de dizer que NUNCA tinha visto uma telenovela brasileira.
Com tanta crise, com tanto drama, com tantas resoluções, sabe bem ir para cama depois de umas boas gargalhadas e sabendo, ainda por cima, que esta meia horinha tem sido da iniciativa do meu homem.
"Quando eu vim para esse mundo
Eu não atinava em nada
Hoje eu sou Gabriela
Gabriela ye... meus camarada.
Eu nasci assim
Eu cresci assim
E sou mesmo assim
Vou ser sempre assim
Gabriela..."
Não é piroso, é kitsch, é divertido e sensual e acima de tudo uma excelente breve companhia para todas as noites.
Não tenho vergonha nenhuma de dizer que ando a ver a Gabriela.
E de dizer que NUNCA tinha visto uma telenovela brasileira.
Com tanta crise, com tanto drama, com tantas resoluções, sabe bem ir para cama depois de umas boas gargalhadas e sabendo, ainda por cima, que esta meia horinha tem sido da iniciativa do meu homem.
"Quando eu vim para esse mundo
Eu não atinava em nada
Hoje eu sou Gabriela
Gabriela ye... meus camarada.
Eu nasci assim
Eu cresci assim
E sou mesmo assim
Vou ser sempre assim
Gabriela..."
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
I've had enough
Eu que nunca fui de ir a manifs (até porque nunca concordei em pleno com elas), no sábado vou ficar por Lisboa só para ir a esta.
Já chega.
Já chega.
Imagem daqui
terça-feira, 11 de setembro de 2012
You gotta be
Eu hoje estava para citar apenas a Rititi: "Estou triste, como o Ronaldo, só que mais tesa, menos depilada e sem uma mãe tamanho xxl e umas irmãs que segundo a Flash são as princesas da noite algarvia (credo). "
Em vez disso, prefiro dizer que acredito piamente que quando uma porta se fecha, há várias janelas abertas e que eu vou encontrar a minha janela.
Não sou pessoa de ficar entalada, nem de tentar respirar por entre a fresta entreaberta.
Estou cheia de vontade de andar para a frente.
Let's do it.
Porque como diz o outro, "basta tentar".
Em vez disso, prefiro dizer que acredito piamente que quando uma porta se fecha, há várias janelas abertas e que eu vou encontrar a minha janela.
Não sou pessoa de ficar entalada, nem de tentar respirar por entre a fresta entreaberta.
Estou cheia de vontade de andar para a frente.
Let's do it.
Porque como diz o outro, "basta tentar".
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Moving
A minha relação com o meu emprego tem muito de estado civil.
Se durante muito tempo "estivemos numa relação", nos últimos tempos tem vindo a tornar-se well, "it's complicated" e depois das medidas anunciadas pelo nosso Primeiro na sexta-feira já nem sei em que estado é que isto está...
Depois, hoje, o meu próprio chefe aconselhou-me a emigrar...
É de facto tempo de pensar seriamente em mudar de vida. Mas custa, é quase como acabar uma relação.
Parva de mim que tenho a mania de me entregar demasiado às coisas!
Se durante muito tempo "estivemos numa relação", nos últimos tempos tem vindo a tornar-se well, "it's complicated" e depois das medidas anunciadas pelo nosso Primeiro na sexta-feira já nem sei em que estado é que isto está...
Depois, hoje, o meu próprio chefe aconselhou-me a emigrar...
É de facto tempo de pensar seriamente em mudar de vida. Mas custa, é quase como acabar uma relação.
Parva de mim que tenho a mania de me entregar demasiado às coisas!
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Crash into me
A pensar um bocadinho demais para o meu gosto.
No meu trabalho, no meu emprego, nas coisas que quero da vida.
Tenho de aprender a pensar menos.
No meu trabalho, no meu emprego, nas coisas que quero da vida.
Tenho de aprender a pensar menos.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Buongiorno Principessa
Vejo-as todos os dias e todos os dias me lembram quem és.
És criatividade. Gosto dessa capacidade que tens de permanentemente olhar para tudo o que é novo como verdadeiramente novo, e sempre, mesmo nos lugares onde tu não estás como no Moma em que estava eu, com os teus olhos, como me ensinaste.
Admiro quando tiras 350 fotografias ao Fórum Romano, e depois mais umas quantas à passadeira ao pé do Barbican.
E a generosidade do teu olhar de manhã, quando tomamos o pequeno-almoço na cama ou tão só em frente ao sol da varanda da sala, no chão, com as gatas à volta.
Amo o teu sorriso, o teu abraço e o teu beijo, e quero estar aqui para ti sempre.
Depois de 3 anos e hoje especialmente sei que te amo e que é contigo que quero partilhar a minha vida, que já é a nossa vida, a família, que é a nossa família, e os amigos, os nossos amigos.
Amo-te e quero partilhar contigo os meus sonhos, os teus, e aqueles que são já os nossos sonhos.
4 de setembro de 2010
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Ridiculous Thoughts
Ontem estive na festa do Little T.
Estive lá por ele, por causa da M., do C. e do S.
Mas dei por mim a dada altura no meio de uma situação caricata.
É que, ora bem,
- eu namorei com o S.
- que agora é meu amigo
- sou amiga há bastante tempo da M. e do C.
- que por sua vez se separaram porque a M. se apaixonou pelo S.
O que deu em eu conhecer quase toda a gente que estava na festa, porque:
- conhecia a família e os amigos do S. da altura em que namorávamos;
- há amigos do S. que o são porque o conheceram através de mim - aliás a própria M.faz parte deste núcleo;
- conheço os amigos da M. e do C. porque fazíamos jantares juntos e temos vários amigos comuns;
- conheço a família do C. porque quando estivemos a apoiá-lo, acabámos por conhecê-los;
- conheço a família da M. e os amigos da M. porque no ano passado a festa do little T. foi só com esse lado da família e amigos e acabei por conhecê-los.
E esta gente toda que sabe da história toda - alguns não sabiam - tem de perceber que eu sou agora amiga do little T., da M., do C. e do S., independentemente do que se passou e sem julgamentos.
Fiquei a pensar se isto me colocava perante os outros numa figura ridícula do estilo "esta tipa não percebe que a altura dela "acabou".
Depois pensei que gosto mesmo deles: do little T., da M., do C. e do S.
Que se lixe o que os outros pensam.
Estive lá por ele, por causa da M., do C. e do S.
Mas dei por mim a dada altura no meio de uma situação caricata.
É que, ora bem,
- eu namorei com o S.
- que agora é meu amigo
- sou amiga há bastante tempo da M. e do C.
- que por sua vez se separaram porque a M. se apaixonou pelo S.
O que deu em eu conhecer quase toda a gente que estava na festa, porque:
- conhecia a família e os amigos do S. da altura em que namorávamos;
- há amigos do S. que o são porque o conheceram através de mim - aliás a própria M.faz parte deste núcleo;
- conheço os amigos da M. e do C. porque fazíamos jantares juntos e temos vários amigos comuns;
- conheço a família do C. porque quando estivemos a apoiá-lo, acabámos por conhecê-los;
- conheço a família da M. e os amigos da M. porque no ano passado a festa do little T. foi só com esse lado da família e amigos e acabei por conhecê-los.
E esta gente toda que sabe da história toda - alguns não sabiam - tem de perceber que eu sou agora amiga do little T., da M., do C. e do S., independentemente do que se passou e sem julgamentos.
Fiquei a pensar se isto me colocava perante os outros numa figura ridícula do estilo "esta tipa não percebe que a altura dela "acabou".
Depois pensei que gosto mesmo deles: do little T., da M., do C. e do S.
Que se lixe o que os outros pensam.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
So young
Ontem fui a um jantar de amigos daqueles que já não são bem amigos, que foram há muito tempo, mas que continuamos a insistir em ver.
Fui sozinha e sem os meus queridos "bengalas" (o A. e a T.) que desta vez não puderam vir, esses sim amigos de sempre com quem acabo por me sentir menos sozinha no meio do grupo destes mais ou menos amigos.
No início, pensei "isto vai correr mal, estou sem pachorra, já estão a começar a conversa da treta do costume".
Depois, respirei fundo, pensei "J. sê tu, faz favor Tu sabes ser social, só que andas a desaprender e isso não é bom".
E correu muito bem.
Gostei, conversei muito com quem já não conversava há muito tempo, fui simpática com estes mais ou menos amigos e fui para casa contente e feliz.
Disse-me o D. que ninguém diria dos meses tremendos que passei.
E depois de lhe falar da Tailândia e do Cambodja ele que é matemático ilustrou com a mão a curva sempre a subir.
Diz que se nota :-)
Fui sozinha e sem os meus queridos "bengalas" (o A. e a T.) que desta vez não puderam vir, esses sim amigos de sempre com quem acabo por me sentir menos sozinha no meio do grupo destes mais ou menos amigos.
No início, pensei "isto vai correr mal, estou sem pachorra, já estão a começar a conversa da treta do costume".
Depois, respirei fundo, pensei "J. sê tu, faz favor Tu sabes ser social, só que andas a desaprender e isso não é bom".
E correu muito bem.
Gostei, conversei muito com quem já não conversava há muito tempo, fui simpática com estes mais ou menos amigos e fui para casa contente e feliz.
Disse-me o D. que ninguém diria dos meses tremendos que passei.
E depois de lhe falar da Tailândia e do Cambodja ele que é matemático ilustrou com a mão a curva sempre a subir.
Diz que se nota :-)
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
A casa
Ontem, ao chegar a casa, respirei fundo e tive direito ao perfume das casas que as faz acolhedoras e boas. Talvez fosse porque tinha as janelas fechadas, por causa do calor, não sei bem.
Era um cheiro de casa, mistura de madeiras e cheiros nossos, dos bons.
Acho que finalmente me reconciliei com a minha casinha, pensei.
E assim foi, pedi-lhe desculpa, toquei nas traves que há pouco tempo tratei e disse-lhe: My dear, "I think this is the beginning of a beautiful friendship".
Era um cheiro de casa, mistura de madeiras e cheiros nossos, dos bons.
Acho que finalmente me reconciliei com a minha casinha, pensei.
E assim foi, pedi-lhe desculpa, toquei nas traves que há pouco tempo tratei e disse-lhe: My dear, "I think this is the beginning of a beautiful friendship".
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Blame it on my youth
Às vezes tenho vergonha de trabalhar numa estação de televisão.
Na maioria das vezes, até temos reportagens boas (temos a vergonha de alguns programas, e etc e tal), mas até temos reportagens boas. Excepto, quando alguém na Redacção se lembra de puxar à veia do pobrezinho, coitadinho do português que não tem emprego.
Meus amigos, eu nem sou de simpatias pelo nosso primeiro e a sua estupidez pegada de dizer que somos mariquinhas, mas daí até achar bem fazer-se uma reportagem sobre o desemprego jovem e pegar num jovem que concluiu o curso em Artes Plásticas e Multimedia (na Escola Politécnica de Beja) em fevereiro de 2011 e ainda está à procura de emprego, há uma grande grande distância...
Primeiro, porque este rapaz acabou o curso em fevereiro de 2011. Sabem o que é que isso significa? Que acabou o curso em época especial. Não é um aluno "da média"...
Segundo, porque em plena reportagem este rapaz diz que "a gente acima de tudo temos que ter os pés bem assentes na terra. Excluir [ir para o estrangeiro] não não excluo mas mêmo núltimo núltimo caso", palavras dele.
Terceiro, por descargo de consciência, assim só para ter a certeza que não estava a ser injusta pesquisei o nome do rapaz no Google. Ora bem, este rapaz não tem perfil no Linkedin, mas CLARO que tem no Facebook, e ainda por cima cheiinho de fotos de grandes festarolas porreiras que eu, que não sou amiga do rapaz consigo ver. Acho que se fosse empregadora ia adorar ver isto.
Não há pachorra...
Na maioria das vezes, até temos reportagens boas (temos a vergonha de alguns programas, e etc e tal), mas até temos reportagens boas. Excepto, quando alguém na Redacção se lembra de puxar à veia do pobrezinho, coitadinho do português que não tem emprego.
Meus amigos, eu nem sou de simpatias pelo nosso primeiro e a sua estupidez pegada de dizer que somos mariquinhas, mas daí até achar bem fazer-se uma reportagem sobre o desemprego jovem e pegar num jovem que concluiu o curso em Artes Plásticas e Multimedia (na Escola Politécnica de Beja) em fevereiro de 2011 e ainda está à procura de emprego, há uma grande grande distância...
Primeiro, porque este rapaz acabou o curso em fevereiro de 2011. Sabem o que é que isso significa? Que acabou o curso em época especial. Não é um aluno "da média"...
Segundo, porque em plena reportagem este rapaz diz que "a gente acima de tudo temos que ter os pés bem assentes na terra. Excluir [ir para o estrangeiro] não não excluo mas mêmo núltimo núltimo caso", palavras dele.
Terceiro, por descargo de consciência, assim só para ter a certeza que não estava a ser injusta pesquisei o nome do rapaz no Google. Ora bem, este rapaz não tem perfil no Linkedin, mas CLARO que tem no Facebook, e ainda por cima cheiinho de fotos de grandes festarolas porreiras que eu, que não sou amiga do rapaz consigo ver. Acho que se fosse empregadora ia adorar ver isto.
Não há pachorra...
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
What makes you beautiful
Há quem diga que "If you never failed, you never lived", mas quando me pediram para ir recuperar as fotografias de Bali, o que me veio à cabeça foi uma adaptação: "If you never travelled, you never lived".
Comparando as fotografias de Bali com as da Tailândia e do Cambodja, fico a pensar que estamos mais velhos - e só passaram dois anos, se bem que dois anos difíceis.
Pode ser só impressão minha, depois de ontem ter chegado à conclusão que a cerimónia de encerramento dos Jogos Olímpicos já "me" é dirigida: já sou o target (de massas) que se identifica com quem lá está - com as músicas de quando era miúda, com o sketch dos Monty Python e por aí fora...
Mas, voltando à conversa, a verdade é que já estamos fartos de viajar.
Ora vejamos, em cinco anos, já fomos:
- A Roma, Potenza e Lecce (a nossa primeira viagem :))
- A França, várias vezes: Normandia, Paris, Sul de França, Bretanha, só nos falta Lille, Provence, entre outros.
- A Londres, várias vezes, por motivos familiares e não só :)
- A Friuli, a Veneza, ao Lago de Bled na Eslovénia - provavelmente a viagem mais gira que fizemos de carro
- À ilha da Boavista em Cabo-Verde
- A Bali e Singapura
- À Madeira
- À Noruega, no meio da neve, no Natal
- A vários cantos de Portugal, mas ainda nos faltam uns quantos - se bem que cantos só há quatro, mas nós devemos descobrir mais uns
- À Tailândia e ao Cambodja
Acho que este ano já fechámos o capítulo de viagens, mas o que é imensamente bonito é saber que já estamos a sonhar com as que vamos fazer para o ano e nos anos que vierem.
If you never travelled, you never lived.
Comparando as fotografias de Bali com as da Tailândia e do Cambodja, fico a pensar que estamos mais velhos - e só passaram dois anos, se bem que dois anos difíceis.
Pode ser só impressão minha, depois de ontem ter chegado à conclusão que a cerimónia de encerramento dos Jogos Olímpicos já "me" é dirigida: já sou o target (de massas) que se identifica com quem lá está - com as músicas de quando era miúda, com o sketch dos Monty Python e por aí fora...
Mas, voltando à conversa, a verdade é que já estamos fartos de viajar.
Ora vejamos, em cinco anos, já fomos:
- A Roma, Potenza e Lecce (a nossa primeira viagem :))
- A França, várias vezes: Normandia, Paris, Sul de França, Bretanha, só nos falta Lille, Provence, entre outros.
- A Londres, várias vezes, por motivos familiares e não só :)
- A Friuli, a Veneza, ao Lago de Bled na Eslovénia - provavelmente a viagem mais gira que fizemos de carro
- À ilha da Boavista em Cabo-Verde
- A Bali e Singapura
- À Madeira
- À Noruega, no meio da neve, no Natal
- A vários cantos de Portugal, mas ainda nos faltam uns quantos - se bem que cantos só há quatro, mas nós devemos descobrir mais uns
- À Tailândia e ao Cambodja
Acho que este ano já fechámos o capítulo de viagens, mas o que é imensamente bonito é saber que já estamos a sonhar com as que vamos fazer para o ano e nos anos que vierem.
If you never travelled, you never lived.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Sooner or Later (parte II)
Antes de começar a trabalhar mesmo a sério, pensei hoje que tinha de escrever sobre isto.
Em jeito de fecho.
A verdade é que hei-de escrever sobre as férias maravilhosas, mas agora importa-me escrever sobre isto.
É como de costume, gosto de falar sobre as coisas quando as fecho, porque agora mesmo que eu as diga, mesmo que alguém que não devia as saiba, já não impacta em nada.
Durante uns meses, eu e o P. decidimos tentar ter um filho.
Sempre quisemos ter filhos, e queremos ainda, e fazia parte dos nossos projetos.
Não foi muito tempo, há casais que demoram muito muito tempo e tínhamos a noção disso.
Eu mais, talvez por saber que à partida não sou "muito normal" e que podia/ia levar o seu tempo.
Tivemos de recorrer a ajuda, e deu mal resultado: um quisto chato, enorme que só agora está a ficar mais pequeno.
E durante o quisto, nada feito, nem bebés, nem outras muitas coisas que me roubaram um pouco do ser eu. E do sermos nós.
Foi muito difícil, não vou mentir.
Havia culpabilização, stress, medo, todos os factores onde não deve haver um filho, e onde se batalha todos os dias para manter firme uma relação.
Até podem dizer que isto fortalece os casais, que fortalece - provavelmente são períodos destes que nos mandam para o limiar do "ou resulta mesmo, ou é agora que se vai ver".
Mas garanto por experiência própria que ninguém merece. Crescemos muito rápido, porque assim nos é exigido e não há outra hipótese.
E na maioria das vezes, é uma coisa só. Até se pode falar com várias pessoas - e no meu caso depois de se saber que tinha o quisto não valia a pena esconder o porquê às pessoas mais próximas.
Mas é uma batalha do casal, extremamente sozinha. E não há maneira de assim não o ser.
Com o tempo as coisas mudam, mas demora muito tempo.
A dada altura, deixamos de ter pena para aproveitar outras tantas coisas e entusiasmamo-nos por ser "tios emprestados", aproveitamos a vida de casal, as grandes viagens que ainda podemos fazer; e aprendemos acima de tudo a falar um com o outro.
Pela primeira vez, ontem, foi-me traçado um caminho e há-de fazer um ano desde que tomámos a decisão de tentar ter um filho.
O caminho em si pacificou-me. E saber que nos próximos tempos, os filhos vão parar de ser um projeto não me assustou tanto quanto aquilo que esperava.
Preparamo-nos os dois para continuar a ser um casal tranquilo, para namorarmos mais, viajarmos cada vez mais, assistir às mudanças dos casais à nossa volta. E provavelmente isso também faz parte.
Para já, somos os dois, um dia seremos três, quatro, ou então continuaremos a ser os dois até sermos velhinhos numa casa com lareira e cheia de gatos.
Agora isso não importa, porque é muito cedo, temos muito tempo, mesmo que o tempo passe num instante.
A partir de hoje, paro de falar no quisto, como vou parar de pensar em filhos.
E a sensação de fecho é simplesmente extraordinária.
Em jeito de fecho.
A verdade é que hei-de escrever sobre as férias maravilhosas, mas agora importa-me escrever sobre isto.
É como de costume, gosto de falar sobre as coisas quando as fecho, porque agora mesmo que eu as diga, mesmo que alguém que não devia as saiba, já não impacta em nada.
Durante uns meses, eu e o P. decidimos tentar ter um filho.
Sempre quisemos ter filhos, e queremos ainda, e fazia parte dos nossos projetos.
Não foi muito tempo, há casais que demoram muito muito tempo e tínhamos a noção disso.
Eu mais, talvez por saber que à partida não sou "muito normal" e que podia/ia levar o seu tempo.
Tivemos de recorrer a ajuda, e deu mal resultado: um quisto chato, enorme que só agora está a ficar mais pequeno.
E durante o quisto, nada feito, nem bebés, nem outras muitas coisas que me roubaram um pouco do ser eu. E do sermos nós.
Foi muito difícil, não vou mentir.
Havia culpabilização, stress, medo, todos os factores onde não deve haver um filho, e onde se batalha todos os dias para manter firme uma relação.
Até podem dizer que isto fortalece os casais, que fortalece - provavelmente são períodos destes que nos mandam para o limiar do "ou resulta mesmo, ou é agora que se vai ver".
Mas garanto por experiência própria que ninguém merece. Crescemos muito rápido, porque assim nos é exigido e não há outra hipótese.
E na maioria das vezes, é uma coisa só. Até se pode falar com várias pessoas - e no meu caso depois de se saber que tinha o quisto não valia a pena esconder o porquê às pessoas mais próximas.
Mas é uma batalha do casal, extremamente sozinha. E não há maneira de assim não o ser.
Com o tempo as coisas mudam, mas demora muito tempo.
A dada altura, deixamos de ter pena para aproveitar outras tantas coisas e entusiasmamo-nos por ser "tios emprestados", aproveitamos a vida de casal, as grandes viagens que ainda podemos fazer; e aprendemos acima de tudo a falar um com o outro.
Pela primeira vez, ontem, foi-me traçado um caminho e há-de fazer um ano desde que tomámos a decisão de tentar ter um filho.
O caminho em si pacificou-me. E saber que nos próximos tempos, os filhos vão parar de ser um projeto não me assustou tanto quanto aquilo que esperava.
Preparamo-nos os dois para continuar a ser um casal tranquilo, para namorarmos mais, viajarmos cada vez mais, assistir às mudanças dos casais à nossa volta. E provavelmente isso também faz parte.
Para já, somos os dois, um dia seremos três, quatro, ou então continuaremos a ser os dois até sermos velhinhos numa casa com lareira e cheia de gatos.
Agora isso não importa, porque é muito cedo, temos muito tempo, mesmo que o tempo passe num instante.
A partir de hoje, paro de falar no quisto, como vou parar de pensar em filhos.
E a sensação de fecho é simplesmente extraordinária.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Vou dar de beber à dor
Vou dar de beber à dor, mas sem dor.
Estou cheia de sono, ainda pouco adaptada às diferenças horárias, de umas férias magníficas e de seis horas a menos na labuta, mas muito muito feliz.
Vou dar de beber à dor, porque sabe bem ouvir um fadinho no trabalho mais tranquilo de agosto.
Posso estar cheia de sono, mas é estranho, estou cheia de energia e de optimismo como precisava mesmo.
Pode ser do budismo dos tailandeses, ou do hinduísmo dos cambojanos, mas sinto-me mais eu. O que passou passou, e deixou de ser sombra.
Daqui para a frente, até pode haver quisto e outros desafios novos, ou decisões novas, mas sobretudo há um futuro brilhante e cheio de força.
E há noites dormidas todas de seguida, 8 horas seguidas de sonhos ou sono profundo.
Isto sim, sou eu.
Estou cheia de sono, ainda pouco adaptada às diferenças horárias, de umas férias magníficas e de seis horas a menos na labuta, mas muito muito feliz.
Vou dar de beber à dor, porque sabe bem ouvir um fadinho no trabalho mais tranquilo de agosto.
Posso estar cheia de sono, mas é estranho, estou cheia de energia e de optimismo como precisava mesmo.
Pode ser do budismo dos tailandeses, ou do hinduísmo dos cambojanos, mas sinto-me mais eu. O que passou passou, e deixou de ser sombra.
Daqui para a frente, até pode haver quisto e outros desafios novos, ou decisões novas, mas sobretudo há um futuro brilhante e cheio de força.
E há noites dormidas todas de seguida, 8 horas seguidas de sonhos ou sono profundo.
Isto sim, sou eu.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Le temps de l'amour
A idade tem destas coisas.
Percorro os corredores do meu local de trabalho à hora de almoço e faz-me lembrar o Liceu, com as várias pessoas espalhadas à conversa. Bem sei que o meu ambiente de trabalho é assim para o cool, mas parece mesmo que não mudou nada.
Olho para as pessoas e embora saiba perfeitamente a idade delas, não as vejo como os adultos de 30 e tal anos. Ainda são rapazes e raparigas, ainda acho que a maioria não mudou nada desde que tínhamos 18 anos, mas já não têm 18 anos.
Depois, começo a gostar cada vez mais de coisas antigas, não bem ao estilo vintage, mas mais no espírito que antes não percebia. Não é de todo conservadorismo, é amor pelas coisas doces, tipo Françoise Hardy.
E ainda há a tranquilidade que vai crescendo com a maturidade, talvez por isso rimem.
Nada é tão trágico como antigamente, mas nada impede ainda que as coisas felizes sejam extáticas.
E além disso, ainda há a parte de que às vezes nos podemos estar nas tintas, sem pseudo-conveniências que queríamos respeitar quando éramos mais "jovens-adultos" do que adultos.
A idade tem destas coisas.
E não é mau de todo.
Percorro os corredores do meu local de trabalho à hora de almoço e faz-me lembrar o Liceu, com as várias pessoas espalhadas à conversa. Bem sei que o meu ambiente de trabalho é assim para o cool, mas parece mesmo que não mudou nada.
Olho para as pessoas e embora saiba perfeitamente a idade delas, não as vejo como os adultos de 30 e tal anos. Ainda são rapazes e raparigas, ainda acho que a maioria não mudou nada desde que tínhamos 18 anos, mas já não têm 18 anos.
Depois, começo a gostar cada vez mais de coisas antigas, não bem ao estilo vintage, mas mais no espírito que antes não percebia. Não é de todo conservadorismo, é amor pelas coisas doces, tipo Françoise Hardy.
E ainda há a tranquilidade que vai crescendo com a maturidade, talvez por isso rimem.
Nada é tão trágico como antigamente, mas nada impede ainda que as coisas felizes sejam extáticas.
E além disso, ainda há a parte de que às vezes nos podemos estar nas tintas, sem pseudo-conveniências que queríamos respeitar quando éramos mais "jovens-adultos" do que adultos.
A idade tem destas coisas.
E não é mau de todo.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Uma pequenina luz
Autorização médica para partir para o Longínquo.
Ainda cá está, pode ter que ser aspirado tipo depuralina.
Mas um passo de cada vez. E uma luz pequenina ao fundo do túnel.
Ainda cá está, pode ter que ser aspirado tipo depuralina.
Mas um passo de cada vez. E uma luz pequenina ao fundo do túnel.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Coffee Song
Isto de ter uma maleitazinha de saúde é quase como ter um filho. Acorda-se a meio da noite, regojiza-se (como hoje) quando não se acorda, e toda a gente tem um bitaite qualquer sobre a dita da coisa.
Calhou-me comentar à hora de almoço que agora acho que não tem nada a ver com o quisto e que isto é mas é o intestino que às vezes se irrita (quem diria que andaria a comentar as minhas partes baixas à hora de almoço) e choveram conselhos do que posso ou não comer, do que devo ou não beber, do que devo ou não fazer.
Agora é só filtrar. Tipo café, uma das coisas que aparentemente não se deve/pode beber.
Mas esse não filtro eu (ou deixo de beber), que intestino de vez em quando irritado é uma coisa e enxaquecas de todo o tamanho todos os dias em modo insuportável, é outra.
Calhou-me comentar à hora de almoço que agora acho que não tem nada a ver com o quisto e que isto é mas é o intestino que às vezes se irrita (quem diria que andaria a comentar as minhas partes baixas à hora de almoço) e choveram conselhos do que posso ou não comer, do que devo ou não beber, do que devo ou não fazer.
Agora é só filtrar. Tipo café, uma das coisas que aparentemente não se deve/pode beber.
Mas esse não filtro eu (ou deixo de beber), que intestino de vez em quando irritado é uma coisa e enxaquecas de todo o tamanho todos os dias em modo insuportável, é outra.
terça-feira, 3 de julho de 2012
From gardens where we feel secure
Esta é a música dos passarinhos, de quando éramos pequeninas e fizemos uma coreografia com um palhaço e tudo para apresentar na dança jazz.
Esta foi a música que quis ouvir quando tirei cada um dos 3 sisos, primeiro um, depois os outros dois e não custou nada.
Agora é a música que eu devia ouvir todas as 6 da manhã quando não estou a dormir, mas vegeto num estado de dor e ao mesmo tempo de cansaço.
Para que me lembre sempre que HÁ calma e daqui a muitos poucos dias, vou poder dormir muito mais horas, mesmo que acorde todas as 6 da manhã. E para que me assegure que agora é assim, mas que daqui a menos de 15 dias de certeza que não vai ser e que vou andar feliz e contente a descobrir sítios que não conheço. Vou ao longínquo e hei-de voltar boa. E esta música diz-me sempre que sim.
Esta foi a música que quis ouvir quando tirei cada um dos 3 sisos, primeiro um, depois os outros dois e não custou nada.
Agora é a música que eu devia ouvir todas as 6 da manhã quando não estou a dormir, mas vegeto num estado de dor e ao mesmo tempo de cansaço.
Para que me lembre sempre que HÁ calma e daqui a muitos poucos dias, vou poder dormir muito mais horas, mesmo que acorde todas as 6 da manhã. E para que me assegure que agora é assim, mas que daqui a menos de 15 dias de certeza que não vai ser e que vou andar feliz e contente a descobrir sítios que não conheço. Vou ao longínquo e hei-de voltar boa. E esta música diz-me sempre que sim.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Life is a Highway
Não sei o que seria de mim se tivesses morrido ou ficado ferido quando capotaste o carro, papá.
Mas pelo menos aprendemos todos que:
- é preciso ter sete olhos na estrada quando se conduz e nunca facilitar;
- mais vale viver bem sempre - e parar de pensar nas coisas pequeninas e negativas que nos enchem demais.
- não vale a pena pensar nos ses
E toca a andar para a frente de sorriso no rosto. Estamos cá!
P.S - Serviu este grande susto para concluir que o que eu sofro é de cólicas de ansiedade. Ou seja, a causa está descoberta, o tratamento é tão-só relaxar.
Mas pelo menos aprendemos todos que:
- é preciso ter sete olhos na estrada quando se conduz e nunca facilitar;
- mais vale viver bem sempre - e parar de pensar nas coisas pequeninas e negativas que nos enchem demais.
- não vale a pena pensar nos ses
E toca a andar para a frente de sorriso no rosto. Estamos cá!
P.S - Serviu este grande susto para concluir que o que eu sofro é de cólicas de ansiedade. Ou seja, a causa está descoberta, o tratamento é tão-só relaxar.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Let's get physical
Ora bem, eu hesitei em escrever sobre isto mas com a devida autorização do P. e porque achei que era cómico e queria não esquecer aqui vai:
Anteontem foi dia de "dicas e deixas" do meu homem, que diz que não, que não senhora, que foi tudo sem querer (das duas uma, ou o inconsciente dele está mesmo ao de cima ou então está a tentar enganar-me...).
Ora então, como eu dizia, ao longo do dia fui recebendo deixas. Vejam lá:
1) de manhã há uma mega notícia de uma gaja qualquer, chamada qualquer coisa Labaredas e com umas mamas gigantes. O meu gajo posta no Facebook e diz que a gaja tem umas "labaredas" gigantes (que de facto tinha).
2) Depois, vem dizer-me todo contente, à hora de almoço, via chat, que lhe ofereceram uma coisa que ele desenhou e que vai levar para casa (para Portfolio, diz ele). Aqui está a bela da peça gráfica (que vinha recheada, sim):
3) Como se não bastasse, ele que nem tem comprado a Timeout, anteontem comprou. E sabem qual é o tema desta semana? Adivinhem lá:
Anteontem foi dia de "dicas e deixas" do meu homem, que diz que não, que não senhora, que foi tudo sem querer (das duas uma, ou o inconsciente dele está mesmo ao de cima ou então está a tentar enganar-me...).
Ora então, como eu dizia, ao longo do dia fui recebendo deixas. Vejam lá:
1) de manhã há uma mega notícia de uma gaja qualquer, chamada qualquer coisa Labaredas e com umas mamas gigantes. O meu gajo posta no Facebook e diz que a gaja tem umas "labaredas" gigantes (que de facto tinha).
2) Depois, vem dizer-me todo contente, à hora de almoço, via chat, que lhe ofereceram uma coisa que ele desenhou e que vai levar para casa (para Portfolio, diz ele). Aqui está a bela da peça gráfica (que vinha recheada, sim):
3) Como se não bastasse, ele que nem tem comprado a Timeout, anteontem comprou. E sabem qual é o tema desta semana? Adivinhem lá:
É que nem foi preciso somar dois mais dois.
Em vez de me pôr com Diáconos Remédios, é claro que aproveitei... mas não "habia nechechidade" :-)
P.S. - A secção perguntas/resposta do Meu Pipi na Timeout é de ir às lágrimas com o vocabulário.
E pronto, de repente este blog tornou-se para maiores de 16. Desculpem lá qualquer coisinha...
terça-feira, 26 de junho de 2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Bongo Bong
O dia começou pior que mal, a complicar, a ter dores, a chatear-me, a achar que não podia ir à Tailândia, e COMPLETAMENTE saturada de médicos, análises, ecografias, hospitais... com muitas lágrimas no canto do olho.
Mas enfim, isto das hormonas aos saltos tem as suas vantagens e agora estou do outro lado, bom, positivo, otimista, focado em férias e nas coisas boas - tipo o passeiosinho que me vou obrigar a dar à Estrela hoje ao fim da tarde.
Não é fácil ser eu, mas deve ser fodido ser o meu homem. O que vale é que ele gosta mesmo de mim (e eu dele).
For better or worse, right?
P.S- Com uma caloraça destas, só me apetece ouvir Manu Chao. E mai nada.
Mas enfim, isto das hormonas aos saltos tem as suas vantagens e agora estou do outro lado, bom, positivo, otimista, focado em férias e nas coisas boas - tipo o passeiosinho que me vou obrigar a dar à Estrela hoje ao fim da tarde.
Não é fácil ser eu, mas deve ser fodido ser o meu homem. O que vale é que ele gosta mesmo de mim (e eu dele).
For better or worse, right?
P.S- Com uma caloraça destas, só me apetece ouvir Manu Chao. E mai nada.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Body Movin'
Ando a acreditar piamente no Mind over matter.
Tenho dores, mas estou bem-disposta, quero dançar e estou mortinha por ir de férias.
Dormi mal esta noite, mas acordei com energia e a chegar à conclusão que lá porque isto agora é parte de mim não significa que me sonegue daquilo que sou.
E mai nada!
P.S.- Só não consigo, ainda, não falar sobre o assunto. Com tempo vamos lá!
Tenho dores, mas estou bem-disposta, quero dançar e estou mortinha por ir de férias.
Dormi mal esta noite, mas acordei com energia e a chegar à conclusão que lá porque isto agora é parte de mim não significa que me sonegue daquilo que sou.
E mai nada!
P.S.- Só não consigo, ainda, não falar sobre o assunto. Com tempo vamos lá!
quinta-feira, 21 de junho de 2012
I'd like to teach the world to sing (in perfect harmony)
Falando em sonhos, ontem acordei com vontade de rir, depois de ter sonhado que estava a num treino de natação sincronizada num ginásio estranho, sem piscina, onde me atiravam ao ar e eu gostava.
Quando ontem à noite chegaste a casa estava bem disposta como há muito tempo não me vias.
Não sei se foi de ter dado sangue e de ter ficado muito contente comigo própria - nunca tinha conseguido, por motivos vários - e dar e confirmar que não custa nada é muito muito bom.
Depois gargalhámos enquanto te contei este sonho e outros.
O Verão é outra coisa, e nós somos outra coisa quando a outra coisa é cada vez mais passado e só olhamos para a frente.
Viva o mundo bom.
Quando ontem à noite chegaste a casa estava bem disposta como há muito tempo não me vias.
Não sei se foi de ter dado sangue e de ter ficado muito contente comigo própria - nunca tinha conseguido, por motivos vários - e dar e confirmar que não custa nada é muito muito bom.
Depois gargalhámos enquanto te contei este sonho e outros.
O Verão é outra coisa, e nós somos outra coisa quando a outra coisa é cada vez mais passado e só olhamos para a frente.
Viva o mundo bom.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Dreams
Hoje lembrei-me de como me apeteceu tanto meter-me num avião e ir trabalhar para o Parque da Gorongosa, depois de ouvir isto.
http://www.tsf.pt/Programas/programa.aspx?content_id=917512&audio_id=1484991
http://www.tsf.pt/Programas/programa.aspx?content_id=917512&audio_id=1484991
quinta-feira, 14 de junho de 2012
The Diet Song
Podia chamar-lhe a dieta do quisto, mas prefiro chamar-lhe a "dieta até às férias para garantir que tu, quisto, chatinho, nunca mais chateias e que eu vou à Tailândia".
Por isso, nos próximos tempos não vou emagrecer, acho, mas também não vou:
- beber álcool
- beber muito café
- comer coisas esquisitas, do tipo caracóis, tremoços ou moelas, chiclets ou gomas (this is the sad part)
- comer coisas com muita gordura.
Vai ser saudável, vai. E vai valer a pena!
Por isso, nos próximos tempos não vou emagrecer, acho, mas também não vou:
- beber álcool
- beber muito café
- comer coisas esquisitas, do tipo caracóis, tremoços ou moelas, chiclets ou gomas (this is the sad part)
- comer coisas com muita gordura.
Vai ser saudável, vai. E vai valer a pena!
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Home
Casa de família: Dos tios (e primos) que vêm quando nós não estamos (e quando estamos), das gatas das rotinas loucas, da mãe que passa quando vai de viagem e do pai que vem de propósito.
Sempre nossa, que gostamos tanto de sair, para depois gostar tanto de voltar.
It takes lots of love to make a house a home.
Sempre nossa, que gostamos tanto de sair, para depois gostar tanto de voltar.
It takes lots of love to make a house a home.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Good or bad
Às vezes tenho vergonha. Não vou dizer que é da pequenez das coisas portuguesas.
É da pequenez das coisas más.
Ora, aqui está um anúncio mesmo mesmo mau:
E outro do mesmo produto, muuuiito mais giro:
Nem sei bem o que dizer. Dá ideia que deitar dinheiro à rua é uma coisa que as marcas gostam mesmo de fazer.
É da pequenez das coisas más.
Ora, aqui está um anúncio mesmo mesmo mau:
E outro do mesmo produto, muuuiito mais giro:
Nem sei bem o que dizer. Dá ideia que deitar dinheiro à rua é uma coisa que as marcas gostam mesmo de fazer.
terça-feira, 5 de junho de 2012
You make my dreams come true
Ontem, adorei o facto de andar à procura de lugar atrás do BMW do vizinho que, claro, ao fim de umas voltas me roubou um spot. E também adorei o facto de, uns minutos depois, ter estacionado à porta de casa, e ao sair do carro me ter cruzado com o mesmo vizinho, de sorriso na cara. Podia estar só a olhar para o meu vestido às bolinhas, mas acho mesmo que o sorriso era de boa vizinhança do estilo "Vê que bom, arranjou um lugar melhor que o meu e tudo e tudo".
E por isso lembrei-me disto:
E reparei nos comentários ao video:
- num primeiro link o mais votado é este:
I wish real life was this awesome
- num segundo link o mais votado é este:
- num segundo link o mais votado é este:
Well that's pretty much the normal outcome of having sex with Zooey Deschanel.
Pretty much the same :-)
Pretty much the same :-)
quinta-feira, 31 de maio de 2012
One night in Bangkok
Estou a ficar demasiado overexcited com uma coisa que só vai acontecer daqui a um mês e meio e que me vai custar um dinheirão.
Mas estou overexcited na mesma :)
Mas estou overexcited na mesma :)
Twenty Something
Um grande like que vem daqui:
1. The world is trying to keep you stupid. From bank fees to interest rates to miracle diets, people who are not educated are easier to get money from and easier to lead. Educate yourself as much as possible for wealth, independence, and happiness.
2. Do not have faith in institutions to educate you. By the time they build the curriculum, it’s likely that the system is outdated– sometimes utterly broken. You both learn and get respect from people worth getting it from by leading and doing, not by following.
3. Read as much as you can. Learn to speed read with high retention.Emerson Spartz taught me this while I was at a Summit Series event. If he reads 2-3 books a week, you can read one.
4. Connect with everyone, all the time. Be genuine about it. Learn to find something you like in each person, and then speak to that thing.
5. Don’t waste time being shy. Shyness is the belief that your emotions should be the arbitrators of your decision making process when the opposite is actually true.
6. If you feel weird about something during a relationship, that’s usually what you end up breaking up over.
7. Have as much contact as possible with older people. Personally, I met people at Podcamps. My friend Greg, at the age of 13, met his first future employer sitting next to him on a plane. The reason this is so valuable is because people your age don’t usually have the decision-making ability to help you very much. Also they know almost everything you will learn later, so ask them.
8. Find people that are cooler than you and hang out with them too. This and the corollary are both important: “don’t attempt to be average inside your group. Continuously attempt to be cooler than them (by doing cooler things, being more laid back, accepting, ambitious, etc.).”
9. You will become more conservative over time. This is just a fact. Those you surround yourself with create a kind of “bubble” that pushes you to support the status quo. For this reason, you need to do your craziest stuff NOW. Later on, you’ll become too afraid. Trust me.
10. Reduce all expenses as much as possible. I mean it. This creates a safety net that will allow you to do the crazier shit I mentioned above.
11. Instead of getting status through objects (which provide only temporary boosts), do it through experiences. In other words, a trip to Paris is a better choice than a new wardrobe. Studies show this also boosts happiness.
12. While you are living on the cheap, solve the money problem. Use the internet, because it’s like a cool little machine that helps you do your bidding. If you are currently living paycheck to paycheck, extend that to three weeks instead of two. Then, as you get better, you can think a month ahead, then three months, then six, and finally a year ahead. (The goal is to get to a point where you are thinking 5 years ahead.)
13. Learn to program.
14. Get a six-pack (or get thin, whatever your goal is) while you are young. Your hormones are in a better place to help you do this at a younger age. Don’t waste this opportunity, trust me.
15. Learn to cook. This will make everything much easier and it turns food from a chore + expensive habit into a pleasant + frugal one. I’m a big Jamie Oliver fan, but whatever you like is fine.
16. Sleep well. This and cooking will help with the six pack. If you think “I can sleep when I’m dead” or “I have too much to do to sleep,” I have news for you: you are INEFFICIENT, and sleep deprivation isn’t helping.
17. Get a reminder app for everything. Do not trust your own brain for your memory. Do not trust it for what you “feel like” you should be doing. Trust only the reminder app. I use RE.minder and Action Method.
18. Choose something huge to do, as well as allowing the waves of opportunity to help you along. If you don’t set goals, some stuff may happen, but if you do choose, lots more will.
19. Get known for one thing. Spend like 5 years doing it instead of flopping around all over the place. If you want to shift afterwards, go ahead. Like I said, choose something.
20. Don’t try to “fix” anyone. Instead, look for someone who isn’t broken.
20 Things I Should Have Known at 20
2. Do not have faith in institutions to educate you. By the time they build the curriculum, it’s likely that the system is outdated– sometimes utterly broken. You both learn and get respect from people worth getting it from by leading and doing, not by following.
3. Read as much as you can. Learn to speed read with high retention.Emerson Spartz taught me this while I was at a Summit Series event. If he reads 2-3 books a week, you can read one.
4. Connect with everyone, all the time. Be genuine about it. Learn to find something you like in each person, and then speak to that thing.
5. Don’t waste time being shy. Shyness is the belief that your emotions should be the arbitrators of your decision making process when the opposite is actually true.
6. If you feel weird about something during a relationship, that’s usually what you end up breaking up over.
7. Have as much contact as possible with older people. Personally, I met people at Podcamps. My friend Greg, at the age of 13, met his first future employer sitting next to him on a plane. The reason this is so valuable is because people your age don’t usually have the decision-making ability to help you very much. Also they know almost everything you will learn later, so ask them.
8. Find people that are cooler than you and hang out with them too. This and the corollary are both important: “don’t attempt to be average inside your group. Continuously attempt to be cooler than them (by doing cooler things, being more laid back, accepting, ambitious, etc.).”
9. You will become more conservative over time. This is just a fact. Those you surround yourself with create a kind of “bubble” that pushes you to support the status quo. For this reason, you need to do your craziest stuff NOW. Later on, you’ll become too afraid. Trust me.
10. Reduce all expenses as much as possible. I mean it. This creates a safety net that will allow you to do the crazier shit I mentioned above.
11. Instead of getting status through objects (which provide only temporary boosts), do it through experiences. In other words, a trip to Paris is a better choice than a new wardrobe. Studies show this also boosts happiness.
12. While you are living on the cheap, solve the money problem. Use the internet, because it’s like a cool little machine that helps you do your bidding. If you are currently living paycheck to paycheck, extend that to three weeks instead of two. Then, as you get better, you can think a month ahead, then three months, then six, and finally a year ahead. (The goal is to get to a point where you are thinking 5 years ahead.)
13. Learn to program.
14. Get a six-pack (or get thin, whatever your goal is) while you are young. Your hormones are in a better place to help you do this at a younger age. Don’t waste this opportunity, trust me.
15. Learn to cook. This will make everything much easier and it turns food from a chore + expensive habit into a pleasant + frugal one. I’m a big Jamie Oliver fan, but whatever you like is fine.
16. Sleep well. This and cooking will help with the six pack. If you think “I can sleep when I’m dead” or “I have too much to do to sleep,” I have news for you: you are INEFFICIENT, and sleep deprivation isn’t helping.
17. Get a reminder app for everything. Do not trust your own brain for your memory. Do not trust it for what you “feel like” you should be doing. Trust only the reminder app. I use RE.minder and Action Method.
18. Choose something huge to do, as well as allowing the waves of opportunity to help you along. If you don’t set goals, some stuff may happen, but if you do choose, lots more will.
19. Get known for one thing. Spend like 5 years doing it instead of flopping around all over the place. If you want to shift afterwards, go ahead. Like I said, choose something.
20. Don’t try to “fix” anyone. Instead, look for someone who isn’t broken.
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quarta-feira, 30 de maio de 2012
Shake it out
Despreocupadamente também significa parar de pensar no que aconteceu e assim passar a ver tudo a renascer.
Se há medos? Há, mas há mais coisas boas e os medos só nos afastam do que vai ser bom, um dia e do que é bom, agora.
Encerrei mais um capítulo e depois fui merecidamente dar uma volta a Londres.
E estava bom tempo, o que só pode ser bom sinal.
Agora é sempre a subir!
Se há medos? Há, mas há mais coisas boas e os medos só nos afastam do que vai ser bom, um dia e do que é bom, agora.
Encerrei mais um capítulo e depois fui merecidamente dar uma volta a Londres.
E estava bom tempo, o que só pode ser bom sinal.
Agora é sempre a subir!
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Lost Cause
Ensinaram-me há muito tempo que devemos escolher as nossas causas.
Não podemos ir a todas, sob pena de nos tornarmos os chatos que passam a vida a "lutar" por causas no Facebook e não fazem um cu.
Temos pena.
Haja paciência, mas os pelinhos do meu braço eriçam todos a cada novo post daquela pessoazinha que passa o dia a pôr coisas sobre a importância da Cultura, as iniciativas dos outros (frise-se bem DOS OUTROS) pró cultura, pró natureza, pró plantinhas, pró liberdade, pró pobrezinhos.
Muito honestamente só tenho vontade (daquelas grandes mas que reprimo) de comentar: "Quando tiveres salvo o mundo de todas as causas e mais algumas, vem falar comigo que eu te dou mais umas quantas.".
Haja paciência!
Não podemos ir a todas, sob pena de nos tornarmos os chatos que passam a vida a "lutar" por causas no Facebook e não fazem um cu.
Temos pena.
Haja paciência, mas os pelinhos do meu braço eriçam todos a cada novo post daquela pessoazinha que passa o dia a pôr coisas sobre a importância da Cultura, as iniciativas dos outros (frise-se bem DOS OUTROS) pró cultura, pró natureza, pró plantinhas, pró liberdade, pró pobrezinhos.
Muito honestamente só tenho vontade (daquelas grandes mas que reprimo) de comentar: "Quando tiveres salvo o mundo de todas as causas e mais algumas, vem falar comigo que eu te dou mais umas quantas.".
Haja paciência!
terça-feira, 15 de maio de 2012
Concertino: Minuete
Acho que em vez de me irritar pela espera, vou mas é comprar uma máquina de filmar e andar para aí a fazer vídeos da minha cidade (e edição e a montagem e tudo e tudo). Ocupava bem o meu tempo, e não me preocupava por não saber se hoje durmo ou não durmo em Lisboa, ou se durmo ou não durmo simplesmente.
A espera é fodida.
Mais vale filmar.
A espera é fodida.
Mais vale filmar.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Sempre
Amo este tempo em que qualquer notícia mais triste não sabe a chuva, porque ela não está, e é amaciada, no que pode ser amaciado, pelo calor dos concertos em língua portuguesa e pelo sol que nos bate na cara num picnic na Tapada das Necessidades, com amigos suaves e comida leve.
E até posso acordar todas as noites, ainda meia aflita (triste sina, mas há pior), mas ao menos não tenho frio, e há amor.
E até posso acordar todas as noites, ainda meia aflita (triste sina, mas há pior), mas ao menos não tenho frio, e há amor.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Alice
Roubando os créditos à minha mãe, há pessoas que naturalmente fazem parte das nossas vidas.
Estou incrédula e de luto, talvez estejamos quase todos os que têm o luxo de ter bom gosto (com todas as modéstias à parte).
Não houve um concerto dele, ou com ele, que não fosse apaixonante - e não estou em exageros post mortem. É mesmo verdade.
Sei que ando uma lamechas de todo o tamanho, mas mesmo antes de estar assim como estou agora, já o Bernardo me fazia chorar.
Não há muita música que produza este efeito em mim.
Talvez, o Camané, também (e também ele cantou com o Sassetti).
A imortalidade está nestas músicas brilhantes.
A frustração e a tristeza está no que poderia ter sido e nunca será, porque morreu.
Acompanhar-me-á para sempre. A sua Alice, o seu piano dos Três pianos, o Indigo das suas mãos, tudo.
Mas já não o vou ver em concerto, atirando a melena para trás, improvisando ao sabor do momento.
Vou ter saudades.
Estou incrédula e de luto, talvez estejamos quase todos os que têm o luxo de ter bom gosto (com todas as modéstias à parte).
Não houve um concerto dele, ou com ele, que não fosse apaixonante - e não estou em exageros post mortem. É mesmo verdade.
Sei que ando uma lamechas de todo o tamanho, mas mesmo antes de estar assim como estou agora, já o Bernardo me fazia chorar.
Não há muita música que produza este efeito em mim.
Talvez, o Camané, também (e também ele cantou com o Sassetti).
A imortalidade está nestas músicas brilhantes.
A frustração e a tristeza está no que poderia ter sido e nunca será, porque morreu.
Acompanhar-me-á para sempre. A sua Alice, o seu piano dos Três pianos, o Indigo das suas mãos, tudo.
Mas já não o vou ver em concerto, atirando a melena para trás, improvisando ao sabor do momento.
Vou ter saudades.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Run the World
Se podia ter respondido certo a mais uma pergunta e passar à próxima fase?
Podia, mas either way one day I will run the world.
Com vontade de mais desafios.
E nada desalentada!
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Restolho
Da crueldade de viver para si:
Está a morrer.
Agora já não é provável, é certo, porque quando os órgãos começam a falhar, é porque se está mesmo a morrer.
Tenho a certeza de que se hoje o deixassem provavelmente faria a sua vida de forma diferente.
Daria mais aos seus filhos, e espero que à sua mulher.
E não viveria na pele a dor maior do abandono.
Porque até podemos estar ao seu lado, o meu pai está sempre ao seu lado, mas vai morrer sozinho.
E sabe bem lá no fundo que podia ter sido diferente.
Está a morrer.
Agora já não é provável, é certo, porque quando os órgãos começam a falhar, é porque se está mesmo a morrer.
Tenho a certeza de que se hoje o deixassem provavelmente faria a sua vida de forma diferente.
Daria mais aos seus filhos, e espero que à sua mulher.
E não viveria na pele a dor maior do abandono.
Porque até podemos estar ao seu lado, o meu pai está sempre ao seu lado, mas vai morrer sozinho.
E sabe bem lá no fundo que podia ter sido diferente.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Fly me to the moon
Vamos ver a Lua cheia, meu amor,
E ficar assim nesse universo onde o amor tem a forma de comida boa e a comida boa tem a forma de todas as coisas felizes.
Felizes os que não têm tudo e vão vendo o tudo regressar lentamente, para saber melhor, como comida boa, com a forma de coisas felizes.
Vamos ver a Lua cheia, meu amor.
Que amanhã a Lua cheia será maior.
E ficar assim nesse universo onde o amor tem a forma de comida boa e a comida boa tem a forma de todas as coisas felizes.
Felizes os que não têm tudo e vão vendo o tudo regressar lentamente, para saber melhor, como comida boa, com a forma de coisas felizes.
Vamos ver a Lua cheia, meu amor.
Que amanhã a Lua cheia será maior.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Summertime
Diz que na próxima semana vão começar a estar 30 graus e por aí fora.
Diz que no próximo fim de semana começa o outjazz no jardim da estrela.
E espero que no final do mês já possa abrir a época balnear para os lados de Viseu.
É que diz que no Verão é tudo mais fácil, mais leve e mais azul. E eu estou a precisar de azul.
Diz que no próximo fim de semana começa o outjazz no jardim da estrela.
E espero que no final do mês já possa abrir a época balnear para os lados de Viseu.
É que diz que no Verão é tudo mais fácil, mais leve e mais azul. E eu estou a precisar de azul.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
That's Life
A diferença entre aquilo que eu era e aquilo que eu sou é que hoje eu sei que pode chover, que posso ter um quisto de 8 cm, que posso até nem conseguir ter filhos (pelo menos para já), que até posso ter vontade de cair no chão e chorar durante três horas e meia a ver se passa, que podemos discutir, que posso ter medo de tudo... e que isto tudo até pode ser verdade mas que sei também que vou continuar a ser feliz, vamos continuar juntos, e não vamos mandar isto tudo à merda.
Até podemos ir embora, até podemos mudar de vida, até podemos mudar muita coisa, mas continuarei sempre com a inegável certeza de que isto vale sempre a pena.
"Each time I find myself flat on my face, I pick myself up and get back in the race"
Até podemos ir embora, até podemos mudar de vida, até podemos mudar muita coisa, mas continuarei sempre com a inegável certeza de que isto vale sempre a pena.
O meu amor existe
"(...)
O meu amor ensinou-me a chegar
sedento de ternura
sarou as minhas feridas
O meu amor ensinou-me a chegar
sedento de ternura
sarou as minhas feridas
e pôs-me a salvo para além da loucura"
segunda-feira, 30 de abril de 2012
1492: Conquest of Paradise
Quero focar-me no que é positivo.
Esquecer que as dores voltaram, que nunca mais passam, que nunca pedi isto e que às vezes, mas só às vezes, desejo sair do meu corpo.
Esquecer que o meu homem tem defeitos, como todos os homens, defeitos que às vezes nos custam dinheiro - ou nos fazem receber menos - e que isso me frustra e mais ainda me frustra não conseguir abstrair-me disso.
Vou focar-me nas notícias positivas.
85% não é muito, mas pode ser que chegue para irmos à conquista.
E tanto mais não seja que consigo provar-me a mim própria que quem quer, consegue.
E mesmo que não chegue para a conquista, pelo menos serviu para me desafiar novamente.
Venham mais desafios, dos bons.
E menos frustrações, please.
Venham paixões, conquistas das diárias e surpresas boas. Mesmo que sejam pequeninas.
Esquecer que as dores voltaram, que nunca mais passam, que nunca pedi isto e que às vezes, mas só às vezes, desejo sair do meu corpo.
Esquecer que o meu homem tem defeitos, como todos os homens, defeitos que às vezes nos custam dinheiro - ou nos fazem receber menos - e que isso me frustra e mais ainda me frustra não conseguir abstrair-me disso.
Vou focar-me nas notícias positivas.
85% não é muito, mas pode ser que chegue para irmos à conquista.
E tanto mais não seja que consigo provar-me a mim própria que quem quer, consegue.
E mesmo que não chegue para a conquista, pelo menos serviu para me desafiar novamente.
Venham mais desafios, dos bons.
E menos frustrações, please.
Venham paixões, conquistas das diárias e surpresas boas. Mesmo que sejam pequeninas.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Quando (já nada é intacto)
Quando já nada é intacto, nada melhor do que acordar, mesmo que mais cedo que o despertador, e lembrar-se que se dormiu 8 horas, seguidas. Sem acordar uma única vez.
Há coisas pequenas mesmo mesmo boas.
Há coisas pequenas mesmo mesmo boas.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Do you remember
Dia de Nostalgia.
Descoberta número 1, através do Google Maps:
-existem 5 Sesame Street no Mundo. Gosto particularmente desta:
Descoberta número 2:
Vou decorar a letra.
Descoberta número 1, através do Google Maps:
-existem 5 Sesame Street no Mundo. Gosto particularmente desta:
Descoberta número 2:
Vou decorar a letra.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
My Valentine
O Paul McCartney já está tão velhinho... mas gosto, e mais ainda da Natalie e do Johnny.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Velha e Louca
Ora então aqui vai uma listinha das coisas que quero fazer quando a merdinha que me está na barriga desaparecer (não é uma criança - nem tanto! nem eu chamaria "merdinha" a uma criança). Ora então aqui vai disto:
1) O mais óbvio e que é do foro íntimo
2) Uma massagem ayurvédica de 90 minutos que a minha mãe me ofereceu de prenda de anos (já estava combinada antes da merdinha aparecer)
3) Correr pela marginal fora e andar muito de bicicleta
4) Ir de casa até ao Chiado a pé
5) Deixar a gata mais velha saltar-me para o colo, sem ter de lhe agarrar as patas e dizer "aí não, S.!!!"
6) Ir a Londres passear (a melhor prenda dos meus anos :))
E a modos que é isto e deve haver mais umas coisas, mas hoje nem me lembro.
É que hoje estou convencida que estou melhor.
1) O mais óbvio e que é do foro íntimo
2) Uma massagem ayurvédica de 90 minutos que a minha mãe me ofereceu de prenda de anos (já estava combinada antes da merdinha aparecer)
3) Correr pela marginal fora e andar muito de bicicleta
4) Ir de casa até ao Chiado a pé
5) Deixar a gata mais velha saltar-me para o colo, sem ter de lhe agarrar as patas e dizer "aí não, S.!!!"
6) Ir a Londres passear (a melhor prenda dos meus anos :))
E a modos que é isto e deve haver mais umas coisas, mas hoje nem me lembro.
É que hoje estou convencida que estou melhor.
terça-feira, 17 de abril de 2012
Good life (parte II)
Nunca, mas nunca, deixes que alguém te diga "coitadinha de ti".
Tens uma vida boa, sempre tiveste, e ainda por cima com quem te quer.
Não és uma coitadinha.
És uma sortuda (só que às vezes esqueces-te).
Tu tens o pouco que é tudo (o pouco que devia ser sempre tudo).
Os 27 já lá vão.
E diz que para a frente é que é o caminho.
O bom caminho.
Para trás só andam os caranguejos.
E tu és orgulhosamente carneiro.
Tens uma vida boa, sempre tiveste, e ainda por cima com quem te quer.
Não és uma coitadinha.
És uma sortuda (só que às vezes esqueces-te).
Tu tens o pouco que é tudo (o pouco que devia ser sempre tudo).
Os 27 já lá vão.
E diz que para a frente é que é o caminho.
O bom caminho.
Para trás só andam os caranguejos.
E tu és orgulhosamente carneiro.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Amanhã
Estou em dia menos bom, meia desalentada por ter acordado durante a noite, n vezes, ainda com dores (psicológicas?...).
Mas até é bom sinal. Significa que amanhã o dia vai ser bom, tem de ser, e mandam as conveniências que assim seja.
Amanhã vou ter o dia para mim. Vou tentar mimar-me, mesmo que não possa fazer a minha massagem ayurvédica de 90 minutos que passam num instante. E vou cozinhar porque sim. Cozinhar não significa andar demais, e quero fazer um bom jantar para os meus.
Depois na quinta vou fazer o tão esperado exame.
E sei que amanhã vou ter a certeza que estou melhor e que o exame vai mostrar que estou melhor.
Hoje não estou em dia sim, mas amanhã, amanhã vai ser um dia sim.
E que se lixe o dia de hoje.
Não é procrastinar, é acreditar que o amanhã é sempre melhor.
E não é pelas conveniências.
É porque sim.
O meu amanhã vai ser assim, positivo. Como este: http://www.youtube.com/watch?v=S8JdYfaUBZo
Mas até é bom sinal. Significa que amanhã o dia vai ser bom, tem de ser, e mandam as conveniências que assim seja.
Amanhã vou ter o dia para mim. Vou tentar mimar-me, mesmo que não possa fazer a minha massagem ayurvédica de 90 minutos que passam num instante. E vou cozinhar porque sim. Cozinhar não significa andar demais, e quero fazer um bom jantar para os meus.
Depois na quinta vou fazer o tão esperado exame.
E sei que amanhã vou ter a certeza que estou melhor e que o exame vai mostrar que estou melhor.
Hoje não estou em dia sim, mas amanhã, amanhã vai ser um dia sim.
E que se lixe o dia de hoje.
Não é procrastinar, é acreditar que o amanhã é sempre melhor.
E não é pelas conveniências.
É porque sim.
O meu amanhã vai ser assim, positivo. Como este: http://www.youtube.com/watch?v=S8JdYfaUBZo
Bad Things
Então diz que se andar 4 míseros quilómetros em voltinhas da minha rua às Amoreiras e voltar, depois no dia seguinte tenho de ficar de molho, no sofá, a ver se a coisinha má acalma...
Bad thing, bad bad thing!
Bad thing, bad bad thing!
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Meu namorado
Se eu dissesse tudo aquilo em que penso, dizia que detesto a Carminho.
Que nunca consegui ouvir uma música dela toda até ao fim, que a outra com o espanhol me faz esgares daqueles feios com a cara e que para mim ela tem voz de cano entupido com um bocado de homem pelo meio.
Só que depois ouvi isto:
Ainda bem que eu não digo tudo o que penso.
Que nunca consegui ouvir uma música dela toda até ao fim, que a outra com o espanhol me faz esgares daqueles feios com a cara e que para mim ela tem voz de cano entupido com um bocado de homem pelo meio.
Só que depois ouvi isto:
Ainda bem que eu não digo tudo o que penso.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Ain't got no. I got Life
Eu que nunca participo em passatempos, ontem senti-me desafiada quando li num blog que bastava escrever sobre liberdade e sobre uma música que no-la fizesse lembrar.
Se ganhar, dou os phones ao marido.
Se não ganhar, pelo menos escrevi verdade verdadinha sobre liberdade.
Ora aqui vai disto:
Na semana passada estive no hospital, durante seis dias.
Eu, uma rapariga normal e saudável, que nunca tinha tido nada, fui parar ao hospital.
E depois da parte chata das dores e quando já só aguardávamos para ver se não me dava o treco outra vez, pensei nesta música ( Ain't Got No, I Got Life).
Há uns anos, antes de casar, mas quando já vivia com o meu (agora) marido, celebrámos um Ano Novo sui generis.
Jantámos em casa, simplesmente, com o "nosso" maior e melhor amigo.
Foram copos, foi conversa, e muito perto da meia-noite, foi música que ouvíamos aleatoriamente tentando enquadrar a escolha.
E do nada, à meia noite em ponto, lá estava ela, a nossa Nina Simone.
Não sei se foi dos copos (talvez) ou simplesmente porque estávamos verdadeiramente felizes, mas agarrámos as mãos os três e em vez de comermos passas dançámos e cantámos: "Ain't got no, I Got life, I got my freedom"...
E fomos livres.
Na semana passada, voltei àquele momento de verdadeira liberdade. Estava sozinha a ouvir música e o meu iPod iluminou o silêncio do quarto do hospital.
I've got life.
Ser livre às vezes é tão só lembrar-se do que é bom e viver.
Se ganhar, dou os phones ao marido.
Se não ganhar, pelo menos escrevi verdade verdadinha sobre liberdade.
Ora aqui vai disto:
Na semana passada estive no hospital, durante seis dias.
Eu, uma rapariga normal e saudável, que nunca tinha tido nada, fui parar ao hospital.
E depois da parte chata das dores e quando já só aguardávamos para ver se não me dava o treco outra vez, pensei nesta música ( Ain't Got No, I Got Life).
Há uns anos, antes de casar, mas quando já vivia com o meu (agora) marido, celebrámos um Ano Novo sui generis.
Jantámos em casa, simplesmente, com o "nosso" maior e melhor amigo.
Foram copos, foi conversa, e muito perto da meia-noite, foi música que ouvíamos aleatoriamente tentando enquadrar a escolha.
E do nada, à meia noite em ponto, lá estava ela, a nossa Nina Simone.
Não sei se foi dos copos (talvez) ou simplesmente porque estávamos verdadeiramente felizes, mas agarrámos as mãos os três e em vez de comermos passas dançámos e cantámos: "Ain't got no, I Got life, I got my freedom"...
E fomos livres.
Na semana passada, voltei àquele momento de verdadeira liberdade. Estava sozinha a ouvir música e o meu iPod iluminou o silêncio do quarto do hospital.
I've got life.
Ser livre às vezes é tão só lembrar-se do que é bom e viver.
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segunda-feira, 9 de abril de 2012
Este Silêncio
Não há palavras e o silêncio sabe bem.
É calma, é paz, é tranquilidade sem dor, sem droga, sem medo.
Ontem quando voltávamos, partilhávamos os dois a firme convicção de que esta última semana não aconteceu.
Não parece ter acontecido. Fomos simplesmente de fim de semana e voltámos.
E pelo meio, aparentemente, houve 6 dias num hospital no Porto. Houve dores, contorsões malabarísticas e circenses, houve catéteres e drogas.
Houve cansaço e dor, e dor.
Mas houve muito mais.
Ninguém que não passe por isso sabe a importância de um sorriso e de um abraço quando estamos assim, cheios de atenção e no entanto tão desamparados.
E aquelas senhoras que por ali andavam e todas com uma palavra amiga...
E eras tu, naquela madrugada lancinante de sábado, que adormecias quebrado com os braços pousados na minha maca, sem tirar a tua mão da minha.
E era a minha tia, que apareceu no preciso momento em que as drogas começaram a fazer efeito - ou então foi só por ela ter aparecido, ou as duas coisas.
E era a minha mãe, dando festas na cabeça da sua cria, quando as dores regressavam de novo.
E foi toda a gente, a quem não me canso de agradecer.
Este meu corpo gosta de coisas raras, de maleitazinhas chatas, mas não demasiado perigosas, só para me recordar da sorte que temos.
Isto foi só um teste e acho que passámos com distinção.
Fuck it, let's go to Thailand :)
É calma, é paz, é tranquilidade sem dor, sem droga, sem medo.
Ontem quando voltávamos, partilhávamos os dois a firme convicção de que esta última semana não aconteceu.
Não parece ter acontecido. Fomos simplesmente de fim de semana e voltámos.
E pelo meio, aparentemente, houve 6 dias num hospital no Porto. Houve dores, contorsões malabarísticas e circenses, houve catéteres e drogas.
Houve cansaço e dor, e dor.
Mas houve muito mais.
Ninguém que não passe por isso sabe a importância de um sorriso e de um abraço quando estamos assim, cheios de atenção e no entanto tão desamparados.
E aquelas senhoras que por ali andavam e todas com uma palavra amiga...
E eras tu, naquela madrugada lancinante de sábado, que adormecias quebrado com os braços pousados na minha maca, sem tirar a tua mão da minha.
E era a minha tia, que apareceu no preciso momento em que as drogas começaram a fazer efeito - ou então foi só por ela ter aparecido, ou as duas coisas.
E era a minha mãe, dando festas na cabeça da sua cria, quando as dores regressavam de novo.
E foi toda a gente, a quem não me canso de agradecer.
Este meu corpo gosta de coisas raras, de maleitazinhas chatas, mas não demasiado perigosas, só para me recordar da sorte que temos.
Isto foi só um teste e acho que passámos com distinção.
Fuck it, let's go to Thailand :)
sexta-feira, 30 de março de 2012
Clocks
Diz que tenho dentro de mim um relógio e ninguém sabe muito bem se tem despertador ou não.
Eu, que nunca fui fã de despertadores, e muito menos dos que buzinam a alto e bom som, estou a tentar ter a firme convicção de que este não tem alarme.
tic tac tic tac
Eu, que nunca fui fã de despertadores, e muito menos dos que buzinam a alto e bom som, estou a tentar ter a firme convicção de que este não tem alarme.
tic tac tic tac
quinta-feira, 29 de março de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
terça-feira, 27 de março de 2012
Panorama (de A Bela Adormecida)
Música clássica e um poema.
"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive"
Ricardo Reis
"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive"
Ricardo Reis
segunda-feira, 26 de março de 2012
Never Walk Alone (parte II)
"As lutadoras têm sempre complicações na vida, mas NUNCA desistem."
À garra de ser assim e de nunca caminhar sozinha, eu digo: You Never Walk Alone.
When you walk through a storm
Hold your chin up high
And don't be afraid of the dark.
At the end of a storm
Is a golden sky
And the sweet, silver song of a lark.
Walk on, through the wind,
Walk on, through the rain,
Though your dreams be tossed and blown.
Walk on, walk on with hope in your heart,
And you'll never walk alone,
You'll never walk alon
À garra de ser assim e de nunca caminhar sozinha, eu digo: You Never Walk Alone.
When you walk through a storm
Hold your chin up high
And don't be afraid of the dark.
At the end of a storm
Is a golden sky
And the sweet, silver song of a lark.
Walk on, through the wind,
Walk on, through the rain,
Though your dreams be tossed and blown.
Walk on, walk on with hope in your heart,
And you'll never walk alone,
You'll never walk alon
sexta-feira, 23 de março de 2012
Total eclipse of the heart
uma das coisas positivas que tenho visto:
E sobre o salto no 1:18: um dia hei-de saber saltar assim sem medos.
E sobre o salto no 1:18: um dia hei-de saber saltar assim sem medos.
Long walk to never
Ando a rodear-me de coisas positivas.
Ficando sozinha à noite não vou a correr ver os CSI's desta vida. Basta-me estar a ler o Millennium 3 para perceber que chega de dose diária de thriller e dramas.
Por isso, já vi dois filmes esta semana. Daqueles de fim-de-semana, no hollywood.
Ri-me, vi tudo direitinho e enfiei-me na cama muito mais tranquila. E ando a dormir muito melhor.
As sementes (especialmente das flores e da Alface) já começaram a despontar.
Cheira a Primavera e a suave.
E a nós, felizes.
Ficando sozinha à noite não vou a correr ver os CSI's desta vida. Basta-me estar a ler o Millennium 3 para perceber que chega de dose diária de thriller e dramas.
Por isso, já vi dois filmes esta semana. Daqueles de fim-de-semana, no hollywood.
Ri-me, vi tudo direitinho e enfiei-me na cama muito mais tranquila. E ando a dormir muito melhor.
As sementes (especialmente das flores e da Alface) já começaram a despontar.
Cheira a Primavera e a suave.
E a nós, felizes.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Brake me, Shake me
Hoje além de já ter trabalhado imenso numa coisa que odiava, mas já não odeio porque já respirei fundo e já está feita, ainda:
- ouvi uma data de poesia uma vez que hoje é o dia Mundial da Poesia.
- ouvi a discografia completa dos Kings of Leon
- ouvi na cabeça "shake it, shake it" e achei que devia procurar uma música e pelo caminho lembrei-me dos Savage Garden, fui ouvir e tive vergonha de ainda saber as músicas de cor (os 15 anos são míticos, gente!).
Versatilidade?...
- ouvi uma data de poesia uma vez que hoje é o dia Mundial da Poesia.
- ouvi a discografia completa dos Kings of Leon
- ouvi na cabeça "shake it, shake it" e achei que devia procurar uma música e pelo caminho lembrei-me dos Savage Garden, fui ouvir e tive vergonha de ainda saber as músicas de cor (os 15 anos são míticos, gente!).
Versatilidade?...
segunda-feira, 19 de março de 2012
Jump around
Acordei estremunhada com sonhos estranhos sobre medos latentes. Desde que tive alta já passaram seis meses e tenho de ir ver se o bicho não voltou.
E nem tenho pensado nisso, nem sequer me passou pela cabeça que a consulta pudesse ter um mau resultado, mas pelos vistos ficou latente. Ontem sonhei que tinha agora umas "células congénitas", mas que era simples, só pôr um adesivo, e em 3 meses ficava ok de novo. E eu e o P. ficávamos destroçados por ter de voltar à estaca zero.
Acordei a pensar que o insconciente é uma coisa lixada e que às vezes bem podia ir a um sítio certo.
Porque ai de quem me diga que vai voltar tudo ao zero. Não vai voltar, porque não pode (até pode, mas eu não deixo).
Por isso, contei a três pessoas o meu sonho e depois parei de ter pena de mim.
É Primavera, ainda não choveu em minha casa (e muito pouco cá fora), já plantei sementes na varanda.
A partir de agora vai correr tudo bem.
E nem tenho pensado nisso, nem sequer me passou pela cabeça que a consulta pudesse ter um mau resultado, mas pelos vistos ficou latente. Ontem sonhei que tinha agora umas "células congénitas", mas que era simples, só pôr um adesivo, e em 3 meses ficava ok de novo. E eu e o P. ficávamos destroçados por ter de voltar à estaca zero.
Acordei a pensar que o insconciente é uma coisa lixada e que às vezes bem podia ir a um sítio certo.
Porque ai de quem me diga que vai voltar tudo ao zero. Não vai voltar, porque não pode (até pode, mas eu não deixo).
Por isso, contei a três pessoas o meu sonho e depois parei de ter pena de mim.
É Primavera, ainda não choveu em minha casa (e muito pouco cá fora), já plantei sementes na varanda.
A partir de agora vai correr tudo bem.
sexta-feira, 16 de março de 2012
High and Dry
Ontem pela primeira vez desde há mais de dois anos cheguei a casa e gostei de ver a chuva lá fora.
Ainda está cá o nervoso miudinho de subir as escadas e saber "se choveu".
Ainda é a medo que entro na cozinha e olho para tudo.
Mas ontem a chuva ficou lá fora (e já é a segunda vez - que fica lá fora).
Não se salta ainda de alegria, não se explode de felicidade porque chove, mas pelo menos há um bocadinho mais de paz. E chuva, só, lá fora.
High and Dry.
Ainda está cá o nervoso miudinho de subir as escadas e saber "se choveu".
Ainda é a medo que entro na cozinha e olho para tudo.
Mas ontem a chuva ficou lá fora (e já é a segunda vez - que fica lá fora).
Não se salta ainda de alegria, não se explode de felicidade porque chove, mas pelo menos há um bocadinho mais de paz. E chuva, só, lá fora.
High and Dry.
quinta-feira, 15 de março de 2012
O Children
Aqui a Je anda com vontade de subir as paredes por causa de uma colega que acabou de voltar de licença de maternidade (segundo filho, aos 40) e a ÚNICA coisa que faz é queixar-se dos filhos.
TODOS os dias.
Dá vontade de esbofetear.
Dá vontade de perguntar: olha lá, mas porque é que tu decidiste ter filhos, afinal?
Infelizes criam infelizes.
TODOS os dias.
Dá vontade de esbofetear.
Dá vontade de perguntar: olha lá, mas porque é que tu decidiste ter filhos, afinal?
Infelizes criam infelizes.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Mahler: Symphony No. 5, Adagietto
Há 14 anos era Verão, estávamos em casa do Paul e da Jeanette, algures na Bretanha, e acordámos as duas a ouvir uma música, às 7 da manhã.
Era o despertador que tinha tocado, naquele quarto que não era nosso, com um vinil de um pôr do sol e de palmeiras. E mesmo assim foi provavelmente dos mais bonitos despertares que já tive.
Ouvimos a música aconchegadas na cama e, antes de desligarmos o rádio para adormecer novamente, tentámos perceber o radialista francês que referia uma música qualquer de Dvorak (provavelmente falava da música que iria passar a seguir, mas não nos apercebemos na altura).
Depois quando acordámos, confirmámos entre as duas que não tinha sido um sonho e partimos em busca de uma música única, que seria de Dvorak.
Ouvimos todo o reportório do compositor (vá, quase todo), e nunca chegámos a ter certezas de ter descoberto A música. Ainda andei muito tempo inconformada, incerta de que tivéssemos descoberto a composição... seria mesmo Dvorak? Será que tínhamos percebido mal? Mas os anos foram passando e nunca mais pensámos nisso.
Hoje, por acaso, recebi um email sobre o Adagietto do Mahler e decidi ir ouvir, porque desconhecia.
E ao primeiro som, lá estava ela. A minha música de há 14 anos.
"Diz-se que quando o compositor Gustav Mahler se apaixonou pela bela Alma Schindler, em vez de se declarar por viva voz ou por carta, enviou-lhe uma música sua, sem palavras, designada "Adagietto". Alma recebeu a partitura, tocou-a ao piano e, compreendendo pela beleza da música o alcance da intenção, pediu ao compositor que viesse ter com ela para aceitar a sua declaração de amor tão apaixonada e sensível."
Ainda há coisas bonitas.
Era o despertador que tinha tocado, naquele quarto que não era nosso, com um vinil de um pôr do sol e de palmeiras. E mesmo assim foi provavelmente dos mais bonitos despertares que já tive.
Ouvimos a música aconchegadas na cama e, antes de desligarmos o rádio para adormecer novamente, tentámos perceber o radialista francês que referia uma música qualquer de Dvorak (provavelmente falava da música que iria passar a seguir, mas não nos apercebemos na altura).
Depois quando acordámos, confirmámos entre as duas que não tinha sido um sonho e partimos em busca de uma música única, que seria de Dvorak.
Ouvimos todo o reportório do compositor (vá, quase todo), e nunca chegámos a ter certezas de ter descoberto A música. Ainda andei muito tempo inconformada, incerta de que tivéssemos descoberto a composição... seria mesmo Dvorak? Será que tínhamos percebido mal? Mas os anos foram passando e nunca mais pensámos nisso.
Hoje, por acaso, recebi um email sobre o Adagietto do Mahler e decidi ir ouvir, porque desconhecia.
E ao primeiro som, lá estava ela. A minha música de há 14 anos.
"Diz-se que quando o compositor Gustav Mahler se apaixonou pela bela Alma Schindler, em vez de se declarar por viva voz ou por carta, enviou-lhe uma música sua, sem palavras, designada "Adagietto". Alma recebeu a partitura, tocou-a ao piano e, compreendendo pela beleza da música o alcance da intenção, pediu ao compositor que viesse ter com ela para aceitar a sua declaração de amor tão apaixonada e sensível."
Ainda há coisas bonitas.
terça-feira, 13 de março de 2012
Kaliyugavaradana
A tirar uma especialização em confort food.
Na última semana, já cozinhei:
- Coelho com alecrim
- Moqueca de peixe
- Pudinzinhos de mel
- Empadinhas de coelho e espinafres (com massa feita pela Je).
e tudo em dia de semana.
E tudo receitas novas.
Vou continuar.
Na última semana, já cozinhei:
- Coelho com alecrim
- Moqueca de peixe
- Pudinzinhos de mel
- Empadinhas de coelho e espinafres (com massa feita pela Je).
e tudo em dia de semana.
E tudo receitas novas.
Vou continuar.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Hakuna Matata
Diz o 9gag que "The less you care, the happier you are".
Filosofias dos tempos modernos e da Disney. So right.
Ando com radicalismos atravessados na garganta.
Trying very very hard not to give a damn.
Filosofias dos tempos modernos e da Disney. So right.
Ando com radicalismos atravessados na garganta.
Trying very very hard not to give a damn.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Respect
Lamento, mas acho que, hoje em dia, celebrar o Dia da Mulher não tem sentido.
É sexista e inadequado, porque implicitamente diz que todos os outros dias são dos homens. Tenho mais que fazer.
Por isso, para mim, hoje não é dia da Mulher.
É dia de novos episódios da Anatomia de Grey, o que é francamente mais feminino. Tenho dito.
É sexista e inadequado, porque implicitamente diz que todos os outros dias são dos homens. Tenho mais que fazer.
Por isso, para mim, hoje não é dia da Mulher.
É dia de novos episódios da Anatomia de Grey, o que é francamente mais feminino. Tenho dito.
quarta-feira, 7 de março de 2012
I love Paris (II)
Foram 3 dias de lufada de ar fresco, de amor, de andar a pé e de bicicleta.
De Shakespeare's and Company, Notre Dame, Torre Eiffel, Louvre e Montmartre. Foram dias de nós, e foi tão bom.
E pegando na campanha nova da PT, cada vez estou mais convencida: 1+1= ∞
quinta-feira, 1 de março de 2012
Un homme et une femme
Dos filmes bonitos que quero ver e das francesas que dizem tão bem as coisas exatas (no vídeo com legendas em inglês).
Ah! Mais je ne prétends pas être original
Vous savez une rencontre, un marriage, un enfant,
ce sont des choses qui arrivent à beaucoup de gens.
Ce qui peut être original c'est l'être qu'on aime.
- Et votre mari est original?
Pour moi oui.
Il est si passionant, si exclusive, si... si entier.
Ah!... Il se passionne pour des choses, pour des gens, pour des idées, pour des pays.
- Mais, dîtes-moi, c'est le Christe?
Pour moi peut-être.
Ah! Mais je ne prétends pas être original
Vous savez une rencontre, un marriage, un enfant,
ce sont des choses qui arrivent à beaucoup de gens.
Ce qui peut être original c'est l'être qu'on aime.
- Et votre mari est original?
Pour moi oui.
Il est si passionant, si exclusive, si... si entier.
Ah!... Il se passionne pour des choses, pour des gens, pour des idées, pour des pays.
- Mais, dîtes-moi, c'est le Christe?
Pour moi peut-être.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Je t'ai dans la peau
Tenho uma mãe Chevalière de l'Ordre des Arts et des Lettres.
E no seu discurso, falado não lido, sem papel, com voz firme, não falou das conveniências, dos protocolos, da honra (da qual se está um bocado nas tintas), mas falou do contributo dos outros para chegar onde chegou.
Dos amigos, do mais novo ao mais velho, do marido, das filhas, do genro em particular, da família em geral. Até falou da mãe com cuja imagem combate diariamente na tentativa infrutífera de não ser igual - mas os nossos genes não deixam e afastamo-nos da linha para regressar sempre à energia permanente que nos faz andar para a frente com uma força maior do que nós.
No caso dela, da mãe da minha mãe, é essa energia que surge quando, já velhinha, se esquece das coisas mas quer sempre voltar para casa cedo porque "pode haver visitas e tenho de fazer o jantar para elas" (e já não há visitas).
No nosso caso, é a luta, diária, para fazer coisas. É um nunca estar satisfeita - talvez quando devessemos - porque há sempre mais e procurá-lo, mesmo que sem o ter, é ser feliz.
Porque as pegadas apagam-se e o nosso presente tem muito de futuro e muito pouco de passado.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Hummingbird
Campanha Novartis (by Tom Hussey)
"And please, please, make eye contact with an elderly person. And touch them. No one touches them. Hold their hand. It costs nothing and it really, really makes them feel like the world still cares that they’re here." (daqui)
Apercebi-me disto com o meu avô.
Nunca foi uma pessoa carinhosa, nunca abraçou os filhos, sempre lhe custou beijar os netos.Apercebi-me disto com o meu avô.
Agora que está tão frágil, fica um pouco tenso quando lhe dou a mão.
Depois deixa-se ir, aceita, aproveita o carinho e os olhos brilham um bocadinho mais.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Between me and the sun
O lema desta semana é descobrir o que é que nos apetece fazer.
O que é que te apetece MESMO fazer?
Sem ser trabalho, sem ser casa, rotina, pais, amigos, família.
O que é que te apetece MESMO fazer?
Acredito que as pessoas nasceram para ser qualquer coisa.
Só que a maioria das pessoas não sabe o que quer ser e morre sem nunca ter descoberto.
A padeira da Lapa ajuda velhinhos.
É padeira, deve ter família, e até filhos, tem amigos de certeza. Mas é, antes de mais, a senhora que ajuda os velhinhos.
A M. é actriz num grupo amador de teatro.
É mãe, trabalha no Ikea, é mulher e namorada. Mas é, antes de mais, actriz.
Há qualquer coisa nas pessoas que brilha quando São o que nasceram para ser.
A Padeira da Lapa diz que adora a aldeia dela. Vai lá para descansar, dormir e diz ela que se distrai a ajudar os seus velhinhos. Tal como faz na Lapa, quando trabalha. É o que ela "É".
A M. passa noites nos ensaios, não dorme, tem enxaquecas, problemas às vezes e tudo. Mas quando está no palco deixa tudo de existir.
Todas as pessoas São qualquer coisa. Precisam é de descobrir o quê.
O que é que te apetece MESMO fazer?
Sem ser trabalho, sem ser casa, rotina, pais, amigos, família.
O que é que te apetece MESMO fazer?
Acredito que as pessoas nasceram para ser qualquer coisa.
Só que a maioria das pessoas não sabe o que quer ser e morre sem nunca ter descoberto.
A padeira da Lapa ajuda velhinhos.
É padeira, deve ter família, e até filhos, tem amigos de certeza. Mas é, antes de mais, a senhora que ajuda os velhinhos.
A M. é actriz num grupo amador de teatro.
É mãe, trabalha no Ikea, é mulher e namorada. Mas é, antes de mais, actriz.
Há qualquer coisa nas pessoas que brilha quando São o que nasceram para ser.
A Padeira da Lapa diz que adora a aldeia dela. Vai lá para descansar, dormir e diz ela que se distrai a ajudar os seus velhinhos. Tal como faz na Lapa, quando trabalha. É o que ela "É".
A M. passa noites nos ensaios, não dorme, tem enxaquecas, problemas às vezes e tudo. Mas quando está no palco deixa tudo de existir.
Todas as pessoas São qualquer coisa. Precisam é de descobrir o quê.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Tricks of the Trade - parte dois
Há um ano, tememos que pudesses morrer, que te fosses.
Há um ano recebemos uma daquelas chapadas bem fortes, que nos atiram ao chão, e no-lo tiram ao mesmo tempo.
Há um ano, os meus pensamentos estavam sempre no Porto, junto dos mais teus.
Há um ano escrevi muitas coisas, mas logo que soube escrevi isto:
Hoje estamos mais fortes. E somos sempre Família.
Há um ano recebemos uma daquelas chapadas bem fortes, que nos atiram ao chão, e no-lo tiram ao mesmo tempo.
Há um ano, os meus pensamentos estavam sempre no Porto, junto dos mais teus.
Há um ano escrevi muitas coisas, mas logo que soube escrevi isto:
"In the still of the night
My thoughts go straight to you.
Please, please, please, get well.
Tu mereces tudo."
Please, please, please, get well.
Tu mereces tudo."
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